Arquivo mensais:julho 2015

Perguntas e respostas com Mark Zuckerberg.(Crítica dos cientistas)

Perguntas e respostas com Mark Zuckerberg

poder do cérebro

Poder do cérebro.

O Facebook poderia um dia ser Brainbook?

Mark Zuckerberg disse em um recente programa de perguntas e respostas que ele prevê as pessoas enviando pensamentos e experiências umas às outras tão facilmente como hoje enviam textos ou E-mails. Os neurocientistas dizem que essa fantasiosa ideia de comunicação cérebro-cérebro ainda tem um longo caminho a percorrer.

Na terça-feira, dia 30 de junho, em resposta a uma pergunta sobre futuro do Facebook durante um programa de perguntas e respostas com usuários, o CEO Zuckerberg respondeu: “Um dia, eu acredito, nós vamos ser capazes de enviar pensamentos inteiros uns aos outros diretamente usando tecnologia. Você vai apenas ser capaz de pensar em alguma coisa e seus amigos serão capazes de experimentá-la também imediatamente, se você quiser. Esta seria a tecnologia de comunicação final. Nós costumávamos partilhar apenas textos e agora vamos postar principalmente fotos. No futuro vídeos serão ainda mais importantes que fotos. Depois disso, experiências imersivas com VR (realidade virtual) vão se tornar a norma. Depois teremos o poder de compartilhar nossa experiência sensorial e emocional completa com pessoas sempre que quisermos.

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Ciência em busca de novas tecnologias.

Nova tecnologia ambiciosa pretende revolucionar os touchscreens (Telas sensíveis ao toque).

Tecnologia do fantasma.

Tecnologia do fantasma.

O FANTASMA é um ambicioso projeto de pesquisa, visando o desenvolvimento de tecnologia para permitir ao consumidor usar os dedos para arrastar objetos ou dados de dentro das telas touchscreen (telas sensíveis ao toque), trazendo-os para o mundo 3D. Interfaces altamente orgânicas, mudando de forma.

FANTASMA é criação de quatro universidades do Reino Unido, Holanda e Dinamarca. O projeto foi lançado em 2013 e os resultados podem ter impacto significativo em aplicações futuras.

O projeto prevê que no futuro poderemos usar as mãos para puxar objetos ou dados de dentro da tela dura e manipulá-los, suspensos no ar. Aqui está um detalhe importante. O aparelho vai sentir os dados como objeto físico, sendo manipulados no ar.

A equipe já atingiu uma série de avanços. Pesquisadores estão trabalhando em telas que podem mudar automaticamente de forma. É uma maneira de levar os objetos da tela para o ar, criando os “fantasmas” que você pode tocar e sentir.

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Computadores orgânicos.

Computadores orgânicos – Redes de cérebros.

redes-cerebrais.

Redes cerebrais.

 

A resistência é inútil. Os cientistas estão a um passo de Borg do seriado “Star Trek”. Interconectam cérebros por micro fios, formando “brainets”, verdadeiras redes cerebrais para resolver problemas em equipe. Esses experimentos são feitos com ratos e macacos.

Os pesquisadores dizem que essas interfaces cérebro-a-cérebro, poderão levar a “computadores orgânicos”, formados de vários cérebros de animais interconectados.

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Sessenta e cinco poetas. Crítica literária poética escrita por Pedro Pires Bessa.

Sessenta e cinco poetas, capa e orelha 2 001

Pedro Pires Bessa

50  Poemas escolhidos pelo autor.

Acho que enveredei por um caminho um bocado difícil ao me impor a tarefa que estou tentando realizar. O amigo Aricy Curvelo me enviou o livro ” 65 Poetas” – Crítica Literária Poética, sobre uma coleção de 65 livros, publicados na década passada pelas Edições Galo Branco, hoje extinta. Nela, cada poeta de destaque escolhido no cenário nacional, escolheu em seu acervo, uma coletânea de 50 poemas, para serem publicados.

Pedro Pires Bessa, um especialista com ampla formação na área, empreendeu a tarefa de nos oferecer um breve resumo, bem como uma apreciação abalizada dessa imensa obra poética. Basta multiplicarmos 65 x 50 e obteremos 3250 poemas, dos diferentes autores. Cada um com suas características próprias, suas particularidades intrínsecas, seu estilo e formas poéticas de abordar vários assuntos.

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Na senda dos monges! – João Maria de Jesus, José Maria de Agostinho e os caboclos do contestado – Capítulo IV – Fundamentando a comunidade

  • Fundamentando a comunidade.

 

Com a conclusão da casinha, foi hora de preparar a comemoração para celebrar a consumação do matrimônio de Isabel e Alfredo. Queriam apenas reunir as famílias, sem fazer despesas excessivas. O tempo e as condições não eram de exagerar ou desperdiçar. Havia trabalho demais por fazer na propriedade, ainda mais com a necessidade de abrir espaço para plantio na propriedade de Alfredo e Isabel. Mesmo não podendo fazer grandes cultivos nessa safra que na realidade já estava plantada, poderiam colher alguma coisa no plantio tardio, especialmente de feijão, talvez um pouco de milho, se a geada não viesse muito cedo.

Por uma questão de importância natural, a propriedade dos Batista passou a ser uma espécie de centro e ponto de convergência da redondeza. Assim, mesmo não divulgando muito a comemoração do enlace da filha Isabel com Alfredo, no dia havia várias pessoas que não haviam sido especificamente convidadas. Ninguém fez caso dessa exceção e ao final do dia o casal se despediu dos presentes para finalmente, após alguns meses, passarem a viver como marido e mulher. Haviam feito questão de se manterem intactos até o dia de poderem consumar sua união em sua própria casa. O esforço valeria a pena. Esperavam dar exemplo a outros casais, valorizando o amor, mas especialmente a fidelidade. Fidelidade mútua, como também à comunidade. A família esteio da sociedade e geradora de novos membros com elevados valores éticos e morais.

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Parangolé! Arre égua!

 

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Dedicatória de Adrião Neto, ao enviar-me o seu livro Parangolé.

Parangolé.

Para quem não conhece o “nordestinês” e para quem conhece recordar, essa palavra tem por significado, pelo menos em terras piauienses: ” lero-lero, conversa fiada, lábia, história contada com floreios e arrodeios”.

Pode parecer que o livro seja um amontoado de lero-lero, conversa fiada. Ledo engano. Adrinão Neto, consegue em seu linguajar, entremeado de expressões típicas do nordestinês, do qual apresenta um pequeno glossário ao final do livro, nos contar uma história fictícia, enquanto paralelamente narra fatos históricos que remontam ao tempo da independência nacional.

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Parangolé, de Adrião Neto.

É uma prosa leve, que prende nossa atenção, da primeira à última página, sendo difícil interromper a leitura por algum motivo que não seja muito forte.

Recebi o livro pelo correio na última segunda feira e já na quarta feira o havia lido totalmente, desde as orelhas da capa, as páginas introdutórias e o glossário com termos regionalistas encontrados ao longo do  texto.

Não bastassem os comentários elogiosos encontrados impressos na orelha da capa, bem como no marcador de páginas que o acompanhou, para apurar os sentidos do leitor apaixonado, logo de saída encontramos as páginas do primeiro capítulo que prendem a atenção. Não bastassem as figuras dos padres, um deles quase morto por uma sucuri durante o banho nas águas refrescantes de um riacho, há as figuras do guia e do acólito, típicos da época e região.

As estripulias de uma tribo indígena, sempre em disposição de guerra, dão um tempero bem próprio ao tempo do Brasil Colônia e Império. Somos conduzidos pelas páginas de Adrião Neto pela história piauiense nas primeiras décadas do século XIX, com a tentativa dos militares portugueses que por lá estavam aquartelados, de manter as províncias do norte brasileiro, sob domínio português. Aos poucos os nativos os derrotaram e aderiram ao grande país Brasil, sob os auspícios de Dom Pedro I, mesmo sendo ele filho de Dom João VI, rei de Portugal. Deixara de existir o Reino do Brasil, unido ao de Portugal e algarves.

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Contra-capa.

Adrião Neto, é um prazer ler sua prosa, viajar na história de seu estado natal, bem como a ficção entrelaçada no meio dos fatos históricos. Há momentos em que temos dificuldade em separar a ficção, da parte real da história. É preciso estar atento para não misturar as duas partes.

O uso das expressões regionais, misturadas ao texto, torna-lhe o sabor todo típico. Leva-nos a sentir as areias das praias nordestinas, o calor do sol, o sabor dos cajus, côcos e peixes, a brisa marinha trazendo a maresia repleta de sal.

A  religiosidade popular, contrastando com o zelo dos padres, empenhados em levar o evangelho aos rincões mais distantes, com elevado teor de sacrifício e abnegação. Mesmo assim, por vezes, são tratados com pouca consideração. Os índios, parcialmente aculturados, mantém suas tradições na medida do possível, mas misturam parte dos costumes do homem  branco, transformando-se em algo intermediário do silvícola nativo e o homem civilizado.

Sem dúvida é uma leitura agradável, instrutiva. Com o glossário de palavras regionalistas do final, não restam dúvidas na compreensão de todo o texto, pois a linguagem geral é tal qual a nossa aqui do sul.

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Marcador de página de Adrião Neto.

Ao amigo Adrião Neto, meus cumprimentos e espero no futuro ter oportunidade de saborear outros trabalhos de sua lavra. Receba um caloroso abraço de um gaúcho, nascido na terra das Missões do Rio Grande do Sul, porém há longos anos afastado, vivendo em terras paranaenses, com uma incursão breve no Mato Grosso nos anos 80/90 do século findo. Desejo que nos brinde com outros produtos de rara beleza e conteúdo típico do nordeste.

Curitiba, 04 de julho de 2015.

Décio Adams

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Na senda dos Monges! – Cap. III – Unindo as famílias.

  1. Unindo as famílias.

 

A visita do monge não tinha dia da semana para acontecer. Era o caso de aproveitar o momento de sua aparição, nada de escolher dia ou hora. Ele não aceitava imposições nem horários. Fazia sua própria hora e o dia era o “hoje”, não importando em que dia da semana se estava. Desse modo o batismo ocorreu em plena quinta-feira. Algumas semanas depois o padre residente em Curitibanos fez uma visita na região. Fora transferido recentemente para a paróquia e estava empenhado em congregar o rebanho da igreja. Era franciscano, ordem que recentemente assumira o trabalho de evangelização da região.

O padre era consciente da presença de benzedores, curandeiros, o monge João Maria e outros nos seus domínios. Sabia de antemão da dificuldade que iria enfrentar. O povo havia criado seu catolicismo, misturando os ritos oficiais da igreja com uma série de procedimentos nada ortodoxos. Decidira fazer seu trabalho por etapas. Se atacasse o problema de frente, numa investida direta, seria rechaçado sem dúvida. A igreja matriz tinha pouca frequência de fiéis, salvo nos dias de festas, batizados dos filhos de gente importante, casamentos ou mortes. Eram esses os momentos de grande afluência do povo, lotando todos os lugares habitualmente vazios no templo. Estava sinceramente preocupado e diariamente passava longo tempo em oração diante do sacrário, pedindo a Nosso Senhor luz para guiar seus passos.

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