Arquivo mensais:junho 2015

Na senda dos monges! – João Maria de Jesus, José Maria de Agostinho e os caboclos do contestado. Cap. II

 

  1. Começa construção da EFSPRG.

 

A construção da estrada de ferro, ligando Itararé, no estado de São Paulo, à Santa Maria da Boca do Monte, no Rio Grande do Sul, teve início em 1890, partindo de Santa Maria, rumo ao norte. Em meio a muitas dificuldades da nova república, foi possível inaugurar os primeiros 142 km, ligando Santa Maria e Cruz Alta no decorrer de 1894, apesar do conflito da revolução federalista. Em 1897 foi iniciada a construção do trecho paranaense, partindo de Ponta Grossa, rumo ao sul e também rumo ao norte. Em 1900 inaugurou-se os primeiros 132 km de trilhos, unindo Ponta Grossa e Rebouças, seguindo-se outro trecho de 132 km ligando Rebouças com Ponto União, às margens do Rio Iguaçu, em 1904.

Em 1905 inaugurou-se novos 196 km ligando Cruz Alta com Passo Fundo, apenas 11 anos depois do primeiro trecho inaugurado. Em 1906 foi inaugurado o trecho entre Joaquim Murtinho e Jaguariaíva no Paraná. Nessa época o grupo econômico liderado por Percival Farquhar, conhecido depois como Sindicato Farquhar, disputava acirradamente a aquisição da concessão dessa ferrovia, além de outras concessões públicas em território brasileiro. A transação foi realizada e fixado o prazo de conclusão do trecho faltante, para dezembro de 1910.

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Na senda dos Monges, – João Maria de Jesus, José Maria de Agostinho e os caboclos do contestado.

 

 

  1. Novos monges no sul.

 

No tempo da revolução federalista, as localidades do norte do Rio Grande do Sul, foram percorridas por João Maria de Jesus. Era em tudo semelhante ao antigo Monge João Maria d’Agostini, menos a mão defeituosa. A estatura era a mesma, o modo de agir semelhante, deixando a muitos convictos tratar-se de uma espécie de reencarnação do primeiro. Carregava consigo uma panelinha, alguns utensílios e costumava acampar, mesmo a céu aberto, ao abrigo de árvores, próximo de uma fonte de água. Em sua peregrinação percorreu parte do Rio Grande do Sul, e do atual território de Santa Catarina. Na época fazia parte da região contestada pelo litígio de limites entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Especialmente o vale do Rio do Peixe, Curitibanos, Lages, até a região de União da Vitória, Mafra e Rio Negro, ficaram cheios de fontes consideradas santas, pousos do Monge. Tinha a fala mansa, dava muitos conselhos, indicava ervas para chás, especialmente de vassourinha. O povo o considerava santo, capaz de operar milagres. Tanto que, depois de seu desaparecimento, passou a ser denominado São João Maria.

Nas histórias contadas, misturavam-se partes do primeiro João Maria e do segundo. Desse modo ficou unificada a figura dos dois como se fossem a mesma pessoa, apesar de terem vivido na região em épocas distintas.

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Utopia – A falsa premissa de segurança baseada em armamento.

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Variedade de armas brancas.

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Armas de fogo pequeno porte.

UTOPIA.

A palavra Utopia traz em sua etimologia o significado de algo irrealizável, pelo menos num dado momento. É corriqueiro ouvirmos falar que a segurança nacional, pública, mundial, depende da quantidade de armas disponíveis. Uma arma serve para que? Qualquer objeto, capaz de ferir e por último matar, pode, em circunstâncias particulares, ser considerado como arma. Se a arma serve para ferir e matar, como é possível acreditar que a segurança dependa da quantidade de armas disponíveis?

Ao longo dos milênios, vemos registrados na história humana, muito mais eventos bélicos, exaltações de atos de heroísmo, louvação de estratégias de combate, habilidades no manejo de determinada espécie de arma, do que histórias de amor, altruísmo e desprendimento em favor do próximo. Para falar apenas da época mais recente, vejamos a quantidade de conflitos bélicos ocorridos no decorrer do século XX. Vamos começar com o que ocorreu no território nacional. O século XIX terminou com uma revolução federalista, surgida no Rio Grande do Sul, em oposição ao novel governo republicano, recém implantado. Nem bem terminou o conflito no sul, eclodiu outro fato conhecido como Guerra de Canudos, no nordeste. Sem dúvida, o custo material e humano de ambos foi elevado. Ainda no começo do século XX, 1912/16, o território em litígio limítrofe entre Paraná e Santa Catarina, conhecido como Contestado, foi assolado pela Guerra do Contestado, onde novo dispêndio material e humano foi realizado.

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Escritibas, escritores de Curitiba. (Prosadores e poetas).

Encontro com Escritibas.

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Duas portas dão acesso ao interior do espaço Escritibas.

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Frente da Igreja da Ordem

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Escritibas presentes no domingo. Candieiro, Silvano (declamador e berranteiro), Brizola, Eu e mais três que esqueci os nomes.

 

Domingo, dia 14 pela manhã, fui até o largo da ordem, no centro histórico de Curitiba. Ali, ao lado da Igreja denominada Igreja da Ordem, funciona a feira de artesanato, comidas típicas, doces, livros usados e outras coisas.

Ao lado do Solar Romário Martins, funciona ha algumas semanas, a banca de um grupo de escritores curitibanos. Quando o tempo permite, é montada a barraca na parte externa, onde se expõe os livros dos participantes. Há de tudo. Prosa e verso. Romances e demais gêneros literários, produzidos pelos integrantes do grupo. Fui convidado a participar e fui conhecer, levando alguns exemplares dos meus livros.

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Belos desenhos feitos a lápis.

 

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Parelha de bois. Desenho feito a lápis que me lembra os bois que meu pai tinha no Rio Grande do Sul. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

Desenhos a lápis.

No último domingo, estive no Largo da Ordem, onde é realizada uma feira com ampla gama de produtos. Desde artesanatos variados, comidas típicas, livros usados e também um grupo de escritores locais, os Escritibas, com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, ali expõe seus livros de diversas vertentes literárias.

Enquanto estava ali presente, um homem, de nacionalidade uruguaia, me ofereceu uma porção de cópias em papel machê, de desenhos feitos a lápis, representando cavalos, grupos deles, cavaleiros montados, e bois. A imagem do cabeçalho me chamou a atenção, pois fez lembrar da parelha de bois que meu pai tinha quando éramos ainda crianças e morávamos no Rio Grande do Sul. Um se chamava Pintado e o nome do outro não me lembro.

Os demais desenhos eu comprei para dar à minha esposa, uma apaixonada por cavalos. Resolvi tirar uma cópia digital e publicar para compartilhar com todos aqueles que apreciam esses animais. Os desenhos são primorosos, muito bem executados. Uma perfeição de trabalho, digno de admiração.

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A mamãe com seu filhinho. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

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Garanhão, em trote garboso pelo pasto. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

 

 

 

 

 

 

 

Reparem na perfeição do traço, nos detalhes do capim. Uma fotografia não poderia ser muito mais perfeita. O artista é de um talento inegável.

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Grupo de belos exemplares equinos, em posição de alerta. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

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Tropilha sendo levada pelo peão. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

 

Os músculos sob a pele, o olhar, as crinas caindo sobre o pescoço e a testa, são mais perfeitos do que uma chapa fotográfica.

O movimento das pernas dos animais não poderiam ser mais perfeitamente representados do que nesse desenho.

O desenhista merece um prêmio pela sua habilidade. O pior é que não conheço sequer o nome, muito menos o seu endereço.

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Fêmea retratada no interior da mangueira. Ela parece estar fazendo pose para fotografia. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

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Galopando livremente, a crina solta ao vento. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Amazona montada em seu ginete. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

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Cabeça erguida, olhar alerta. Fui informado por um leitor desse blog, de nome Thiago, tratar-se de desenhos executados pela artista Lauren de Bacco, de Parobé – RS.

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sei se o autor desses desenhos recebeu ou está tendo a recompensa devida pelo seu belíssimo trabalho. Com certeza merece ser laureado com todos os prêmios existentes relativos à área de sua especialidade. Sou-lhe grato por permitir que eu disponha dessas belas imagens em meus arquivos, além das cópias que vou colocar em uma moldura. Eles merecem com certeza.

Curitiba, 18 de junho de 2015.

 

Décio Adams

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História de uma vida, breve resumo.

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Mathias Dewes e Bertha Dewes, meus avós maternos.

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Reinoldo e Leopoldina Adams, meus avós paternos.

Meus pais.

Em 21 de agosto de 1924, nascia no Rio Grande do Sul, região noroeste, próximo à divisa com a Argentina, Léo Anselmo Adams. É filho de Reinoldo Adams e Leopoldina Adams. É o sexto ou sétimo de uma série de 14 filhos do casal Adams.

Em 08 de setembro de 1929, nasce na mesma região Maria Dewes, filha de Mathias Dewes e Bertha Dewes. Era a terceira, depois de dois filhos e após ela vieram mais dois irmãos e duas irmãs, as mais novas.

Ambos nasceram na roça e enfrentaram as dificuldades próprias da vida nesse meio, nas primeiras décadas depois da colonização da região. Leo Anselmo, por volta dos 12 anos de idade, foi trabalhar como cuidador das crianças na casa do professor local, frequentando no turno da manhã as aulas na escola. Ao atingir um pouco mais de idade, devido à pouca disponibilidade de trabalho na casa dos pais, detentores de apenas uma colônia de terras (25 ha), iniciou um período de trabalhos em casa de famílias, onde havia falta de mão de obra. Em 1946, logo após o encerramento da Segunda Guerra Mundial, no ano em que completaria 21 anos de idade, prestou o serviço militar, na unidade de infantaria motorizada, na cidade de Santo Ângelo.

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Meu pai, Léo Anselmo Adams, no serviço militar.

Depois do serviço militar, foi trabalhar na propriedade de Alberto Bogorni, homem dedicado a trabalhar com transporte de passageiros. Era pai de duas filhas e um filho, ainda criança. Nesse período conheceu Maria Dewes, começando o namoro.

Maria Dewes, tendo a mãe com sérios problemas de saúde, que certamente nos dias de hoje seriam considerados principalmente como depressão profunda, começou, ainda criança a trabalhar em casa, enfrentando os afazeres domésticos, além de ajudar o pai Mathias nos trabalhos da roça.

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Meus pais, no dia do casamento em 05/06/1948.

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Papai e mamãe, junto com os casais testemunhas no casamento.

No dia 05 de junho de 1948, casaram-se. Foram morar em trabalhar em Salvador das Missões, na época município de São Luiz Gonzaga. Ali, em sociedade com o pai Reinoldo Adams, compraram um moinho, provido de duas mós. Uma moia milho, produzindo fubá e farelo de milho. A outra moia trigo, produzindo farinha integral, além de farelo (hoje é chamado fibra de trigo). Havia também um descascador de arroz. Ali labutaram até os primeiros meses de 1958, quando venderam o moinho, obsoleto nessa altura dos acontecimentos, mudando-se para a Linha Paranaguá, município de Giruá, hoje Cândido Godóy, onde adquiriram uma colônia de terras.

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Meus pais e convidados no casamento há 67 anos passados.

No dia 23 de dezembro de 1948, nasceu o primeiro filho. É este que está neste momento escrevendo esse texto. Em 28 de agosto de 1950, nascia Genésio Evaldo Adams, o segundo filho. No dia 23 de maio de 1952, foi a vez de Agileu Aloísio Adams, seguido de José Valdemar, nascido em 23 de maio de 1954. Em 11 de dezembro de 1955(6)? nasceu Ervídio Lourenço e Elvenete Maria chegou em 04 de abril de 1958.

Os primeiros anos na lavoura foram duros. Os filhos ainda eram fracos demais para ajudar no trabalho e os partos sucessivos, aliados a muitos momentos de trabalho pesado no moinho, substituindo Leo Anselmo durante suas ausências para outras atividades, deixaram suas marcas na saúde de Maria. Assim ela, além de ter os filhos ainda crianças, estava doente e debilitada. A terra estava degradada por erosão, cheia de formigueiros e grandes manchas onde nada mais crescia. As primeiras safras não foram de grande valia. A persistência em dispensar tratos adequados à terra, o combate intensivo às formigas, abertura de grandes pedaços de capoeira, integrando essa área ao cultivo, transformaram a terra.

Quando eu, Décio Adams, estava com um ano e meio de idade aproximadamente, estando o irmão Genésio na iminência de nascer, apresentava um problema de saúde. A avó Bertha Dewes se encarregou de cuidar de mim, levando-me para sua casa, onde acabei ficando até aos 12 anos, quando ingressei no Seminário São José, na cidade de Cerro Largo. Ali fiz o curso de admissão e as três séries iniciais do curso ginasial. No princípio do ano letivo de 1965, aos 16 anos, deixei o internato e passei dois anos trabalhando em casa, ajudando a família na roça.

Nesse meio tempo, havia nascido Tito Jorge no dia 07 de fevereiro de 1963 e Terezinha Mariza veio a nascer no dia 13 de setembro de 1965. Nesse tempo as safras, mesmo sendo todo trabalho feito manualmente, haviam saltado para um patamar bem mais elevado. Inclusive plantávamos por arrendamento alguns hectares de terras de propriedade de Edmundo Seibt, primo de minha mãe Maria. Com toda essa luta, ficou possível adquirir em princípios de 1966 uma área de 32 ha no interior do município de Foz do Iguaçu, na localidade denominada Santo Alberto. Era uma área de puro mato. Surgiu o sonho de ampliar a propriedade e trocar o Rio Grande do Sul, em busca de novos horizontes, nas terras do oeste paranaense. A última safra no RS, foi ótima e a colônia de terras, comprada cerca de oito anos antes, foi vendida por um preço comparável ao de outras propriedades antes bem mais valorizadas. Ao todo, quando deixaram o RS no princípio de junho de 1967, levavam documentos comprovando a compra e pagamento de aproximadamente 70 ha de terras na localidade anteriormente citada.

Além de adquirir a terra, havíamos comprado nos últimos tempos antes da mudança, uma trilhadeira, um motor diesel de marca Yanmar, além de outros acessórios. Porém no dia 15 de maio, antes de carregarem a mudança, eu fui incorporado ao exército, para cumprir o dever do serviço militar. Ali fiquei, fiz curso de cabo e promovido no EV.

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Minha família trabalhando na roça ainda em forma de coivara, 1969, em Santo Alberto do Iguaçu.

No dia 10 de outubro o irmão Genésio, faleceu vítima de um acidente com espingarda, enquanto a mãe Maria estava grávida do nono filho, Clicério Tomé, que veio a nascer no dia 21 de dezembro do mesmo ano.

No dia 30 de abril de 1968, terminou meu tempo de serviço militar e viajei ao Paraná. Não tardei a encontrar emprego no Banco Comercial do Paraná S.A. (hoje extinto), onde trabalhei até final de novembro de 1970.

Já em 1968/69 surgiu na região onde minha família residia a notícia de que a terra ocupada, devidamente escriturada e registrada no Registro de Imóveis, em verdade fazia parte da área do Parque Nacional do Iguaçu. Haveria a remoção de todos os moradores, todos originários das terras riograndenses. O processo demorou vários anos, sendo finalmente realizado em 1973/1975. A área desapropriada para alocar os agricultores removidos, era vizinha ao Rio Ocoí, com área total de cerca de 13000 ha. Mas também estava em curso o início da construção da Usina de Itaipu e o lago viria reduzir a área disponível para distribuição em torno de 50%. Assim alguns moradores, por opção própria, receberam a indenização em dinheiro e foram procurar terra em outras regiões.

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No dia do casamento de Agileu e Catarina, meu pai de muletas, devido à fratura da perna.

Minha família recebeu sua parcela e começou a trabalhar ali em 1974. Antes, apesar das restrições impostas ao aumento da área cultivável, haviam adquirido um trator e demais implementos. Quando voltavam de alguns dias de trabalho na nova propriedade, meu pai Leo Anselmo e Agileu, que dirigia o trator, foram abalroados, no trecho em que eram obrigados a se deslocar pela rodovia BR277, por uma Kombi. Esse acidente ocorreu no princípio de dezembro e deixou como saldo, além dos danos materiais do carro, meu pai com a perna direita fraturada, pouco abaixo da panturrilha. A fratura era exposta e foi necessária uma cirurgia, da qual resultaram complicações, impedindo a consolidação dos ossos. O resultado foi trazê-lo para Curitiba, onde foi tratado no Hospital de Clínicas. Foram longos meses de permanência em um pequeno hotel nas proximidades, para poder se deslocar nos dias marcados até o hospital. O tratamento terminou quase três anos depois, no final de 1977.

Longos anos de trabalho, levaram ao progresso. Os filhos casaram e seguiram seus caminhos. Estamos hoje espalhados por diversos lugares como Brasnorte, Mato Grosso; Primavera do Leste, Mato Grosso; Coromandel, Minas Gerais; Aparecida de Goiânia, Goiás; Curitiba, São Miguel do Iguaçu, Foz do Iguaçu e Guarapuava, Paraná. Desde início de 2005, Léo Anselmo e Maria residem em Guarapuava, onde também reside Tito Jorge, ficando as casas lado a lado.

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Maria Adams, montada num jumento, durante uma viagem ao nordeste.

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Léo Anselmo Adams, montado em um jumento durante uma viagem ao nordeste.

Na sexta-feira, dia 29 de maio último, viajei até a casa dos meus pais. Estão hoje com 90(91) e 85(86) anos. O pai, está bastante debilitado, tendo sido várias vezes hospitalizado. Ontem, dia 05/06, completaram 67 anos de casamento. Voltei de lá na quinta feira dia 04.

Os pais, iniciando de modo humilde, praticamente sem nada do ponto de vista material, deixam hoje por herança um bom patrimônio aos filhos. Tudo construído com muito trabalho e sacrifício.

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Décio Adams, no primeiro ano de vida.

 

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Décio Adams, aos quatro anos, pilchado de gaúcho.