Arquivo mensais:agosto 2015

Expressões da Alma, de Christiano Nunes.

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Expressões da Alma, de Christiano Nunes.

Expressões da alma,

Sob esse título Christiano Nunes, brinda  aos seus leitores com um conjunto bem variado de poemas, variando os gêneros e também os assuntos. Transita com desenvoltura de versos rimados e métricos, para poemas mais livres, soltos, não submetidos à rigidez da forma poética mais tradicional.

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A Singularidade do ser, em verso e prosa, de Paulo de Jesus

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A Singularidade do ser, em verso e prosa.

A singularidade do ser em verso e prosa.

Esse é o título de um livro que li nos últimos dias. Pelo título pode-se observar que se trata de obra mista. Uma parte é escrita em versos, poemas. Outra parte ver vazada em prosa, uma tentativa de inovação de parte do autor. É companheiro de lutas no grupo Escritibas na Rua, todos os domingos pela manhã na feira do largo da ordem. Nossa barraca fica em frente à Feira do Poeta, ao lado da casa Romário Martins.

Trata-se de uma obra de bom gosto. Suas poesias intercalam os vários gêneros poéticos. Entre elas é possível encontrar poemas mais leves, assim como outros em que o autor procura tratar questões profundas, filosóficas. Trata-se de autor versátil, que transita entre temas de diferentes níveis.

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A Singularidade do ser, em verso e prosa.

É sem dúvida uma obra que merece ser colocada em sua estante, lida e divulgada.

Na parte apresentada em prosa, temos pequenos contos. Também há crônicas abordando diversos temas, de modo semelhante ao teor das poesias.

Amigo Paulo, não deixe de escrever, pois a prática leva ao aperfeiçoamento. Vale a pena investir no assunto.

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A Singularidade do ser, em verso e prosa.

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A queda dos Deuses – de Eduardo B. S. Silveira

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A queda dos deuses, capa e orelha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro livro de Eduardo B. S. Silveira.

Nos dias 25, 26 e 27 foi realizada no Memorial de Curitiba, situado no Centro Histórico, próximo ao Largo da Ordem, a Semana do Livro Nacional. O evento destina-se à apresentação e exposição dos livros de autores nacionais. No dia 27 estive lá, expondo os meus livros e encontrei com diversos autores. Entre eles estava Eduardo B. S. Silveira com seu primeiro livro sob o título A queda dos deuses. Segundo o autor, é o primeiro de uma série prevista para quatro volumes. Embora ele tenha me informado os prováveis títulos dos outros três, não creio ser minha atribuição revela-los.

Trocamos um exemplar meu por um dele e agora que eu li, vou expor algumas considerações a respeito. Trata-se de uma obra de ficção na linha fantástico/realista diria eu. Eduardo consegue criar um mundo imaginário onde existe um continente denominado Hunísia, dividido em cinco reinos: Alkânia, Slásia, Lêucia, Aquetânia e Olm, além de um enorme deserto denominado Golni, onde habitam os talríques. Esse mundo é governado do alto de uma montanha inacessível por alguns deuses, sendo um deles o Supremo e os demais cada qual com suas atribuições, de certo modo semelhante ao Olimpo da mitologia grega. A religião era única nos cinco reinos, subordinada a um Sumo Sacerdote.

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Raízes do Piaui – Livro de Adrião Neto.

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Raízes do Piaui

Raízes do Piaui

Terminei de ler o livro que leva o título acima, de autoria do amigo Adrião Neto. De acordo com o próprio autor, é um Pararomance. Em suas palavras define esse gênero como um misto de história com ficção. É realmente isso. O interessante é que ele é provido de uma habilidade tal que entretece os fatos históricos com os ficcionais de forma a tornar quase impossível separar uma da outra. Não houvesse as observações e esclarecimentos prévios feitos por Adrião, alguém menos avisado tomaria o livro como história pura, embora não exista uma cronologia exata dos fatos, ou então veria o todo como uma ficção.

É possível entrever um intenso trabalho de pesquisa em documentos e relatos da época do Brasil colônia, principalmente abrangendo o final do século XVII até a independência na segunda década do XVIX. Relata com realismo incomparável a conquista do território do atual estado do Piaui pelos colonizadores portugueses. A atrocidade no trato com os indígenas, sistematicamente trucidados, escravizados ou submetidos à cristianização forçada. Tais fatos provocaram um efeito de rebelião sob a liderança de Mandu Ladino. Alfabetizado e batizado depois de ver sua família e demais membros da tribo serem todos aniquilados sem a menor consideração. Num momento de rebeldia, matou com uma paulada o padre jesuita encarregado de sua educação e preparação para ser enviado a um seminário onde receberia a ordem sacerdotal.

Um lento trabalho de contato e convencimento levou um grande contingente de populações nativas a rebelião, causando sérios problemas aos fazendeiros e autoridades. Matavam, saqueava e incendiavam as propriedades, como forma de vingar as sevícias que vitimaram seus antepassados. Ao final de oito anos de intensas lutas, finalmente foram derrotados e os sobreviventes submetidos ao aldeamento forçado.

Os padres jesuítas serviram em grande parte aos intentos dos conquistadores, convencendo os índios com promessas que frequentemente eram quebradas pelos fazendeiros e autoridades. Uma tentativa de união dos aldeamentos do norte/nordeste aos demais existentes ao longo do território brasileiro até os Sete Povos das Missões no Rio Grande do Sul. O Marquês de Pombal foi o ministro do reino português responsável pela expulsão da Companhia de Jesus do território português e suas colônias.

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Raízes do Piauí – contracapa.

Um grupo de jesuítas ambiciosos usaram de meios ilícitos para serem considerados como herdeiros de um grande proprietário de terras, de modo que transformaram a Companhia de Jesus de grande parte do atual território do Piaui. Com a expulsão pelo Marquês de Pombal, toda essa propriedade reverteu para a corte portuguesa.

A complementação da independência do Brasil ocorreu na Batalha do Jenipapo, onde foi decidida a independência da província do Piaui e sua adesão ao império do Brasil. São de autoria de Adrião Neto várias iniciativas para valorizar e tornar essa batalha, bem como os personagens centrais em figuras importantes na história do Piaui.

Falando de Adrião, é preciso dizer que se trata de alguém com vastíssimo cabedal cultural, tanto a nível de literatura, história e diversas vertentes culturais. Seria longo demais citar um a um os comentários tecidos sobre seu trabalho de literatos de todos os cantos do país, inclusive do exterior. Viajou o mundo inteiro, trazendo pois em sua bagagem um vasto conhecimento internacional. É invejável sua vasta obra literária.

Realmente vale a pena ler seus livros. Por ora li esse e o outro com o título Parangolé, sobre o qual teci comentários em artigo anterior. Espero futuramente ter ocasião de ler outras obras de tão laborioso autor.

Curitiba, 04 de agosto de 2015.

Décio Adams

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