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Formações rochosas impressionantes – Cachoeiras e Cataratas I.

Cachoeiras e cataratas do Brasil.


         Outro tipo de formação rochosa notável existente no nosso mundo é a categoria das cachoeiras e cataratas. Existem em enorme profusão, o que torna literalmente impossível compilar todas elas em um único artigo. Neste primeiro momento vou tentar reunir alguns exemplos desse tipo de formação rochosa, com a presença evidente de um curso d’água. Ninguém irá por em dúvida que o início deve ser feito por onde passa anualmente um número imenso de turistas, tanto brasileiros como estrangeiros que se deslocam dos confins do globo para apreciar um espetáculo praticamente inigualável. Estou me referindo às Cataratas do Iguaçu. Na primeira imagem encontrada no Wikipedia vemos uma passarela servindo aos turistas para verem as quedas mais de perto. Em épocas de muita chuva, a água muitas vezes cobre esses lugares, impedindo a visualização mais de perto. 

        Nessa outra imagem aparecem a esquerda parte da Garganta do Diabo e a direita uma queda menor do lado argentino, com um formato mais circular.
        As vistas de diversas posições são simplesmente delirantes. Vou postal algumas apenas que foram baixadas do site wikipedia. Quem ainda não conhece o local, poderá facilmente acessar sites com uma diversidade de tomadas inimaginável. Basta digitar no buscador do Google a expressão Cataratas do Iguaçu e terá diante dos olhos uma porção de endereços que contém fotos variadas. Vejamos algumas apenas. 

        Visão aérea do ponto de maior volume de queda d’água, a famosa Garganta do Diabo. Abrange tanto o lado brasileiro como o argentino, sendo que do lado de lá, há um alargamento do leito, distribuindo o fluxo por uma porção de quedas secundárias. Se fosse chegando ao Rio Paraná, do qual o Iguaçu é afluente, teríamos aí um verdadeiro delta, seguido das quedas logo à frente. 

      Um nascer do sol por sobre as cataratas, formando um espetáculo de cor incrível. 
      A seguir a visão da Garganta do Diabo do ar, pelo lado argentino. Logo abaixo uma visão semelhante, dessa vez pelo lado brasileiro, feita em preto e branco. 
  
A imensa massa de água se precipitando de brande altura, provoca a formação de grande quantidade de vapor que se eleva na atmosfera constantemente, semelhante a um imenso caldeirão de água fervendo. 

Tendo interesse em ver uma maior variedade de imagens, basta digitar no buscador do Google a expressão Cataratas do Iguaçu e logo terá à disposição uma variedade de sites para escolher o que mais lhe agradar. Há literalmente milhares de vistas mostrando uma infinidade de ângulos, pontos de observação e também momentos diferentes. Trata-se de um espetáculo dinâmico, cujo aspecto diário é determinado pelas condições climáticas. Apresenta alternadamente situações de grande volume de água e em outros momentos um volume reduzido, permitindo alcançar a pé pontos bem próximos das quedas maiores. Não tenho pretensão de esgotar o assunto ou dizer a última palavra. Apenas um pequeno roteiro de maravilhas naturais de nosso país. 

O salto de Sete Quedas

      Não muito distante das Cataratas, existiu até a década de 80 do século XX, no curso do Rio Paraná, do qual o Iguaçu é afluente uma outra maravilha natural denominado Salto de Sete Queda, ou em espanhol Salto del Guairá, junto a cidade de Guaira, próximo à divisa dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Eu disse existiu, pois com o fechamento do canal de desvio e colocação das comportas da usina de Itaipu, formou-se um imenso lago artificial que cobriu totalmente a série de 19 corredeiras ou cachoeiras que levavam o nome Sete Quedas. Em um momento de estiagem, algumas pedras e mesmo as corredeiras voltaram a aparecer. A inexistência de recursos digitais avançados comparáveis aos de hoje, especialmente no ramo da fotografia, deixou para a posteridade um menor número de imagens disponíveis para o interessado ver. Mesmo assim é possível encontrar material bastante bom e interessante sobre o assunto, uma vez que só é possível ver por imagens o que foi. Muito remota é a probabilidade de que um dia o lugar voltará a ser semelhante ao que um dia foi. 

 Antes de atingir as pedras o rio Paraná se espraia numa largura considerável e ao londo de uma espécie de canion a água vai se precipitando em seu interior, formando uma torrente caudalosa. 

Havia um grande número de passarelas, ou pontes suspensas onde os turistas passavam para admirar o espetáculo das águas revoltas no fundo do cana. Na imagem a seguir esse detalhe é mais visível

        Nessa vista do alto dá a impressão de uma porção de afluentes desaguando em um rio principal. No entanto olhando mais acima e a direita é possível visualizar uma imensa superfície de água que se vai repartindo em diversos canais e depois se juntam todos em um único, recompondo o rio, agora espremido entre as rochas de um canal bem mais estreito do novo leito. 

        Este é o trecho inicial das quedas, onde havia cachoeiras dos dois lados e depois apenas pelo lado brasileiro ocorre a sequência. 

         Nessa visão um momento mais calmo, trazendo diversos pontos de queda formando novamente o imenso curso de água do rio. Ao redor uma cobertura florestal vistosa. 








Cachoeira de Paulo Afonso.

       Também aqui a mão do homem, na busca do progresso, interferiu na natureza, utilizando-se das quedas naturais da água para transformar sua imensa quantidade de energia potencial em energia elétrica, tão necessária para sustentar o progresso, o conforto de uma população cada vez maior e mais sequiosa de energia farta. Ainda existe possibilidade de ver parte do que a natureza fez, pois, devido à configuração dos saltos, foi possível preservar alguma coisa sem perda de potencial energético. 

 Nessa imagem vemos um ponto em que houve interferência humana. Nitidamente pode-se ver do lado direito uma espécie de mureta para impedir o espraiamento da água para fora do leito. No meio existe uma árvore, contradizendo o que conhecemos habitualmente. Deve ser um ponto em que a água passa casualmente, em momentos de abertura de comportas ou maior volume de chuvas. 

      Vemos aqui a água escorrendo por canais laterais e se reunindo para depois se precipitar em uma queda de maior altura. 


É notável a conformação rochosa do terreno e a água fazendo o que a literatura costuma descrever como uma habilidade. Ao encontrar um obstáculo ela o contorna, escorre pelo caminho mais fácil, mesmo que seja o mais longo, pouco importa. Podemos perceber uma vegetação pouco densa nas proximidades das margens, em vista do solo excessivamente rochoso, impedindo o desenvolvimento de florestas de maiores dimensões e densidade.



Aqui é visível um arco íris em meio à densa nuvem de vapor que se eleva das águas espumantes que se agitam ao fundo. 

        A quantidade de quedas d’água espalhada pelo território brasileiro é tamanha que para listar e fazer uma breve descrição de cada uma delas, inserindo algumas poucas imagens, é necessário um livro de um bom número de páginas. É utópico querer falar de todas em um único artigo em um simples blog. 

          No próximo irei falar das cachoeiras, saltos e quedas situadas em Prudentópolis no estado do Paraná.

Comment (1)

  • Aurelio Cesar Stupp24/08/2014 at 4:56 PM

    Lindo demais, uma pena que as Sete Quedas ficaram embaixo da Itaipu, mas infelizmente o progresso tem dessas coisas.
    Abraço!

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