Arquivo mensais:fevereiro 2015

Como eu deixei de fumar!

Primo Luiz Dewes visitando e ajudando construção 001

Foto tirada em Brasnorte, MT, durante construção da moradia. Detalhe, eu com um cigarro na boca

Como eu deixei de fumar!

Para começar, vou contar rapidamente como me tornei fumante. Atingi a adolescência no começo dos anos 60. No momento do 31 de março de 1964, eu estava com 15 anos. Começando a querer ser “grande”, achando bonito, coisa de homem, ter um cigarro entre os dedos, dar algumas pitadas. Ao sair do Seminário em 1965, então com 16 anos, comecei a frequentar os bailes da região rural, em companhia de meu irmão Genésio (falecido) e era comum fumarmos nos finais de semana. Sempre separávamos uns trocados dos dinheirinho da diversão para um maço de cigarros.

Aos poucos, trabalhando na roça, aprendemos a fumar o tal “palheiro” e íamos para a roça com um pedaço de fumo no bolso, algumas palhas pré-cortadas também, um canivete e o indispensável isqueiro. Nos momentos de descanso do trabalho, fosse de capina, plantio, colheita, lavração, sentávamos num tronco, à sombra se existisse e depois do lanche que levávamos, era preparado um palheiro e, após umas boas tragadas, retomavamos o trabalho com o dito cujo no canto da boca, soltando baforadas. O cigarro de “papel” era só para os domingos ou feriados.

Em 1967 ingressei no exército como recruta e ali era habitual fumar. Poucos não tinham o vício. Em 1968, ao passar para a reserva, mudei para o Paraná, Foz do Iguaçu, seguindo minha família que havia se mudado. Troquei a roça pela cidade e fui trabalhar em banco. Concluí meus estudos de ginásio e secundário, além de mudar de emprego. Em 1972 ingressei na faculdade de matemática. Nesse ano, para agradar a namorada, colega de curso, consegui deixar de fumar e isso durou até outubro de 1975. Pouco mais de três anos. Num momento de euforia, comprei um maço de cigarros e fumei. Depois do primeiro, não consegui mais deixar.

Foram inúmeras tentativas, sempre frustradas. A cada nova recaida, a vontade ficava um pouco mais desmoralizada diante do vício. Mesmo assim as tentativas continuaram, pois sempre surgia um momento que a motivação parecia suficiente para enfrentar o dragão do vício, porém acabava sucumbindo novamente. Excusado é dizer que a vontade estava mais debilitada, ao ponto de nem mais pensar em parar, pois estava convicto de não adiantar. Seria apenas mais um recomeço e mais uma humilhação diante do vício.

Tentei fumar cachimbo por mais de uma vez, mas também tinha seus inconvenientes, além de incomodar os outros. Havia que apreciasse o cheiro perfumado do tabaco queimando, mas outros ficavam irritados. Colegas de trabalho começaram a reclamar do cheiro, da cinza, das bitucas muitas vezes jogadas em lugares inadequados. Aos poucos começou a proibição de fumar em determinados lugares, primeiramente nas salas de aulas. Assim, durante os momentos em que me encontrava trabalhando com meus alunos, não fumava.

O que eu tinha colocado em minha mente, era uma espécie de meta. No dia em que eu conseguisse passar uma semana inteira sem fumar, estaria livre do cigarro. O difícil era alcançar essa meta. Em final de maio de 1998, numa consulta de rotina com o cardiologista, me queixei da minha insistente dor nas panturrilhas. Anteriormente ele me indicara o uso de meias elásticas Kendal. Havia comprado uma meia dúzia e as usasa constantemente, desde a hora de levantar, até tomar banho para dormir. Mesmo assim a dor persistia. Ao caminhar num rítmo um pouco mais intenso, a dor se tornava insuportável, obrigando-me a parar e esperar a dor passar. Depois continuava caminhando devagar.

Um exame superficial mostrou que a circulaçã na parte inferior das pernas estava deficiente. Isso resultou na indicação de consultar um angiologista. Foi consultado do Dr. Fernando Franco Pedro, nosso conhecido, por sinal angiologista e cirurgião vascular. Como primeira providência pediu um exame de ecografia das duas pernas. Durante a realização do exame, o médico e assistente, perguntaram se era fumante. À resposta positiva me aconselharam a parar. Fácil de parar. Saí dali com o exame na mão. Enquanto caminhava pela rua, pensei:

– Como vou parar de fumar? Sei que eu preciso fazer isso, mas não tenho nem ânimo para tentar, pois sei que não consigo novamente. Minha vontade está esfacelada, completamente desmoralizada diante desse vício miserável.

Então uma ideia reluziu na mente:

– Se eu não consigo parar, posso ao menos controlar. É mais fácil dizer ao cérebro viciado em nicotina que ele vai ter que esperar um pouco mais para ter satisfeita sua “necessidade”, do que dizer que ele nunca mais vai ter a “droga”.

Olhei para o relógio de pulso no braço esquerdo e, ali mesmo, no meio da calçada, fiz o propósito de estabelecer um intervalo mínimo de 1(uma) hora entre um cigarro e outro. Afinal, havia as tais aulas geminadas e acabava ficando quase três horas sem fumar sem problema. Então seria fácil controlar a compulsão e aos poucos fortalecer a vontade diante do vício maldito. Fiz o propósito e pus em execução. Havia uma condição adicional. Não haveria compensação de tempo, isto é, quando passasse mais tempo sem fumar, ter o direito de fumar mais de um com intervalo menor. Isso desmontaria o plano.

Para minha surpresa, naquele primeiro dia, já notei uma sensível queda na quantidade que havia fumado ao ir para a cama. Vinha fumando algo em torno de duas dúzias de cigarros por dia, algumas vezes um pouco mais. Nos dias subsequentes, constatei que esse simples estratagema, dera resultado e chegava ao final do dia com uma cota de 12/13 cigarros fumados. Isso me alegrou, com um evidente estímulo ao meu brio de manter a rotina. Em poucas semanas, senti que poderia aumentar o intervalo e aumentei o mesmo em 50%, ou seja, uma hora e meia. Com isso a cota diária de cigarros caiu novamente e se estabilizou em torno de 6/8 unidades por dia. Assim, um maço de cigarros durava dois dias e meio e até três dias.

Nesse intervalo levei o exame de ecografia ao médico que o examinou e falou:

– Temos problemas de circulação nas pernas. Mas precisamos investigar se não há mais problemas em outros pontos mais acima, na região abdominal e toráxica. Vou pedir uma arteriografia abdominal. É um exame de risco, mas não tem outra maneira de saber o que está acontecendo.

Lá fui eu fazer o exame. Quem realizou o mesmo, foi uma antiga aluna do tempo de 1980, no Colégio Estadual do Paraná, curso de Análises Clínicas. Fizera medicina e era agora a Dra. Viviane. Enquanto fiquei na sala de recuperação, estava passando na TV da sala, a partida França x Croácia, na Copa do Mundo da França. Dentro de quatro ou cinco dias fui buscar o resultado. Levei-o ao médico e ele o examinou, olhou para mim e falou:

– Seu Décio! Se o problema fossem apenas as oclusões de artérias em suas pernas, onde já existe circulação colateral, nós resolveríamos o problema com exercícios e medicamentos. Mas aqui, – apontou na imagem da chapa – existe um aneurisma. Ele está pequeno, mas pode romper a qualquer momento. Se isso acontecer, não haverá tempo para lhe socorrer, pois o sangue todo do organismo se derrama na cavidade abdominal. O remédio é uma cirurgia para colocar uma prótese.

– Doutor, o senhor é o médico e sabe o que é preciso fazer. Determine que eu faço o que for preciso.

Saí de lá com um maço de requisições de outros exames, laudo de cardiologista e testes variados. Em pouco mais de uma semana consegui cumprir e levei a ele. Nesse dia, 28 de julho de 1998, foi marcada para o dia 10 de agosto a internação no Hospital São Lucas. Requisição de prótese, sala de cirurgia porte 6, além de outras solicitações. Foram dias angustiantes. Sabia eu que a intervenção era de alto risco. A chance de sobrevida era pequena, mas sem ela eu estaria condenado a murchar de um momento a outro, no lugar em que estivesse e ninguém poderia fazer mais nada. Como 1% é muito mais do que 0(zero), eu enfrentei.

A intervenção durou 9h 30 min e foram necessárias mais 2h 30 para recuperação pós cirúrgica e remoção para UTI. Fiquei dois dias na UTI, depois mais 4 dias num quarto e vim para casa. Com isso, completara-se uma semana sem fumar, a meta que eu tanto almejara. Aliada ao fato de me encontrar há semanas fumando apenas seis a oito cigarros por dia, foi facílimo parar. Isso foi em agosto de 1998, hoje estamos em final de fevereiro de 2015. Portanto, no próximo dia 10 de agosto, completarei 17 anos sem fumar. Nunca mais experimentei, pois sei que posso ser traído pelo vício e recair. Como amo a vida bem mais que tudo, não pretendo voltar a isso.

Mailo meu guarda 2

Eu em casa, recuperando da cirurgia do aneurisam. Meu Cooker Spaniel, Mailo, cuidando de mim. kkk.

Mailo meu guarda. 001

Mailo desperto, cuidando do dono.

 

Durante alguns anos depois, frequentemente acordava à noite, depois de um sonho no qual eu experimentara fumar um cigarro e depois me recriminava amargamente de ter feito isso. Ao acordar, constatava tratar-se apenas de um sonho, e um imenso alívio invadia meu coração. Depois disso fiz cirurgia de coração (ponte safena e mamária), endarterectomia carotídea esquerda e direita, uma hernia inguinal, uma colocação de dois parafusos no ombro para fixar o manguito rotador que se rompeu em um tombo que levei. Em 2011 fiquei 67 dias no hospital para tratamento das consequências de um acidente de trânsito. Mas continuo firme sem vontade alguma de fumar.

Não sei se minha experiência poderá ajudar outras pessoas a encontrar uma maneira de sair desse vício. Talvez cada um deva fazer sua adaptação, pedir auxílio profissional, mesmo usar algum medicamento como apoio. Julgo no entanto relevante o fato de, controlando o vício, a pessoa se torna “dona” de sua vontade, não mais escrava do vício. Isso no mínimo pode ajudar fortemente na superação do problema. Tenho uma certeza. Comigo funcionou e nem precisei de outros recursos. Provavelmente o fato da internação hospitalar, uma intervenção cirúrgica séria e o risco de agravar meus problemas circulatórios, ajudaram. Caberá, a quem quiser tentar seguir esses passos, descobrir seu modo de por isso em prática, os recursos adicionais a serem usados. Sei que não é fácil, mas também sei que é possível.

Minha vida como fumante abstêmio (não me julto ex-fumante), melhorou muito. Temos que fazer algo como os AA fazem. Propósito de ficar um dia de cada vez sem cigarro. Aos poucos retomamos o controle da nossa vontade, da nossa vida. Quem quiser trocar informações comigo, deixo abaixo meus contatos. Estou disposto a fazer o que for necessário para auxiliar outras pessoas a obterem o mesmo resultado que eu obtive.

Curitiba, 25 de fevereiro de 2015.

Décio Adams.

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709

Natureza ao alcance da mão.

Respeitando a natureza

Nosso quintal é um viveiro de pássaros. Há sabiás com ninhos em diversos pontos, até no interior da edícula da churrasqueira, no limoeiro. Corruiras tem ninhos em casinhas que fiz anos atrás, porongo pendurado, nas cumeeiras da casa tem ninhos de canários da terra, joão-de-barro, bem-te-vi e não poderiam faltar os vários tipos de beija-flor vindo beber néctar nos bebedouros.

Na área de serviço há gaiolas com periquitos australianos, canários e um papagaio que vive com a gente há quase 25 anos. Limpando as gaiolas, minha esposa jogou os resíduos, onde sempre sobra bastante comida num lugar sob a pitangueira no jardim. Hoje, além de rolinhas, juritis, canários da terra, tico-tico, veio participar uma pomba do tipo “carijó”. Ela tem ninho no alto do pinheiro que fica ao lado. Gravei um vídeo onde eles estão juntos comendo, na santa paz de Deus. Cenas que jamais teria imaginado alguns anos atrás. Sempre havia rolinhas, canários e tico-ticos, mas pombas dessa espécie, nem imaginava. Há alguns anos sempre existe um casal que cria seus filhotes no alto do pinheiro. Frequentemente encontra-se as cascas dos ovos quando os filhotes eclodem. Diariamente ouve-se seu cantar, um pouco triste, mas que remete à minha infância. Naquele tempo as ouvia cantando ao longe, no mato, jamais elas se atreveriam a chegar perto de casa.

GEDSC DIGITAL CAMERA

Mamãe sabiá chocando seus ovos. Depois ela catava minhocas na horta ao lado para alimentá-los

 

Vou compartilhar o vídeo com todos. Basta acessar o link do YouTube:

http://youtu.be/DiiQcSXkp7o

Olhando a natureza, a gente sente a paz invadir nosso ser. Quando os homens aprenderão a conviver como eles?

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709

E eu tinha uma Dama da Noite, sem saber!

GEDSC DIGITAL CAMERA, Décio Adams

Flor do Cactos Dama da Noite

GEDSC DIGITAL CAMERA

Flores do Cacto Dama da Noite, abertas e botões por abrir.

Dama da noite.

Uma flor que não gosta muito de luz. Prefere as horas da noite e madrugada para ostentar seu explendor.

Há alguns anos, creio que entre 2005/07, durante uma de nossas caminhadas habituais pelas ruas do bairro, minha esposa Rita e eu, em determinado lugar, encontramos um pedaço de caule de um cacto. Decidi levar para casa e plantar. Talvez crescesse e seria mais uma planta em nosso jardim. Como não esperava que ficasse grande, plantei-o encostado do muro, proximo do padrão de luz da COPEL, na entrada de nossa casa.

Algum tempo depois começou a crescer lentamente, se agarrou no muro e subia aos poucos. Chegou à parte de baixo de uma floreira existente no topo, contornou e se fixou na pouca terra do muro, que a essas alturas também estava sendo tomado pela hera plantada pelo vizinho e que tomou conta de tudo.

Por algum tempo deixei de prestar atenção a ele e um dia notei que estava escalando o poste de entrada de energia. Pensei em cortar para não causar problemas com os cabos. Por esquecimento ficou assim mesmo. Em certo dia do ano passado, minha esposa me chamou para vir ver as flores que havia naquele cacto aparentemente despretensioso. Imediatamente peguei a câmera e fui até lá para registrar algumas imagens. Fiz várias mas em um acidente ocorrido com o computador, perdi e não tinha back-up. Restaram duas que estão aí para ver.

DCFC0429.JPG

Flor do Cacto Dama da Noite, do ano passado.

DCFC0428.JPGPensei em voltar depois para registrar outras imagens quando tivesse terminado de abrir. Qual não foi minha surpresa ao olhar novamente e elas estarem completamente murchas. Haviam aberto de madrugada e com o sol quente, murcharam e caíram. Imaginei que era uma das flores mais efêmeras. Já havia visto algumas outras flores de cacto também de curta duração.

Os meses passaram e, na semana passada, minha companheira me chamou para ver a florada que ele estava preparando dessa vez. Uma profusão de botões, ainda totalmente fechados, mas todos em estágios próximos. Iriam abrir praticamente no mesmo dia, ou com um ou dois dias de diferença.

Novamente peguei da câmera e registrei o estágio das flores em botão, em número superior a 10, para depois mostrar elas abertas. São na verdade flores gigantescas, se comparadas com o caule da planta. Devem medir cerca de 25 cm de comprimento e o diâmetro quando aberta, em torno de uns 20 cm, contando as pétalas externas. Suas pétalas são brancas e o centro (miolo) de um amarelo vivo.

GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERA

Até no alto do poste de luz havia dois botões. Uma enxurrada de flores.

No sábado, dia 21/02, à noite, novamente fui chamado para ver duas flores que haviam aberto e fizemos algumas fotos noturnas. Lamentavelmente, um clic errado de minha parte, deletou essas e outras feitas ontem à noite. Meu filho está tentando recuperá-las. Se ele conseguir vou postar depois para verem. Para minha sorte, o sol hoje deu uma trégua, e elas ainda estão parcialmente abertas e fiz algumas imagens para mostrar.

GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA

 

Ontem a tarde, o proprietário do Orquidário Junior, situado nas proximidades da antiga penitenciária do Ahú, falou ao meu filho, quando ele lhe mostrou as fotos, tratar-se da famosa Dama da Noite. Recomendou para cuidar pois ela é rara. Acho que foi isso que me fez juntar aquele pedaço de caule, meio ressecado e plantá-lo aqui em casa. Agora ele nos presenteia com suas lindas flores. Uma pena serem tão efêmeras, pois não chegam a durar um dia. Abrem à noite, e se o sol brilhar forte logo cedo, ao meio dia estão completamente murchas. É essa a razão do nome e sua curta duração, confirma o ditado: Tudo que é bom dura pouco.

PS.: Felizmente foi possível recuperar uma versão das fotos perdidas. Aqui vão algumas delas pois são dignas de ver.

GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA GEDSC DIGITAL CAMERA

 

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709

 

 

Matemática – Mais novidades sobre radiciação.

Mais umas novidades sobre radiciação.

Multiplicação de radicais de mesmo índice.

  • Vamos ver como isso funciona.
    • $\color{navy}{\sqrt[3]{ 5}\times\sqrt [3]{7}\times\sqrt [3]{2} =\sqrt[3]{5\times7\times2} = \sqrt[3]{70}}$
    • $\color{navy}{\sqrt [5]{2^3}\times\sqrt[5]{4^2}\times\sqrt[5]{8} = \sqrt[5]{2^3}\times\sqrt[5]{2^2}^2\times\sqrt[5]{2^3} = \sqrt[5]{2^3}\times\sqrt[5]{2^4}\times\sqrt[5]{2^3}\\ = \sqrt[5]{2^{3+4+3}} = \sqrt[5]{2^{10}} = 2^{10\over 5} = 2^2}$
    • Podemos notar que é possível resolver uma porção de operações com potêncas e raízes sem recorrer a nenhum cálculo pesado. Basta aplicar as propriedades que permitem fazer uma variedade de tranformações. Dos exemplos deduzimos:
  • Uma multiplicação de radicais de mesmo índice é igual a um único radical, com o mesmo índice, cujo radicando é o produto dos radicandos fatores.

Continue lendo

Quarta-feira de cinzas – campanha da fraternidade

Curitiba, 18 de fevereiro de 2015.

Quarta-feira de cinzas, início da quaresma deste ano de 2015. Grande parte do povo curtindo a ressaca de carvanal, enquanto os fiéis católicos mais devotos, se dirigem às igrejas para participar da cerimônia de imposição das cinzas, como sinal de penitência. Igualmente é lançada nesse dia a campanha da fraternidade do ano, cujo ponto culminante ocorre durante a quaresma, mas se estende ao resto do ano. No entanto a grande parte da população esquece desse tema depois que passa a fase mais intensa. Talvez isso se deva ao descaso das próprias lideranças comunitárias, desde os párocos, diáconos, ministros e membros de diversas comissões pastorais. Ao relegar esse tema para um plano secundário, leva os demais fiéis a considerar a missão precípua cumprida e consequentemente indicado o olvido do assunto.

A meu ver esse “mote” lançado anualmente pela Igreja no Brasil, tendo inclusive a participação de lideranças de outras denominações religiosas, deveria ser mantido vivo e vibrante durante todos os dias do ano. A cada ano deveríamos incorporar novos procedimentos que se somaria aos dos anteriores, causando uma elevação do nível de vivência dos ideais cristãos. Por mais louvável que seja a campanha a cada ano, seu arquivamento como algo do passado, após o lançamento da nova campanha na quarta- feira de cinzas de cada ano, dá a impressão de que, terminado o ano, o assunto é ultrapassado e não mais tem importância. Tenho a impressão de que se o assunto foi suficientemente importante para inspirar a campanha de um determinado ano por sua relevância para a vivência comunitária geral, deveria manter esse valor pelos anos vindouros, merecendo inclusive um periódico avivamento na lembrança dos membros da comunidade. Vale o ditado: O que não é visto (ouvido) não é lembrado.

O período da quaresma, tem como sentido preceder a celebração da páscoa, com um período de penitência. Não tanto no sentido de submeter o organismo a dores ou privações fortes de alimentos essenciais ou líquidos. Podemos nos penitenciar muito mais com mudanças de atitudes em nosso dia a dia. Em lugar de distribuir caretas, carrancas e olhares furiosos ao nosso redor, fica muito mais edificante substituir tudo isso por sorrisos, gestos de carinho e amizade. Controlar nossos impulsos de agressividade sempre que algo nos desagrada, ou contraria nossos desejos. Dessa forma criaremos ao nosso redor um clima de bonomia, de harmonia na convivência com nossos colegas, vizinhos e especialmente familiares. Se ocupamos posição de comando no trabalho ou liderança na comunidade, podemos aproveitar para darmos demonstrações com gestos de tolerância, compreensão, sem necessariamente transigirmos com disposições essenciais ao bom funcionamento do sistema. Podemos ser firmes, sem sermos grosseiros, rudes e mesmo cruéis.

Pequenas atitudes e medidas de austeridade podem ser bem mais significativos em nossa vivência da fraternidade, se nos privarmos voluntariamente de alguma coisa que apreciamos muito, mas não nos fazem falta ao ficarmos sem. No seu lugar, ou com o dinheiro que gastaríamos nesses itens, podemos fazer alguns gestos de caridade. Há sempre pessoas carentes de todos os tipos. Todos eles, pouco importa o motivo que os tenha levado ao estado de carência, são seres humanos e merecem um pouco de nossa atenção. Nem faz diferença diante do criador, se somos luteranos, católicos, evangélicos, umbandistas, kardecistas, judeus, muçulmanos ou outra denominação qualquer. O que realmente tem valor é o nosso gesto de amor, fraternidade e carinho. É ele que irá contar no dia de nossa “grande viagem” para realizar a travessia entre o mundo material dessa vida para o mundo imaterial, espiritual e sobrenatural, ao nos apresentarmos diante do Senhor da vida e da morte.

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709

O caminho inverso – Radiciação.

 

O caminho inverso. – Radiciação.

 

Assim como em outras situações, estamos vendo que, a cada nova operação matemática que aprendemos, logo depois aparece outra, que faz o caminho contrário. E não seria diferente com a potenciação.

  • Vamos pegar um número, potência de 3. Esse número vai ser 243. Vamos decompor em seus fatores, para sabermos qual é o expoente ao qual foi elevada a base 3, para encontrar 243.
Fatoração de 243

Fatoração de 243

 

  • Fizemos cinco divisões sucessivas por $3$, até resultar quociente $1$. Dessa forma temos que $\color{navy}{3^5 = 243}$
  • Então podemos representar:
  • $\color{navy}{243 = 3^5 = 3\times3\times3\times3\times3} $

A base 3, elevada ao expoente 5 e obtemos a potência 243.

  • Neste caso dizemos que 3 é a raiz quinta de 243.

Essa operação inversa se denomina Radiciação  e se representa na forma de um radical, onde temos:

  • Radicando é número cuja raiz estamos determinando.
  • Índice é o número que indica o expoente ao qual deve ser elevada a raiz para resultar o radicando.
  • Raiz é a base da potenciação que resulta no radicando.

Assim, usando o símbolo:\[\bbox[4px,border:2px solid olive]{\color{navy}{ \root 5 \of {243} = 3}}\]

Continue lendo

Atrito – atrito dinâmico e atrito estático.

09_efeito_rotativo_06_d

Uma caixa sendo empurrada sobre um plano. Superfícies em contato e sobre rolos, substituindo rodas.

Atrito.

  • Para os mecânicos, os engenheiros que projetam as máquinas mecânicas, os executores de seus projetos, o atrito é um “inimigo” a ser reduzido ao mínimo possível. Isso por ser impossível eliminar completamente esse fator de desgastes, consumo de energia útil, aquecimentos indesejáveis, que dificulta o funcionamento das máquinas. Muitos milhares de horas são despendidas em pesquisas para encontrar formas geométricas mais harmoniosas das peças em contato, lubrificantes mais eficientes, ligas metálicas com menos atrito, levando à melhoria das máquinas que serão fabricadas.
sobrelevada3

Pista de curva inclinada, compensando a força de atrito necessária para manter o veículo estável.

  • Já para outros, como os fabricantes de pneus, construtores de estradas, sistemas de freios, o objetivo é exatamente o contrário. Quanto maior for o atrito, maior será a eficiência da tração dos veículos, dos sistemas de freios, melhorando a estabilidade e consequente dirigibilidade dos veículos. Isso resulta em aumento da segurança dos veículos, reduzindo a ocorrência de acidentes, ou ao menos a gravidade daqueles que ocorrem.
  • Para os primeiros seria desejável se o atrito não existisse. Isso lhes daria um aumento da eficiência e durabilidade das máquinas construídas. Já para os últimos o ponto de equilíbrio é aquele que maximiza a eficiência de tração e frenagem, com o desgaste mínimo das peças como pneus, pastilhas e lonas de freios.
  • Olhando para nossos deslocamentos pessoais, sem recorrer às máquinas, veremos que o atrito é tão imprescindível ao nosso caminhar, quanto a força dos músculos para mover nossas pernas e braços. Já tentou ficar em pé sobre uma superfície lisa, molhada com óleo, sabão ou outro lubrificante? Escalar o famoso “pau de sebo”, habitual brincadeira em festas populares? Caminhar em um terreno molhado, de terra argilosa e inclinado? Certamente vai ser difícil manter o equilíbrio. Alguns tombos certamente irão ocorrer.
  • Esses fatos, além de inúmeros outros que poderíamos citar, nos mostram que o atrito é um fator existente na natureza e é útil, ou prejudicial, dependendo da situação que estejamos enfrentando. Com certeza, na indústria mecânica em geral, é uma das questões que exigem mais pesquisas constantemente. A busca por maneiras de minimizar ou maximizar os efeitos do atrito é constante, onde esse resultado é desejável. O objetivo é economizar energia, aumentar a durabilidade, minimizar riscos, aumentar segurança.

O que é o atrito?

  • O atrito surge sempre que duas superfícies, sob a ação de uma ou mais forças, tendem a se mover uma em relação à outra. Isso deixa evidente que para isso ocorrer, elas devem estar em contato uma com a outra. Você deve estar se perguntando: E se eu polir essas superfícies de modo a deixa-las perfeitamente lisas, mesmo assim haverá atrito?
  • Para responder a essa pergunta, deveríamos dispôr de um dispositivo microscópico que permitisse visualizar uma superfície de aço finamente polida, com a ampliação de alguns milhões de vezes. O que iríamos ver seria algo semelhante a uma cordilheira de montanhas. Já viu a Cordilheira dos Andes fotografada de longe? Pois é mais ou menos assim que ficam os cristais do metal da superfície, com uma ampliação conveniente.
superfície de contato

Por mais polidas que sejam as superfícies, sempre existem micro ranhuras ou rugosidades que causam o atrito.

O desenho não ficou muito bom, mas é algo do tipo. Agora imagine dois corpos, com superfícies semelhantes, de mesmo material ou diferentes, colocadas uma sobre a outra. É fácil perceber que haverá bem poucos pontos de contato real, de modo que a superfície de contato aparente, não corresponde ao que realmente suporta as forças de contato. Há pontos de “engate”, outros onde ocorre uma espécie de “solda” devida à pressão. Quando tentamos fazer com que elas escorreguem uma sobre a outra, teremos a impressão inicial de que elas estão “grudadas”. No momento em que conseguimos iniciar o movimento, a força necessária para manter o movimento constante, fica menor. Aí existe uma informação importante.

_2027_23

Homem puxando corpo sobre superfície. Atrito atua em sentido contrário, oposto à tendência do movimento.

Vamos chamar de atrito estático ao esforço necessário para iniciar o movimento e atrito cinemático ou cinético a força necessária para manter o movimento constante depois iniciar. Já temos uma informação importante. Representemos por $\color{maroon}{f_e}$  a força de atrito estático e $\color{maroon}{f_c}$ a força de atrito cinético e poderemos escrever simbolicamente;

  • $\color{navy}{f_c \lt f_e}$ $\rightarrow$ A força de atrito cinético é menor que a força de atrito estático. 
2002-51-121-36-i007

Corpo sobre superfície horizontal com esquema de forças, quando tem tendência ao movimento.

Vamos ver como se comportam dois corpos de massas $\color{maroon}{m_1\lt m_2}$, apoiados em superfícies igualmente polidas. Qual deles precisará receber a ação de uma força mais intensa para iniciar o movimento?

  • Se as superfícies forem igualmente polidas, não parece haver dúvida de que será o de maior massa, pois é atraído pela Terra com uma força peso de maior intensidade. Isso permite concluir que a força de atrito é proporcional à força de contato perpendicular às duas superfícies. Estamos supondo que o corpo está apoiado em uma superfície horizontal e o peso é vertical, portanto forma um ângulo reto com a superfície. Isso implica numa força de reação da superfície, denominada normal.

images (1)

Portanto:

  • A força de atrito é diretamente proporcional à força normal entre as superfícies.

O que mais determina o atrito? A vida diária nos mostra que o atrito é tanto menor quanto mais polidas forem as superfícies. Também há variação dependendo da natureza das superfícies. Por exemplo arrastar um freezer sobre um piso de cimento, carpete, tapete ou emborrachado. Há uma grande diferença. Então temos um outro fator influindo na força de atrito. Esse fator convencionou-se chamar de coeficiente de atrito e é simbolizado geralmente pela letra grega $\color{maroon}{\mu}$. Temos portanto um coeficiente de atrito estático $\color{maroon}{\mu_e}$ e um coeficiente de atrito cinético $\color{maroon}{\mu_c}$. Conforme vimos acima podemos dizer $\color{navy}{\mu_c \lt \mu_e }$ , ou seja, o coeficiente de atrito cinético entre duas superfícies é menor que o estático. O coeficiente de atrito é um número puro, não tem unidade de medida.

images

Aplicando forças crescentes ao corpo, a força de atrito cresce na mesma proporção, até atingir o limite. Superado esse limite começa o movimento. Força de Atrito estático.

Do que foi explicado acima, fica fácil entender que as forças de atrito, tanto estático quanto cinético, podem ser calculadas pela expressão:

  • $\color{brown}{f_a = \mu\cdot N}$ $\rightarrow$ A força de atrito é o produto do coeficiente de atrito pela força normal entre as superfícies. (Normal = perpendicular entre as superfícies).
743f18baa7a2fd38c799f82689a3d661

Corpo num plano inclinado. Força normal é a componente do peso perpendicular ao plano inclinado.

Na resolução de exercícios é comum aparecer a expressão “superfície perfeitamente lisa” o que informa que não iremos nos preocupar com forças de atrito. Se aparecer a informação sofre o coeficiente de atrito estático ou cinético, essa força sempre será oposta à força que tende a produzir movimento do corpo.

 

Exemplo.1

  • Um corpo de $\color{navy}{20 kg}$, apoiado sobre uma superfície horizontal com a qual tem um coeficiente de atrito estático igual a $\color{navy}{\mu_e ={ 0,35}}$ e o cinemático é igual a $\color{navy}{\mu_c = {0,30}}$. Sendo a aceleração da gravidade igual a $\color{navy}{g = 10,0 m/s²}$. Pergunta-se:
    • a) qual é a força necessária para colocar o corpo em movimento?
    • b) que força será necessário aplicar para manter o corpo em estado de aceleração constante de $\color{navy}{a = 2,0 m/s²}$, depois de iniciar o movimento?
    • c) qual é a intensidade da força que manterá o corpo com velocidade constante?

  • Resolução.

    • a) A força capaz de pôr o corpo em movimento é ligeiramente maior que a força de atrito estático. Portanto podemos calcular esta e teremos o mínimo para mover o corpo.
      • $\color{navy}{\mu_e = {0,35}}$
      • $\color{navy}{m = 20,0 kg}$
      • $\color{navy}{g = 10,0 m/s²}$
      • $\color{navy}{N = m\cdot g = 20,0\cdot 10,0 = 200,0N}$
      • $\color{navy}{F = f_e = \mu_e\cdot N}$
      • $\color{navy}{F = {0,35}\cdot{200,0} = 70,0 N}$

    Uma força minimamente maior que 70 N, colocará o corpo em movimento.

    • b)Depois de vencido o atrito estático, teremos um sistema de forças atuando na direção do movimento. A força motora F e a força de atrito fc , contrária ao movimento. Portanto a resultante será:
      • $\color{navy}{F – f_c = m\cdot a}$ $\rightarrow$ Segunda Lei de Newton.
      • $\color{navy}{F – \mu_c\cdot N = m\cdot a}$
      • $\color{brown}{\mu_c = 0,30}$
      • $\color{brown}{a = 2,0 m/s²}$
      • $\color{navy}{F – 0,30\cdot 200,0 = 20,0\cdot 2,0}$
      • $\color{navy}{F – 60,0 + 60,0 = 40,0 + 60,0}$
      • $\color{navy}{F = 100,0 N}$
      • Precisaremos aplicar uma força de 100 N, para manter o corpo em aceleração constante de 2 m/s².
    • c)Para manter o corpo com velocidade constante, portanto aceleração nula, significa que precisamos ter um sistema de resultante nula, ou seja, a força aplicada deverá ser igual à força de atrito cinético. Logo teremos.
      • $\color{brown}{F – f_c = 0 \Rightarrow F =\mu_c\cdot N}$
      • $\color{nav}{ F = 0,30\cdot 200 = 60,0}$
    • Podemos concluir que apenas para vencer o atrito,  aplicaremos uma força mais intensa do que para acelerar apenas o corpo.

Exemplo 2.

  • Um corpo tem velocidade de $\color{blue}{35,0 m/s}$, sobre uma superfície horizontal. O coeficiente de atrito cinético com a superfície é igual a $\color{blue}{\mu_c = 0,25}$. Sem ação de outra força sobre ele, qual será a aceleração negativa que ele terá, devido ao atrito?
    • Resolução.
    • A única força que atua é o atrito e é ela que irá desacelerar o corpo. Portanto teremos:
      • $\color{brown}{- f_c = m\cdot a \Rightarrow – \mu_c\cdot m\cdot g = m\cdot a}$
      • $\color{navy}{- 0,25\cdot m\cdot 10 = m\cdot a }$
      • $\color{navy}{{{- 0,25\cdot m\cdot 10}\over m} = {{m\cdot a}\over m}}$
      • $\color{navy}{- 2,5 = a \Leftrightarrow a = – 2,5 m/s²}$
    • Tendo o valor da aceleração, poderemos calcular o tempo que ele irá demorar para parar.
      • $\color{brown}{V = V_0 + a\cdot t}$
      • $\color{navy}{0 = 35 + (-2,5)\cdot t}$
      • $\color{navy}{0 + 2,5\cdot t = 35 – 2,5\cdot t}$
      • $\color{navy}{{{2,5\cdot t}\over{2,5}} = {35\over 2,5}}$
      • $\color{navy}{ t = 14 s}$
  • A aceleração de retardamento do movimento será de -2,5 m/s² e o corpo irá demorar 14 segundos até parar, isto é atingir o repouso.

Curitiba, 17 de fevereiro de 2015 (Atualização 27 de julho de 2016).

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732

Aos professores!

Jornalista Mara Cornelsen, escreve artigo, por ocasião da greve dos professores públicos do Paraná. 

Na edição de ontem, dia 12/02/2015, página 40, Crônicas da Mara, no jornal Tribuna do Paraná, a referida jornalista faz uma homenagem aos professores, narrando sua vida escolar, desde a infância. De certo modo minha vida escolar se reflete no histórico que a colunista relata. Poderia apenas retrocedor um pouco, alguns anos talvez. Meu professor primário foi Aloísio Rockenbach, na distante localidade Linha Paranaguá, no município de Cândido Godói, estado do Rio Grande do Sul. Depois fui interno no Seminário São José em Cerro Largo – RS, até o início da quarta série ginasial. Uma interrupção de três anos para seguir em Foz do Iguaçú, onde fiquei até concluir o Cientifico (Segundo Grau). Fiz faculdade de matemática em Guarapuara, na então FAFI, hoje UNICENTRO. Vou tomar a liberdade de transcrever o texto da jornalista, pois é muito interessante. Oxalá tivéssemos hoje os professores em condições de fazer o que ela narra sobre os que a guiaram na trilha do aprendizado, desde o início até ao final da universidade.

Minha primeira professora se chamava Maria Inez. Eu tinha seis anos de idade e ela me ensinou a ler. Ainda no primário fui aluna da Dona Marlene. Mulata linda e alta, que lecionava portuguès, história e geografia. Transformava os “pontos” da época em inteligentes paródias de músicas conhecidas, fazendo com que a turma de quarto ano aprendesse desde o descobrimento do Brasil, até os afluentes das margens direita e esquerda do rio Amazonas cantando Peixe Vivo ou Cerejeira Rosa. Era uma delícia aprender com ela.

Mais tarde já no ginásio e depois no técnico em Secretariado, fui aluna da aprofessora Paraguaçu Índia do Brasil que, com dedicação e grande conhecimento, aprimorou meu português. Aprendi também com o professor Cleiton Caldeira, com o professor Olímpio, com a dona Anisia (também diretora do colégio) e com muitos outros que marcaram a minha vida, a ponto de conseguir sair do ensino médio e imediatamente ingressar na Universidade Federal do Paraná no, já então, disputado curso de Jornalismo. Aos 19 anos e oriunda do ensino público (sem qualquer privilégio  ou cota) estava formada, com diploma na mão. 

“E daí?”, pode perguntar o caro leitor. E humildemente repondo que este rompante de saudosismo serve para contar que em algum dia o professor já teve o respeito merecido e, se não tinha o salário merecido (porque professor tem que ganhar mais do que político e do que muitos outros), pelo menos naquela época não vivia em situação de penúria. Eles faziam carreira, tinham orgulho da profissão e amor ao ato de ensinar. 

Assim como eu, milhares de outras crianças e jovens passaram pelas mãos dos mesmos professores e hoje são bons e competentes profissionais. As escolas eram quase que sagradas. Limpas e conservadas. O muito que os maus alunos se atreviam a fazer era rabiscar as carteiras de madeira ou a parte interna das portas dos banheiros. E quando apanhados nesta subeversão, eram punidos com suspensão, vergonha maior. (Com afixação em edital do nome e da transgressão – observação minha)

Hoje professor precisa fazer greve antes mesmo de começar o ano letivo, para defender seus direitos e poder trabalhar com um pouco de dignidade. Quer saber, é o fundo do poço! Paguem bem aos professores e reforcem todas as escolas. Só assim, daqui a alguns anos, poderemos com certeza reduzir a construção de cadeias. Não há dinheiro? Há sim. Este país é podre de rico! É só jogar a parte podre fora e aplicar com competência e seriedade a parte do rico.  Mara Cornelsen. 

Na qualidade de professor aposentado desde dezembro de 2003, faço minhas as palavras de Mara. Apenas quero  deixar registrado que desde os anos 80 do século passado, acompanho as greves, inclusive como participante, tanto aqui no Paraná como no estado do Mato Grosso, nos seis anos e meio que por lá trabalhei.

 

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709

Deus e uma criança!

Deus e uma criança!

Alguns dias antes do dia das mães de 2002, os funcionários do PAB (Posto de Atendimento Bancário) da CEF existente no interior das instalações do então CEFET-PR, hoje UTFRP, enviaram um e-mail com um texto muito bonito, homenageando as mães. Na época eu o imprimi e guardei. Hoje, mexendo em meus guardados, buscando outros documentos, o encontrei. Para guardar a originalidade, pois foi impresso em uma máquina matricial, papel contínuo. Se eu o digitasse novamente perderia a originalidade da época. Vou anexar para compartilhar com todos.

Por que homenagear as mães na semana que antecede o carnaval? Dia das mães é todo dia e elas devem ser homenageadas, respeitadas e honradas todos os dias do ano, todos os dias da nossa vida. Dessa forma, leiam, reflitam e tirem suas conclusões próprias.

Deus e uma criança! 001

 

Deus e uma criança 2 001

Deus e uma criança!

 

 

 

Depoimento de um médico que teve câncer!

Depoimento do Dr. Celso Fernandes Júnior ao jornalista Pedro Franciscon.

Imagens de Fábio Rodrigues.

Um médico que passou trinta e cinco anos diagnosticando câncer em pessoas, principalmente próstata, um dia se vê diante da notícia terrível: Ele pessoalmente tem câncer. Um câncer detectado num gânglio enquanto fazia a barba. Entrou em choque, indagou a Deus porque ele tinha sido atingido por essa doença, depois para quê e finalmente enfrentou o tratamento. Está curado e empreendeu a realização de um projeto, entrevisto em um sonho que ele teve na fase em que estava em dúvidas, buscando uma justificativa para a doença, um motivo que o fez ficar doente.

Durante seu tratamento começou a reunir pessoas e formar um grupo para tornar realidade um Centro de Apoio às Pessoas com Câncer, nos moldes do sonho que teve em uma noite, antes de iniciar o tratamento quimioterápico.

O depoimento é franco,  sincero, verdadeiro, emocionante. Não contém cenas de choro e lágrimas. Apenas as palavras ditas de modo firme e convicto. Descreve suas angústias, seus medos e sua dor. Depois nos transmite sua , sua Esperança e sua Caridade. Desejo que sua iniciativa se difunda e um dia tenhamos um Centro de Apoio às Pessoas com Câncer em cada cidade ou região. Só assim iremos diminuir a dor e sofrimento das pessoas atingidas por essa doença terrível, estigmatizante, ajudando-as no tratamento e busca da cura.

Dê o seu apoio ao CENTRO DE APOIO ÀS PESSOAS COM CÂNCER.

Décio Adams

decioa@gmail.com

adamsdecio@gmail.com

www.facebook.com/livros.decioadams

www.facebook.com/decio.adams

@AdamsDcio

Telefone: (41) 3019-4760

Celulares: (41) 9805-0732  / (41) 8855-6709