Um casal inocente.

Casal inocente.

Um casal inocente!

 

No mês de fevereiro de 1987 eu cheguei em Brasnorte, no estado do Mato Grosso. No ano anterior havia viajado até Diamantino, realizar a prova de concurso para professor. Aprovado, fui nomeado no dia 02/02/1987 e cheguei para tomar posse no cargo. Deixei para trás um padrão efetivo no Estado do Paraná, além de um padrão (20 h/a) no CEFET-PR. A escola local é o Colégio Estadual Evaldo Meyer Roderjan.

Ali encontrei uma comunidade de três irmãs da Divina Providência, constituída da Ir. Theonila, que atuou como enfermeira em hospitais de Santa Catarina. Ali trabalhava no posto de saúde, muitas vezes fazendo o que deveria ser feito por um médico, se ali houvesse um deles, dentro dos limites de seus conhecimentos; Ir. Ana, atuando como professora de ensino religioso na Escola Estadual e Ir. Leonila, encarregada da cozinha da pequena comunidade. Prestavam serviços na capela da comunidade, auxiliando nos cultos, nas visitas mensais de Frei Natalino Vian, capuchinho sediado em Tangará da Serra.

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Prefeito arrogante e vaidoso.

Prefeito arrogante e vaidoso.

 

 

Na década de 70 do século XX, houve num dos municípios do oeste do Estado do Paraná, um prefeito bastante bizarro. Oriundo do meio agrícola, estabelecera-se no comércio e com o sucesso nessa atividade, ingressou na vida política. A respeito de sua atuação política existem várias histórias, contadas e recontadas, vindo talvez a perder muito de sua originalidade, porém ganhando em diversidade. Isso torna-as um tanto lendárias.

Era o tempo dos carrões como o Ford Galaxie, o Landau, os Dodge Charger RT e outros. O nosso personagem, aproveitando o crescimento econômico do município, encaminhou a aquisição pela prefeitura de um Ford Landau para uso em seus deslocamentos. Determinou a contratação de um motorista para dirigir o carro e ele viajava, especialmente quando ia a capital do estado, sentado no banco do passageiro, apreciando a paisagem.

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O touro da prefeitura!

O touro da prefeitura.

 

Ocorreu nos primórdios da inseminação artificial, primeiro usada em animais de grande porte. Num programa de melhoramento genético implantado por órgãos públicos, a prefeitura de um município gaúcho da região noroeste, próximo à divisa com Argentina, criou seu programa de inseminação artificial. O objetivo era melhorar o plantel de vacas produtoras de leite, introduzindo material genético de linhagens com maior potencial produtivo.

Na secretaria de agricultura havia um departamento encarregado do serviço. Ali existia um equipamento de conservação do sêmen, importado de animais de alto padrão. Um funcionário treinado era encarregado de fazer o serviço. Por tratar-se de uma novidade, não tardou e alguns mais chegados ao lado humorístico da vida, passaram a se referir a este funcionário como Touro da Prefeitura. Sempre que um agricultor cadastrado se deparava com uma vaca no cio, avisava ao referido departamento que providenciava o deslocamento do mesmo até a propriedade do agricultor, levando consigo o material necessário. Por vezes era obrigado a passar o dia inteiro na estrada para atender a todas as solicitações.

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O homem cheiroso

Um homem cheiroso.

 

O homem cheiroso!

 

No decorrer da década de 50, vivia na linha Abrantes, município de Santa Rosa, uma jovem de rara beleza. Filha de mãe descendente de alemães e pai de origem austríaca, Marlene Spies tinha dois admiradores em especial.

O primeiro era Fredolino Bamberg, filho do comerciante local que estudara no colégio interno em Santo Ângelo e ostentava, com muito orgulho, o título de contador. Recebera educação esmerada, usava perfumes caros e se vestia muito bem. Já o segundo era Roberto Schuster, filho de um casal de pequenos agricultores. Frequentara apenas a escola primária e trabalhava na roça, ajudando os pais. Era de seu habitual usar roupas simples, perfume nem sabia o que era e apenas cuidava bastante de sua higiene.

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As religiões do mundo no tempo de Jesus de Nazaré

AS RELIGIÕES DO MUNDO

 

Ao atingir a vida adulta, Jesus se separou da família, pois estava em andamento sua conscientização da condição humana/divina que constituía a sua natureza. Na falta de trabalho em Nazaré, foi para a cidade vizinha onde trabalhou por alguns meses em atividades metalúrgicas; trabalhou por um longo período na oficina de fabricação de barcos, pertencente à Zebedeu, à margem do lago Tiberíades. Desenvolveu inclusive um novo modo de fabricação, que tornava as embarcações mais seguras e velozes. Harmonizou as dimensões, o calado, comprimento e condições gerais de equilíbrio, mesmo sob tempestades, no mar agitado.  Em algumas ocasiões viajou para cidades próximas, procurando conhecer os seres humanos, apreender seus hábitos, costumes. Para isso precisava entrar em contato com pessoas provenientes de todas as nações. Havia descoberto que não era apenas enviado para a Palestina, mas para toda a humanidade, inclusive para os habitantes inteligentes dos outros mundos do universo de sua criação. Quanto melhor conhecesse todos os povos, maior seria sua capacidade de ministrar o anúncio do Reino de Deus, seu Pai Celeste, residente no Paraíso, centro do Superuniverso.

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Agora sócio vitalício da IWA

Convite aceito

 

Depois de algumas indagações, me certifiquei da validade de ser associado da IWA e decidi me filiar. Preenchi os dados, providenciei o pagamento da taxa correspondente e enviei para a sede da organização.

Ontem, depois do almoço, chegou um envelope, recoberto de selos e endereçado à mim. Era ali que estava contido o Certificado de membro da IWA, bem como uma correspondência com algumas orientações.

cópia do certificado de membro IWA

Certificado de membro da IWA

 

Isso me permite usar a partir de agora, meu nome seguido da sigla IWA na assinatura de documentos, especialmente eletrônicos, bem como nas publicações literárias como livros, poemas e artigos. Isso pode ser comprovado na correspondência, cuja cópia segue abaixo. Continue lendo

Contato internacional

IWA – International Writers Association

 

Hoje fui surpreendido com uma correspondência internacional. Um envelope cheio de selos, diferentes dos nossos, com volume um tanto exagerado para apenas uma carta. De fato, não se tratava de apenas uma carta. No interior havia quatro folhas de papel tamanho ofício, dobradas, sendo que em três delas aparece o timbre da entidade que está titulada acima.

Há alguns meses, não me lembro bem a ocasião, recebi da Senhora Presidente Teresinka Pereira, brasileira radicada nos EUA uma mensagem, me parece por e-mail, falando de meus escritos (prosa e versos). Eu falei dos meus livros publicados, em número de oito, mas ela me disse que não pode abrir (desconheço a razão disso), arquivos anexos aos e-mails e pediu que eu enviasse no corpo do e-mail textos curtos. Acontece que textos curtos eu tenho poucos, para não dizer nada, além de alguns poemas e mesmo assim, na época eu os havia extraviado em meus arquivos do computador, por ocasião da troca de máquina. Não lembrei na época que havia um CD com um back-up antigo, onde estavam cópias das mesmas.

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02. Aplicações da Física.

Aplicações da Física.

 

Muito antes de as leis da física serem elaboradas, suas equações serem demonstradas, os princípios explicados, muita coisa se fazia em termos de sua aplicação. O que se deduz daí é que muitos conhecimentos eram do domínio humano, apesar da inexistência de uma compilação de tudo na forma de ciência única e coerente. Os conhecimentos existiam, mas de forma isolada, como se não guardassem relações entre si. O que aconteceu mais recentemente foi uma organização de todos esses fragmentos, estabelecimento das relações entre as partes, de modo a formar um conjunto harmônico.

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Trapaça!

Trapaça!

Por Marcelo Labes.

Capa do livro de poemas Trapaça!, de Marcelo Labes.

Soa um pouco estranho esse título, não acham? A leitura do trabalho, composto de poesias bem elaboradas, percebe-se que, a meu ver pelo mens, o título tinha exatamente a intenção de provocar esse sentimento.

Tendo aprendido versificação nos anos escolares, idos de 1960/70, com meu estimado professor Carlos Afonso Schmitt, sempre me deparo buscando a métrica e as rimas, preferencialmente ricas. Invariavelmente me frustro, pois a poesia moderna abandonou, principalmente a métrica. Há sim quem ainda use, principalmente quando se trata de alguém que, como eu, tem enraizado dentro da mente essa técnica de fazer poesias.

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O filho da empregada, Marcelo Labes.

Capa do livro O filho da empregada, de Marcelo Labes.

O filho da empregada!

de Marcelo Labes

Tendo como cenário a vida de empregadas domésticas, em todos os recantos da América do Sul, em especial, Marcelo Labes consegue colocar em um pequeno opúsculo (48 páginas), toda angústia, sofrimento, humilhação e dor suportado pelas inúmeras empregadas domésticas que sempre existiram. Dono de um texto vigoroso, que eu classificaria como “prosa poética”, malgrado minha falta de especialização no assunto, Marcelo conseguiu sintetizar, condensar nestas poucas páginas, tantas coisas, como eu jamais saberia fazer. Não que não houvesse espaço talvez, para inserir outras partes narrativas. Mas o propósito parece ter sido exatamente esse: Retratar a vida de privações, humilhações, angústias, dor e sofrimento suportado por um imenso contingente de empregadas, desde meninas até a idade adulta.

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