Arquivo da categoria: Livros

Trapaça!

Trapaça!

Por Marcelo Labes.

Capa do livro de poemas Trapaça!, de Marcelo Labes.

Soa um pouco estranho esse título, não acham? A leitura do trabalho, composto de poesias bem elaboradas, percebe-se que, a meu ver pelo mens, o título tinha exatamente a intenção de provocar esse sentimento.

Tendo aprendido versificação nos anos escolares, idos de 1960/70, com meu estimado professor Carlos Afonso Schmitt, sempre me deparo buscando a métrica e as rimas, preferencialmente ricas. Invariavelmente me frustro, pois a poesia moderna abandonou, principalmente a métrica. Há sim quem ainda use, principalmente quando se trata de alguém que, como eu, tem enraizado dentro da mente essa técnica de fazer poesias.

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O filho da empregada, Marcelo Labes.

Capa do livro O filho da empregada, de Marcelo Labes.

O filho da empregada!

de Marcelo Labes

Tendo como cenário a vida de empregadas domésticas, em todos os recantos da América do Sul, em especial, Marcelo Labes consegue colocar em um pequeno opúsculo (48 páginas), toda angústia, sofrimento, humilhação e dor suportado pelas inúmeras empregadas domésticas que sempre existiram. Dono de um texto vigoroso, que eu classificaria como “prosa poética”, malgrado minha falta de especialização no assunto, Marcelo conseguiu sintetizar, condensar nestas poucas páginas, tantas coisas, como eu jamais saberia fazer. Não que não houvesse espaço talvez, para inserir outras partes narrativas. Mas o propósito parece ter sido exatamente esse: Retratar a vida de privações, humilhações, angústias, dor e sofrimento suportado por um imenso contingente de empregadas, desde meninas até a idade adulta.

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A Epopéia do Jenipapo.

A Epopéia do Jenipapo

Por Adrião Neto

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A Epopéia do Jenipapo, de Adrião Neto

Há alguns dias recebi do amigo escritor Adrião Neto, natural e residente no estado do Piauí, mais um exemplar de um dos seus livros. Neste momento terminei de ler a Epopéia do Jenipapo.

À primeira vista, pode parecer tratar-se de uma obra de cunho folclórico ou então humorístico. Mas, conhecendo o trabalho de Adrião, logo lembrei de ter visto esse título citado em outra de suas obras. Adrião é funcionário público, mas dedica grande parte de seu tempo livre à escrever. O material para seus escritos ele o busca na história do estado natal, quase que na totalidade.

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. X – Epílogo.

 

  1. Epílogo.

 

O sonho de muitos em Orient, esperançosos de viajar pelo universo, a bordo de naves tão, ou mesmo mais velozes do que a luz, ficou relegado a um segundo plano. As pesquisas feitas com as amostras trazidas de Primus em várias missões tripuladas até sua superfície, motivaram uma mudança de postura das autoridades e, principalmente dos pesquisadores. Tratava-se de um planeta com um sistema de vida ainda em fase de evolução acentuada. A presença humana, em grandes incursões, poria em risco algumas formas de vida e foi considerada indevida essa interferência. A frustração que os aventureiros, ávidos por incursionar em novas fronteiras, logo foi apaziguada. Os pesquisadores, em conjunto com as autoridades civis bem, como as religiosas, empenharam-se em mostrar a inconveniência de interferir coma evolução da natureza no planeta mais pertencente a um sistema ainda jovem.

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. IX – Decisões importantes.

  1. Decisões importantes

 

Tão logo se instalaram em confortáveis cômodos, os três casais se livraram das últimas peças de vestuário que haviam usado nos longos anos de viagem. Estavam cansados daquelas vestimentas de mesma cor, com os mesmos dispositivos e, depois de um banho repousante, vestiram roupas confortáveis e um pouco folgadas. Por mais que se tivessem esforçado, todos estavam mais magros, ou melhor, haviam perdido uma parte de sua massa muscular, em decorrência do longo período longe dos efeitos da gravidade. Na primeira caminhada, da nave até o alojamento, todos haviam ficado ofegantes. Os músculos estavam desacostumados de carregar o peso do corpo, suportar a pressão atmosférica normal, apesar da existência desse efeito no interior da nave.

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. VIII – Novos avanços em Orient.

  1. Novos avanços em Orient

 

Em prazo menor do que o previsto, os obstáculos foram superados. Naves, capazes de mover-se com velocidades bem próximas à da luz, haviam sido desenvolvidas e os autômatos, integrados à parte interna da nave, mas que, depois do possível pouso em algum local remoto, poderiam desprender-se e executar algumas tarefas no exterior. Poderiam ser programados para agir de modo autônomo por algum tempo, antes de precisarem se reconectar ao sistema da nave e transferir as informações coletadas aos dispositivos de memória central. Isso permitiria a realização de explorações em lugares situados a distâncias consideráveis, mesmo que houvesse necessidade de ficar algum tempo sem contato com a nave, por conta da distância. Não havia como enviar comandos por outro meio que não fossem as ondas eletromagnéticas.

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Gaúcho de São Borja! – Capítulo III

  1. Margarida Maria Vargas.

 

 

Antes de Fulgêncio tomar parte do conflito contra Francisco Solano Lopes, houvera tempo de nascer a única filha do casal, Margarida Maria Vargas. O pai partira para a guerra quando a menina contava com algumas semanas de vida. Dessa forma, ela muito pouco, praticamente nada, sabia dele. Crescera aos cuidados da mãe e sob a tutela constante de uma criada de confiança, a Siá Balbina. Era de idade indefinida e vivia na fazenda desde que Carlota podia se lembrar. De uma dedicação canina à família, era parte dela como os móveis, mesas, cadeiras e outros objetos. Tomava conta da pequena Margarida tal qual fosse uma joia rara.

É fácil entender que a menina cresceu com algumas regalias nem sempre disponíveis na infância. Mesmo assim, havia muitas limitações causadas pelo estado de beligerância em que vivia o país, a escassez de alguns mantimentos, obrigando a fazer um controle rigoroso para evitar a falta do essencial. Estava com a idade de 8 para 9 anos quando Francisco foi guindado ao cargo de capataz. Em seus folguedos gostava de ver os peões lidando com o gado, assistir às sessões de doma de potros, sempre com Balbina nos seus calcanhares. Cedo reparou no garboso capataz que a mãe nomeara. Percebia que se tratava de um homem ainda jovem, mas de um senso prático admirável. Tinha sempre uma maneira mais suave e justa de resolver qualquer diferença porventura existente em qualquer situação.

Em uma dessas ocasiões, Francisco observou a menina olhando fixamente para ele e decidiu conversar com ela. Falaram de amenidades, mas ela não se deteve muito tempo no assunto. Em instantes estava indagando sobre vários assuntos relativos ao trabalho, causando espanto em Francisco. Mesmo assim, respondeu com a maior delicadeza deixando-a encantada com sua polidez. Passou a nutrir sincera admiração pelo jovem capataz. Sua tenra idade ainda não lhe inspirava outra forma de sentimento com relação ao homem, salvo a admiração por alguém que ela via como uma espécie de irmão mais velho. Ela nem irmão ou irmã tinha, todavia imaginou que, se tivesse, ele seria daquele jeito.

As conversas entre eles foram ficando mais frequentes. Com o tempo passando, não tardou a ter início o desenvolvimento das características femininas da criança. Ela chegava a puberdade. Seu corpo começou a sofrer transformações que, de início a incomodavam, pois implicavam em roupas que não serviam mais, seu andar ficou desajeitado, sensações estranhas fervilhavam em seu íntimo e ela não lhes conhecia o significado. Ao perceber as mudanças, Balbina tentou explicar com seu jeito simples o que acontecia e ela no começo ficou satisfeita. Um dia decidiu perguntar à mãe o que significava toda essa mudança.

A mãe Carlota, andara bastante ocupada em administrar a fazenda no aspecto financeiro, esquecendo-se quase completamente de que tinha uma filha, em vias de se transformar em menina moça. Parou por um instante, chamou Margarida para sentar-se numa confortável poltrona e calmamente explicou à garota o que estava ao seu alcance entender naqueles dias iniciais. Satisfeita com os esclarecimentos, levou ainda a promessa de novas conversas quando houvesse alguma coisa em que tivesse dúvidas.

Sabia agora que estava se tornando mulher. Em algum tempo não seria mais uma menina e, ao término desse processo, poderia ser mãe. Estaria apta a casar-se, ter filhos e, portanto, ter sua própria família. Inicialmente sentiu-se encantada com as novidades que aprendera.

Essas informações foram penetrando aos poucos na cabeça ainda infantil, que iniciava a transição para a adolescência e uma infinidade de sonhos povoou sua imaginação. Como seria o seu marido que um dia seria seu companheiro? Ficou pensando nos peões que viviam com as famílias nas fazendas e eles foram passando um a um diante de sua mente. De repente uma figura se destacou e ela sentiu o jovem corpo estremecer. Tivera a visão de Francisco, garbosamente vestido em seus trajes típicos, convidando-a para dançar. Um devaneio prolongado levou-a ao momento em que ele pedia à sua mãe permissão para ficarem noivos. Via-se caminhando para o altar da pequena capela nos domínios da fazenda. Lá estava à sua espera Francisco, vestindo um traje muito bonito, perfeitamente barbeado, com o bigode bem aparado. Um peão idoso a levava pelo braço, em substituição ao pai que perdera tão criança.

Espantou os sonhos e voltou à realidade. Continuou vivendo sua vida de criança/adolescente e notava a cada dia alguma coisa diferente. Seus pequenos seios começaram a intumescer, ficando por vezes levemente doloridos. Notou umas penugens surgindo em torno dos órgãos genitais e foi perguntar à mãe se isso era normal. Sentiu-se insegura especialmente com relação às sensações de dor. Poderia significar alguma doença e ela sentia verdadeiro pavor disso. Nunca ficara realmente doente. Apenas um ou outro desarranjo estomacal devido a algum exagero de alimentação, alimentos indigestos e apenas isso. Um resfriado leve, mas nem febre tivera, que pudesse lembrar. Uma dor mesmo de verdade ela nunca conhecera.

Os anos passaram, Margarida virou mocinha e depois se transformou em uma jovem mulher, no pleno vigor de seus 15 anos. O processo de transformação, da menina que fora, em mulher, estava quase completo. Sua altura era média, cabelos castanho escuros, longos e levemente ondulados. O rosto ovalado, denotando uma descendência espanhola presente nas gerações passadas. Chegou o dia em que faria sua estreia nos fandangos realizados na fazenda e propriedades vizinhas. A mãe, agora em situação financeira estabilizada, fez questão de prover uma indumentária adequada para a ocasião. Ordenou a contratação de um grupo musical da cidade, especializado em músicas típicas. O galpão estava com assoalho novo e iria ser inaugurado naquele fandango. Não desejava ver a filha, ao final do baile, completamente empoeirada por dançar no chão batido.

O baile começou e, em dado momento, Margarida e mais cinco mocinhas das redondezas, bem como filhas dos peões, foram apresentadas à comunidade. Pediu-se aos músicos para tocarem uma valsa no capricho e as “debutantes” dançaram com os pais. Margarida, na falta do pai, convidara Francisco para dançar com ela. Ele inicialmente tentara se esquivar, mas ela, com seu jeito meigo, embora convincente e firme, fez com que aceitasse.

Estava de roupa nova, especialmente comprada para a ocasião e os dois dançaram lindamente. Carlota ficou encantada com o belo par que seu capataz formava com a filha e sentiu que, não ficaria surpresa se dali resultasse algo mais que uma mera dança de baile de quinze anos. Mas, deixaria o tempo correr. Não sentia pressa em ver a filha casada. Era jovem e tinha muito que aprender sobre prendas domésticas. Não que pensasse em vê-la labutando numa cozinha igual criada, mas era necessário saber fazer. Só assim saberia comandar as empregadas que viesse a ter no futuro.

O baile terminou depois de muitas danças, sendo que, em diversas ocasiões, Francisco a convidara novamente e ela não recusara. Sentia-se flutuar quando ele a conduzia com seu passo firme, seu corpo forte e flexível, mesmo nos passos das danças mais complicadas. Chegou à sala, com o rosto afogueado devido ao calor e ao esforço das seguidas vezes que dançara, tanto com Francisco, como os outros rapazes que a haviam convidado. O cansaço era tanto que mal teve forças para retirar os sapatos, trocar o vestido, fazer uma ligeira higiene noturna. Caiu na cama, praticamente dormindo.

Dormiu um sono agitado por sonhos românticos. Ora era um jovem desconhecido que a levava pela mão, ora outro, mas no fim sempre o rosto se transformava no de Francisco. Em certo momento ficou plenamente acordada e ficou imaginando se estaria ficando seriamente apaixonada pelo capataz. O que sua mãe pensaria disso? Aceitaria receber o capataz como genro? Tinha elevada estima por ele, mas, daí a tornar-se membro da família, era uma grande distância. Estava divagando. Daria tempo ao tempo. No momento oportuno, conversaria com a mãe e ela lhe ajudaria a tomar a decisão acertada. Confiava cegamente na lucidez das decisões maternas.

Seria tarefa da mãe decidir essa questão? Não era a ela que cabia tomar a decisão final nesse assunto? Bem, estava cansada. Deixaria para pensar no dia seguinte ou depois de alguns dias. Por ora, precisava recuperar as energias despendidas no baile que fora deveras divertido. Nunca sentira nada igual. Agora era mulher, era uma prenda e poderia ser requestada por qualquer peão guapo que aparecesse nas redondezas. Havia muito que viver antes de qualquer decisão mais séria com relação ao resto de sua vida. Estava no limiar de sua existência. Por que se preocupar já com casamento? Filhos? Família? Não que isso estivesse fora de suas cogitações, mas não para o momento imediato. Era um projeto de longo prazo.

Na manhã seguinte, estava ali, curiosa e perguntadeira sua querida Siá Balbina. Estava bem idosa, as consequências de uma vida longa e trabalhosa estavam visíveis em suas juntas deformadas, seu rosto enrugado. Somente os olhos vivos, atentos e perspicazes, não haviam mudado. Bastou olhar para sua “menina”, era como ela a chamava, e percebeu que havia no rosto um brilho diferente. Era ar de coração apaixonado, disso não tinha dúvida. Não fez, no entanto, perguntas. Queria esperar que a menina falasse espontaneamente. E lhe daria tempo para isso. Ajudou-a a levantar, escolher a roupa para vestir depois de lavar o rosto e pentear os cabelos sedosos. O tempo passou e Margarida nada falou, deixando Balbina cada vez mais curiosa.

Em determinado dia da semana seguinte, surpreendeu-se ao ver sua pupila caminhar, de modo bem fagueiro, uma flor no cabelo, um vestido leve e florido, rumando na direção da mangueira, onde Francisco estava supervisionando a apartação de bezerros para engorda. Ela se aproximou como quem não quer nada, e ficou observando em silêncio. Num momento de relaxamento entre um comando e outro aos subalternos, Francisco reparou em Margarida e lhe disse sorridente:

  •  Bom dia senhorita!
  •  Bom dia, Francisco!
  •  Como vai minha prenda?
  •  Eu vou bem e você?
  •  Estou ótimo. Só está um pouco quente. É bom se proteger ali na sombra ou vai queimar a pele.
  •  Estou precisando tomar um pouco de sol, ou vou ficar branquela igual leite.
  •  Mas não carece de tomar sol demais, senhorita. Nós também vamos parar logo. O sol está muito forte e os animais ficam muito cansados.
  •  Vou sentar ali naquele banco para observar.

Francisco, em alguns minutos, terminou o serviço com o gado, foi até um tanque próximo, lavou o rosto, molhou o cabelo e passou os dedos à guisa de um pente. Colocou de volta o chapéu e veio sentar-se próximo à Margarida, depois de lhe pedir licença. As mãos e o rosto ainda estavam molhados.

  •  Nem precisa pedir licença, Francisco. Você é da família.
  •  Nem me fale em algo assim, senhorita. Conheço meu lugar e não quero faltar-lhe com o respeito.
  •  Não é necessário ser tão formal. Eu quero ser seu amigo. Quase não tenho com quem conversar e sinto falta de alguém que sente, converse comigo. Alguém diferente da mãe, Siá Balbina. Elas quase não me deixam respirar.
  •  Elas vão ficar tristes se a ouvirem falar isso.
  •  Vão não. Eu explico a elas e vão entender.
  •  Eu não quero complicações. Estou muito satisfeito com meu trabalho.
  •  Fica tranquilo que não vou lhe causar embaraços. Até mais tarde, que deve estar na hora do almoço. Acabei de ouvir Siá Balbina chamando. Até logo.
  •  Inté, senhorita.

Margarida levantou, deu adeus com a mão e foi para casa, onde, de fato, o almoço estava servido. Lavou as mãos e o rosto rapidamente indo sentar-se para a refeição.

  •  Onde foi que você esteve, Margarida? – Perguntou Carlota.
  •  Estava lá perto da mangueira vendo a apartação de bezerros.
  •  Acho que nossa menina está de olho enrabichado, sinhá Carlota.
  •  Nem fale uma coisa dessas Siá Balbina. Eu ainda sou criança.
  •  Criança você não é mais faz muito tempo, Margarida.

Dali em diante ocuparam o tempo em saborear a refeição que estava muito bem preparada. Depois foram até seus aposentos para alguns minutos de repouso e mais tarde retomaram os afazeres rotineiros.

Fantástico Mundo Novo – Volume III- Recomeço em Orient. Capítulo V – Colônias recebem denominação.

05. Colônias recebem denominação.

 

Durante as reuniões mantidas com a equipe administrativa central, nos dias subsequentes ao retorno, Mink sentiu falta de uma denominação para as várias colônias. Sempre era necessário citar os nomes dos membros e nem sempre todos tinham em mente todos os nomes.  Isso criava algumas dificuldades de comunicação, quando se tratava de um ou outra colônia. Em dado momento pediu um instante de silêncio e propôs:

  •  Devemos providenciar um nome para cada colônia, bem como uma denominação para a colônia aqui de perto do lago. Isso tornará mais fácil nossas comunicações e evitará enganos de encaminhamentos de algumas decisões.
  •  E como iremos fazer essa escolha de nomes? Vamos assumir esse encargo, ou pediremos que o povo escolha o nome? – Perguntou o ministro Gamal.
  •  Creio que seria conveniente deixar essa escolha a critério do povo, – sugeriu Cassiel intervindo.

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Livre Arbítrio!

Livre arbítrio, imagem da internet 2

Duas ou mais opções. A escolha é sua.

O que quer dizer “livre arbítrio”?

Vamos por partes. O que é livre?

Quem está livre, não está impedido de fazer nada, não está preso, amarrado ou oprimido. Pode decidir o que deseja fazer.

arbítrio o que é?

Arbítrio tem a mesma raiz de árbitro, sinônimo de juiz. Aquele que decide, julga, diz quem está ou não com razão, o que é certo ou errado.

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Fantástico Mundo Novo- Vol. III – Recomeço em Orient, Cap. VII – Conquista do espaço segue.

  1. Conquista do espaço segue.

 

Os componentes da equipe de tripulantes, dividiam-se em dois grupos. Dois permaneciam na nave, enquanto os outros quatro saiam em expedições de exploração pelas regiões mais próximas. Levavam dispositivos elétricos, capazes de disparar descargas, cujo efeito seria de paralisar e pôr fora de ação algum animal agressivo. Sabia-se muito pouco e a cada instante deparavam-se com exemplares representantes da fauna ou flora de Luxor. Havia flores e também frutos. As árvores não eram exageradamente altas, pelo menos na região onde haviam pousado. Afastavam-se até distâncias consideradas seguras, para o caso de ser preciso retornar depressa. Andavam sempre carregados de equipamentos diversos, fazendo imagens, capturando espécimes de vários tipos de animais. As plantas, com suas folhas estranhas, tinham um brilho próprio. Deveria ser causado por alguma substância contida nelas.

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