Arquivo mensais:outubro 2017

Eu parei e você está começando?

Casal do interior

 

Na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, mais precisamente nos municípios vizinhos à Santa Rosa, era habitual os colonos, viajarem de ônibus para a cidade maior, resolver problemas de banco e fazer algumas compras mais importantes. Geralmente o ônibus partia de uma cidadezinha interiorana e percorria um itinerário onde coletava os passageiros que faziam uso de seus serviços. Isso ocorria pela manhã, chegando por volta das nove ou dez horas. Os passageiros tinham algumas horas para resolver suas questões e em torno das quatro ou cinco horas voltavam para embarcar na viagem de regresso. O veículo refazia o mesmo caminho, deixando cada um no seu destino, onde havia embarcado.

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Nomes e sobrenomes engraçados.

Nomes engraçados, com significados próprios.

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Oliveira, carregada de frutos

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Peras no pé, mostrando suas folhas

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Oliveira centenária

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Macieira vergada sob o peso dos frutos

Havia certa vez uma comunidade constituida quase exclusivamente de imigrantes alemães e seus descendentes, no estado do Rio Grande do Sul. Podemos observar que os nomes e principalmente os sobrenomes, têm em grande parte, significados de coisas, bichos, profissões e outras referências. Poderíamos citar na nossa língua nacional: Oliveira, Pereira, Macieira, Ferreira e muitos outros. Já na antiguidade, na Bíblia por exemplo, quando uma criança nascia e se escolhia o nome pelo qual ela seria conhecida, sempre se buscava algum significado, como Moisés, que significava Salvo das águas. Ficaria extensa a lista, interminável mesmo e não é esse o objetivo dessa pequena crônica ou estória.

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Vizinhos sovinas!

Vizinhos sovinas!

 

Nos idos dos anos 60 do século passado, havia numa localidade do Rio Grande do Sul, dois vizinhos muito sovinas. Eram o Gustav Möhler e Francesco Simeoni. Conviviam há muitos anos e com o avançar da idade, a sovinice aumentava proporcionalmente. E faziam questão de contar um ao outro, falando português atrapalhado, suas ações que visavam economizar ao máximo em tudo. Cada vantagem contada por Gustav, era sem demora rebatida com outra narrada por Francesco. Economizavam em tudo e sempre visando sobrepujar um ao outro em detalhes inimagináveis para as pessoas comuns. Cada encontro entre eles era um longo debate sobre quem havia sido mais econômico em suas ações dos últimos dias. Até os familiares acabaram se afastando um pouco dos dois, especialmente nos momentos em que começavam a contar as vantagens e debatiam entre si quem havia sido mais pão duro.

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Um casal inocente.

Casal inocente.

Um casal inocente!

 

No mês de fevereiro de 1987 eu cheguei em Brasnorte, no estado do Mato Grosso. No ano anterior havia viajado até Diamantino, realizar a prova de concurso para professor. Aprovado, fui nomeado no dia 02/02/1987 e cheguei para tomar posse no cargo. Deixei para trás um padrão efetivo no Estado do Paraná, além de um padrão (20 h/a) no CEFET-PR. A escola local é o Colégio Estadual Evaldo Meyer Roderjan.

Ali encontrei uma comunidade de três irmãs da Divina Providência, constituída da Ir. Theonila, que atuou como enfermeira em hospitais de Santa Catarina. Ali trabalhava no posto de saúde, muitas vezes fazendo o que deveria ser feito por um médico, se ali houvesse um deles, dentro dos limites de seus conhecimentos; Ir. Ana, atuando como professora de ensino religioso na Escola Estadual e Ir. Leonila, encarregada da cozinha da pequena comunidade. Prestavam serviços na capela da comunidade, auxiliando nos cultos, nas visitas mensais de Frei Natalino Vian, capuchinho sediado em Tangará da Serra.

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Prefeito arrogante e vaidoso.

Prefeito arrogante e vaidoso.

 

 

Na década de 70 do século XX, houve num dos municípios do oeste do Estado do Paraná, um prefeito bastante bizarro. Oriundo do meio agrícola, estabelecera-se no comércio e com o sucesso nessa atividade, ingressou na vida política. A respeito de sua atuação política existem várias histórias, contadas e recontadas, vindo talvez a perder muito de sua originalidade, porém ganhando em diversidade. Isso torna-as um tanto lendárias.

Era o tempo dos carrões como o Ford Galaxie, o Landau, os Dodge Charger RT e outros. O nosso personagem, aproveitando o crescimento econômico do município, encaminhou a aquisição pela prefeitura de um Ford Landau para uso em seus deslocamentos. Determinou a contratação de um motorista para dirigir o carro e ele viajava, especialmente quando ia a capital do estado, sentado no banco do passageiro, apreciando a paisagem.

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O touro da prefeitura!

O touro da prefeitura.

 

Ocorreu nos primórdios da inseminação artificial, primeiro usada em animais de grande porte. Num programa de melhoramento genético implantado por órgãos públicos, a prefeitura de um município gaúcho da região noroeste, próximo à divisa com Argentina, criou seu programa de inseminação artificial. O objetivo era melhorar o plantel de vacas produtoras de leite, introduzindo material genético de linhagens com maior potencial produtivo.

Na secretaria de agricultura havia um departamento encarregado do serviço. Ali existia um equipamento de conservação do sêmen, importado de animais de alto padrão. Um funcionário treinado era encarregado de fazer o serviço. Por tratar-se de uma novidade, não tardou e alguns mais chegados ao lado humorístico da vida, passaram a se referir a este funcionário como Touro da Prefeitura. Sempre que um agricultor cadastrado se deparava com uma vaca no cio, avisava ao referido departamento que providenciava o deslocamento do mesmo até a propriedade do agricultor, levando consigo o material necessário. Por vezes era obrigado a passar o dia inteiro na estrada para atender a todas as solicitações.

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O homem cheiroso

Um homem cheiroso.

 

O homem cheiroso!

 

No decorrer da década de 50, vivia na linha Abrantes, município de Santa Rosa, uma jovem de rara beleza. Filha de mãe descendente de alemães e pai de origem austríaca, Marlene Spies tinha dois admiradores em especial.

O primeiro era Fredolino Bamberg, filho do comerciante local que estudara no colégio interno em Santo Ângelo e ostentava, com muito orgulho, o título de contador. Recebera educação esmerada, usava perfumes caros e se vestia muito bem. Já o segundo era Roberto Schuster, filho de um casal de pequenos agricultores. Frequentara apenas a escola primária e trabalhava na roça, ajudando os pais. Era de seu habitual usar roupas simples, perfume nem sabia o que era e apenas cuidava bastante de sua higiene.

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As religiões do mundo no tempo de Jesus de Nazaré

AS RELIGIÕES DO MUNDO

 

Ao atingir a vida adulta, Jesus se separou da família, pois estava em andamento sua conscientização da condição humana/divina que constituía a sua natureza. Na falta de trabalho em Nazaré, foi para a cidade vizinha onde trabalhou por alguns meses em atividades metalúrgicas; trabalhou por um longo período na oficina de fabricação de barcos, pertencente à Zebedeu, à margem do lago Tiberíades. Desenvolveu inclusive um novo modo de fabricação, que tornava as embarcações mais seguras e velozes. Harmonizou as dimensões, o calado, comprimento e condições gerais de equilíbrio, mesmo sob tempestades, no mar agitado.  Em algumas ocasiões viajou para cidades próximas, procurando conhecer os seres humanos, apreender seus hábitos, costumes. Para isso precisava entrar em contato com pessoas provenientes de todas as nações. Havia descoberto que não era apenas enviado para a Palestina, mas para toda a humanidade, inclusive para os habitantes inteligentes dos outros mundos do universo de sua criação. Quanto melhor conhecesse todos os povos, maior seria sua capacidade de ministrar o anúncio do Reino de Deus, seu Pai Celeste, residente no Paraíso, centro do Superuniverso.

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