Arquivo mensais:julho 2014

Prefácios dos meus romances.

Este é o prefácio escrito por Carlos Afonso Schmitt para o meu primeiro romance “A saga da família Cruz”, em três volumes.

Prefácio
Escrever um Prefácio para um livro é como dar as boas-vindas aos leitores.
Faço-o com alegria, porque sei que os leitores que aqui chegarem, sentir-se-ão em casa ao desfrutarem da convivência dos personagens que compõem esta saga. Faço-o com orgulho, pois, há 50 anos, tive o prazer de ser professor deste inteligente discípulo – Décio Adams – autor dessa bem traça-da e surpreendente história da família Cruz.
Amores e desamores, sonhos e frustrações, conquistas e desafios nos primórdios de nossa colonização sulina pervadem as deliciosas páginas deste romance. E se você conhece essas paragens riograndenses – ou delas ouviu falar em suas leituras – sentir-se-á viajando com a fértil imaginação com que o Décio maravilhosamente as descreve nos seus mínimos detalhes.

Um conto que virou outro conto, com mais um ponto e outro ponto, e nasceu um romance: uma saga, uma incrível história de vida de uma família que poderia ser Silva, Adams ou Schmitt. Ou a sua, que certamente também tem percalços e sacrifícios, sucessos e vitórias que mereceriam ser contadas.
Parabéns, Décio! Parabéns, leitor!
Sacie sua sede de ler, que aqui tem água em abundância.
Carlos Afonso Schmitt
Terapeuta Holístico e Escritor
Três de Maio, RS, fevereiro de 2014.



Este é o prefácio escrito pela Prof.ª Terezinha Pazdiora Demoliner para o meu segundo romance “Um veterinário judeu nos pampas” publicado em três volumes. 

Prefácio
A pretensão da obra é oferecer aos leitores um trabalho instrutivo, divertido e leve para contribuir com o seu lazer e por que não dizer, conhecer mais detalhada-mente alguns aspectos culturais do povo judeu que apesar de tudo se manteve unido e mantem suas tradições até os dias atuais.
A história dos judeus na Polônia é muito antiga, sendo que as datas de imigração judaica não são muito bem conhecidas sendo somente estimadas. É dito, e confirmado por dados históricos, que houve a chegada de judeus na Polônia pelos séculos XI, XII e XIII, sendo que os principais motivos foram as cruzadas e a perseguição aos judeus que ocorria na Boemia. Outro motivo importante foi o trata-mento relativamente bom da Polônia para com os habitantes de fé judaica, tendo como base, a partir de 1264, a permissão de os judeus terem terras, negócios e liberdade de culto.
Um veterinário judeu nos pampas pretendemostrar a longa peregrinação pelo mundo da família Abrahamowski, sua fuga de Varsóvia para Leipzig e a convivência com diferentes costumes e culturas que deixaram marcas e resultaram em novas habilidades. É o caso de um veterinário, dedicado a lidar com grandes animais como cavalos, bois e outros, fato incomum na época. Porém, como bom apren-diz e com inteligência aguçada não teve dificuldades em agregar novos conhecimentos e adquiriu habilidades, desta-cando-se entre os demais. Com a perda de seus pais, Josef Abrahamowski aventurou-se numa viagem para o continen-te americano, mais precisamente para o Brasil. Como foi a recepção ao Josef? Quais foram suas dificuldades? As respos-tas você encontrará, lendo o livro.
Boa leitura.

Terezinha Pazdiora Demoliner.







Porquê tanta pressa?

REI DEPOSTO! REI POSTO!


                  Assistimos nos últimos dias não a queda de um rei e ascensão de um novo, mas a queda de um técnico da seleção nacional de futebol e a ascensão de outro. Até aí nada de anormal, pois estamos habituados desde muito tempo à dança de treinadores, técnicos, coordenadores, preparadores e seja lá o nome pelo qual queiramos chamar os homens responsáveis por colocar em campo uma equipe de futebol. Acontece tantas vezes em cada campeonato estadual, brasileiro ou seja a competição que esteja em curso, que chegamos a encontrar estatísticas comparativas veiculadas nas emissoras de TV, rádio e mídias sociais. Isso posto, nada mais natural que uma troca de treinador no selecionado nacional. 

O que chama atenção nesse caso?


                   A pouco mais de um ano vimos Luiz Felipe Scolari, sob os aplausos gerais, assumir o comando do selecionado nacional, no lugar do demitido Mano Menezes. Conquistamos a copa das confederações com exibição de um futebol vistoso e convincente. Passou a ser voz corrente a quase certeza da conquista do tão sonhado hexacampeonato da Copa do Mundo, na competição realizada em nosso território. Inumeráveis foram as críticas feitas ao andamento das obras nos estádios, nas infraestruturas de toda ordem, levando a imaginar um caos nunca visto em competição semelhante pelo mundo afora.

            Chegou o dia 13 de junho, a cerimônia de abertura foi uma demonstração de rara beleza e organização. Na continuidade nosso selecionado enfrentou, no jogo inaugural, ao time representando a Croácia, por um placar pouco expressivo, o que foi debitado à conta do nervosismo da estréia. Nada nos tirava a convicção de que no final estaríamos enfrentando, não importava quem quer que fosse, e conquistaríamos o tão esperado título. Os jogos se sucederam, empatamos, ganhamos novamente e nos classificamos em primeiro lugar no nosso grupo, ficando o México com o segundo posto.

                  Nas oitavas de final enfrentamos o selecionado chileno, num jogo difícil que terminou empatado, teve prorrogação, decidido na cobrança de penalidades máximas, ficando a vitória com o Brasil. Vieram as quartas de final e lá estava a Colômbia, que terminou com nosso craque principal lesionado gravemente e o capitão da equipe suspenso por um jogo devido a um segundo cartão amarelo, aplicado por causa de um lance considerado duvidoso por muita gente. A vitória foi nossa e chegou a vez de enfrentarmos a Alemanha, que até aquele momento vinha fazendo uma campanha, se não brilhante, mas sem dúvida muito consistente. Mas tínhamos no comando da seleção o FELIPÃO, capaz de trazer o penta em 2002, depois do fracasso na final de 1998. Ele saberia superar os problemas da ausência de Neymar e Tiago Silva. Os demais atletas jogariam dobrado para cobrir suas ausências e a vitória seria nossa sem dúvida.
             No dia da partida, o país inteiro ficou mudo quando, à menos de treze minutos, estávamos perdendo de 1×0. Nada tão terrível. Perfeitamente possível de ser revertido. Novamente aos 23 minutos e agora eram 2×0, logo 3×0, 4×0 e antes dos 30 minutos 5×0. Nossos olhos custavam a acreditar no que víamos estampado no placar, que assim se manteve até ao final do primeiro período. Um grupo de onze jogadores usando a camisa amarela, mais conhecida como amarelinha, parecia estar perdido no campo de jogo. O segundo tempo começou e todos se contentavam em que o placar permanecesse parado até ao final. Já raros eram os que acreditavam numa virada de jogo, ou até mesmo um empate. Mas o jogo terminou em inexoráveis 7×1. Placar nunca visto quando a seleção nacional esteve em campo, muito menos em uma semi-final de Copa do Mundo. Restava disputar o terceiro lugar e honrar a camisa. Nova derrota, dessa vez para o selecionado laranja da Holanda. Terminamos a Copa do Mundo no Brasil, pela segunda vez na história, sem sermos campeões.

               Ao contrário das previsões catastróficas ouvidas nos meses precedentes à competição, o que estava sendo apontado como um verdadeiro desastre iminente, transcorreu na mais absoluta normalidade.A logística e acessibilidade, se não foram excelentes, não deixaram a desejar. Os elogios feitos ao povo brasileiro por sua hospitalidade e outros atributos, foram eloquentes e não deixam dúvidas. A organização não deixou a desejar.

                  Mal cessaram os fogos comemorativos do encerramento, iniciou um clamor generalizado contra os dirigentes da equipe, tendo no topo da lista Luiz Felipe Scolari, o comandante. Iniciou-se as especulações sobre os integrantes da nova equipe dirigente do nosso selecionado. Hoje estamos no dia 23 de julho, exatamente 10 dias após o término da Copa. A comissão técnica entregou os cargos à direção da CBF, sua demissão  foi formalizada e pasmem! Já temos uma nova equipe completa ocupando os seus lugares. Para maior surpresa, de pelo menos grande parte da população, o cargo de treinador foi entregue às mãos de nada menos do que Dunga, à quem foi debitada nossa eliminação precoce na competição de 2010. Nada contra a pessoa do treinador, nem sua capacidade para ocupar o cargo. Ele foi o xerife da seleção de 1994 que nos trouxe o tetracampeonato.
               Mas agora vem a razão do título dessa postagem: Porquê tanta pressa? Sim, por que tanta pressa em colocar novos nomes no lugar dos recém derrotados? Tenho a impressão de que havia urgência em apagar um fato inegável: nosso time não merecia de modo algum ser campeão. Embora ninguém diga abertamente, no fundo boa parte dos torcedores, culpa a equipe que comandou o selecionado pela derrota.
         Quero tecer alguns comentários sobre a questão da pressa. A meu ver, antes de sair ataba
lhoadamente em busca de substitutos, seria hora de chamar pessoas ligadas ao assunto, como treinadores, preparadores físicos, médicos, psicólogos, nutricionistas, ex-atletas e outros profissionais ligados às competições esportivas, para, num grande debate, analisar os erros e acertos; os pontos fortes e os fracos da equipe que se desfez. Com o resultado dessa reunião em mãos, haveria como estabelecer metas, objetivos a curto, médio e longo prazo para o futebol nacional de modo globalizado. Então sim haveria como fazer uma escolha criteriosa de nomes capazes de desenvolver um trabalho que atendesse ao atingimento dessas metas no correr dos anos. Assim poderíamos aspirar a, daqui alguns anos, comemorar novas conquistas para o esporte que tantas alegrias trouxe ao povo brasileiro. Talvez os novos integrantes fossem os mesmos que lá estão agora, mas haveria um mapa a ser seguido, não uma vaga noção do que se pretende. Apenas se conhece o objetivo, caminho traçado previamente a ser seguido.

                  Infelizmente prevejo que em 2016, viveremos novo fracasso olímpico. Em 2018, provavelmente estará no comando da seleção um nome que hoje sequer imaginamos quem venha a ser. O quarto lugar que nos ficou, quase por herança, talvez nem seja merecido, pois desde o começo da competição era perceptível a fragilidade da nossa equipe. Não quero com isso desmerecer a qualidade dos atletas no aspecto individual, pois ocupam posições de destaque em equipes do primeiro mundo.  Porém, torcer é preciso. Nessa hora o coração verde/amarelo fala mais alto e, mesmo contra as evidências todas, acreditamos que mais uma vez FELIPÃO realizaria um milagre, dando-nos a alegria do título.

                Creio que devemos sim um imenso preito de gratidão ao cidadão Luiz Felipe Scolari. Sob seu comando a seleção ganhou a copa de 2002 e a Copa das Confederações em 2013. Não julgo que seja ele o culpado. Na verdade precisamos reconhecer que o nosso futebol há tempo deixa a desejar. Basta olharmos o nível das competições a nível nacional. Não vemos jogos empolgantes, salvo raras e honrosas partidas. O público presente aos estádios é fraco, tal o desinteresse dos torcedores pelos seus times. Isso em parte pode se atribuído ao frequente acontecimento de fatos trágicos nos encontros de torcidas. Quem em sua preocupação paterna com os filhos leva os pequenos ou adolescentes ao estádio? Quem quer expor seus entes queridos ao risco de serem agredidos, pisoteados ou algo semelhante?

              Temos certamente muito, mas muito mesmo a aprender com os europeus, tanto no que diz respeito ao jogo propriamente dito, quanto ao conjunto de medidas que cercam as competições futebolísticas nos quatro cantos do país. Não quero dizer que devemos sair copiando esse ou aquele modelo, mas nos inspirarmos nos exemplos e reinventar nosso futebol, que durante décadas encantou o mundo. Os depoimentos de atletas do exterior são eloquentes quando declaram admirar o futebol brasileiro por sua beleza e plasticidade, tendo em nossos atletas mais destacados os seus ídolos.

            É possível dar a volta por cima? Com toda certeza. Mas lamento dizer aos nossos dirigentes imediatistas que isso não irá acontecer por milagre, como num passe de mágica. Os grandes craques do passado não renascem aos milhares pelos campos do Brasil. Eles precisam ser preparados fisicamente, psiquicamente e culturalmente para serem os novos campeões do mundo no futuro. Para novamente serem o encanto do mundo no campo dos esportes. Não será uma mera troca de treinador, preparador físico e outros profissionais que fará essa mudança. Há necessidade de uma mudança muito mais profunda. Mudança essa necessária em todos os setores da atividade humana em nosso país. Esse país que eu amo e não troco por outro, por mais atraente que seja ou melhor o pintem seus admiradores. Vamos pensar diariamente no que podemos fazer para melhorar a vida em nossa nação de uma maneira ou outra. Se todos dermos nosso pequeno esforço, o resultado final será gigantesco e muito compensador.

                                                             Curitiba, 23 de julho de 2014.


                                                                      Décio Adams.

Boa noite, prezados leitores!

Boa noite, prezados leitores!

                 Meu blog foi criado há pouco tempo e estou me apresentando a vocês nesse momento. Talvez haja quem queira saber a razão do nome PARANUCHO e eu explico. Nasci e cresci no Rio Grande do Sul. Aos 19 anos de idade mudei para o Paraná, inicialmente em Foz do Iguaçu. Ali fui bancário, escriturário e por fim projetista de plantas baixas para legalização de edificações junto à Prefeitura. No período de 1972 até 1975, enquanto cursava a faculdade de Licenciatura em Matemática, fui paralelamente professor suplementarista no então Ginásio Estadual Dom Manoel Könner. Assim sou meio paranaense, meio gaúcho e por isso escolhi para nome do meu blog a combinação de partes dos dois termos.


                 Casei-me em 1974 com Rita del Carmen Rosário Conti. Em 1975 concluí minha licenciatura, colando grau no dia 18/19 de dezembro daquele ano. Em fevereiro de 1976, mudei para Curitiba, onde iniciei minha atividade no magistério, lecionando física na então Escola Técnica Federal do Paraná (ETFPR). Nesse mesmo ano prestei concurso para seleção de professores de matemática no Colégio Positivo Júnior, onde fui professor fundador. Posteriormente lecionei física no curso de engenharia da então UCP, vindo a ter por aluno o atual governador do estado do Paraná, Beto Richa. Ao mesmo tempo lecionei no CEP – Colégio Estadual do Paraná de 1979 até 1987.

                No ano de 1981 fui professor de física na última turma de alunos da extinta Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica, instalada onde atualmente existe o CINDACTA II.

Em 1986 prestei concurso para professor de matemática de 2º grau em Diamantino, no estado do Mato Grosso. Aprovado, fui nomeado no DOE em 02/02/1987. Tomei posse no final de fevereiro e fui diretor do Colégio Estadual Evaldo Meyer Roderjan de Brasnorte nos anos de 1988/89, depois voltando à sala de aula. Voltei para Curitiba em maio de 1993 por questões relacionadas à saúde de família. Em 1995, reingressei no então já CEFET-PR, após prestar novo concurso. Ali completei meu tempo de serviço e contribuição, vindo a me aposentar por tempo de serviço em 17/12/2003.
Depois de me aposentar, dediquei meu tempo ocioso a diversas atividades, vindo inclusive a fazer pequenos serviços de manutenção doméstica em instalações elétricas, hidráulicas e revestimentos. Tentei me estabelecer no comércio mas fracassei.


                Em 06/08/2011, sofri um acidente de trânsito. Eu trafegava em uma moto Suzuki, modelo Intruder 125 pela Rua Vicente Cicarino, nas proximidades do cruzamento da via ferrea, sendo do outro lado o início da Rua Amazonas Marcondes(bairro Boa Vista). Um veículo Ford K invadiu a minha pista vindo a me abalroar lateralmente, o que me levou para o hospital. Ali estive em risco de vida por mais de um mês, sofri a amputação da perna esquerda, sendo que voltei para minha casa no dia 12 de outrubro. Por longos meses fiquei mais tempo deitado que sentado na cadeira de rodas. Aos poucos consegui ser atendido no CHR – Centro Hospitalar de Reabilitação. Um longo calvário me esperava, pois concomitantemente à amputação, ocorreu uma trombose muito grande na perna direita. Isso ameaçou também a esse membro de ser amputado, porém com a graça de Deus ela está comigo e agora praticamente em condições de me servir normalmente na locomoção, tendo o auxílio de uma prótese transfemural, fornecida pelo SUS.

                  No longo período de imobilidade quase total, ocupei meu tempo com dois tipos de atividade. Fiz crochet em quantidade e comecei a escrever. Inicialmente apenas como exercício mental e depois me animei a transformar essa atividade em algo mais do que apenas distração. Assim no dia 10/10/2013, foi publicado meu primeiro livro de contos pela Editora Biblioteca24horas. Em 27 de fevereiro de 2014, seguiu-se outro de contos e o primeiro volume de um romance. Ultimamente, para ser mais exato, no dia 06/06/2014, foram publicados os dois volumes restantes do primeiro romance e os três volumes de um segundo romance, perfazendo no total oito livros publicados até o momento. No dia 29 de agosto, às 18 horas terá lugar minha sessão de autógrafos na Bienal do Livro de São Paulo, à convite da Editora.

                Nas últimas semanas publiquei alguns artigos sobre assuntos variados em blogs de meu amigo Jorge Purgly, sendo ele mesmo quem me motivou a criar o próprio blog. Como não sou chegado a resistir a um desafio, decidi por seguir sua sugestão e estou aí para escrever sobre assuntos diversos. Quem quiser pode entrar em contato comigo no facebook na página (www.facebook.com/decio.adams), ou pelo e-mail decioa@gmail.com; terei muito prazer em receber sugestões e comentários.

                                                                      
                                                                     Curitiba, 22 de julho de 2014


                                                                                 Décio Adams.

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