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O professor não é educador! – Parte III

 

 

Parte III.

 

Vamos assistir mais vídeos com Armindo Moreira, autor do livro O professor não é educador! Agora gravações feitas da entrevista no programa Tribuna Independente, pela Rede Vida de Televisão. Esteve presente, além do entrevistador um jornalista da UNIVESP, Fábio Eithelberg e tendo como assistente o também jornalista Paulo Galvão. Num primeiro momento, uma gravação de 20 minutos, onde Armindo Moreira expõe suas convicções e responde a diversas questões propostas por Fábio Eithelberg, por Paulo Galvão e pelo apresentador Dalcides Biscalquin. Assistam para ver.

https://www.youtube.com/watch?v=e9CRsf3ZFXk

No segundo vídeo temos mais 22 minutos de gravação, em que o tema é debatido e aprofundado. Vale a pena ver e refletir sobre tudo que é dito. Para se aprofundar mais nas teorias de Armindo Moreira, é recomendado adquirir o livro. Podem ser encontradas maiores informações na Fan Page no facebook, digitando PROFESSOR NÃO É EDUCADOR. Ali será direcionado para o canal que mais se adequar ao seu caso.

https://www.youtube.com/watch?v=cRvBWK0pQnA

Os comentários deixados no You Tube, dão uma ideia de quanto a teoria de Armindo é algo que, ao menos na opinião de muitos, é algo novo. Talvez nem seja tão novo assim, apenas ficou sepultado por muito tempo sob o manto de ideologias, teorias diversas, pedagogias ditas revolucionárias, que desvirtuaram a tarefa de ensinar, subvertendo-lhe o significado, apontando-a como sinônimo de educar. Isso é absolutamente errado e precisa ser mudado. É necessário dar a tarefa própria a cada personagem da vida. Os pais, a família, a igreja ou associação à qual a família pertença, a comunidade devem assumir a educação. Criar valores éticos, morais, sentimentos. Os professores trazem em seu arsenal de recursos, adquiridos ao longo dos anos de formação, as ferramentas para guiar o aluno criança/adolescente no caminho árduo do aprendizado de habilidades, competências. Quando cada “ator” do “teatro” da nossa vida estiver desempenhando seu papel, alcançaremos o objetivo maior proposto para a nossa pátria. Atingiremos o desenvolvimento e todos os membros, na proporção de suas competências e habilidades, usufruirão dos benefícios que isso gera.

Até outro dia, com mais vídeos, gravados das entrevistas de Armindo Moreira a Edésio Reichert.

Décio Adams

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O professor não é educador!

O professor não é educador!

 

Este é o título de um livro lançado de forma independente pelo professor aposentado, Armínio Santos Moreira, que usa na literatura apenas o nome Armínio Moreira. Conta hoje com 80 anos de vida, dos quais 43 foram passados em salas de aulas. Nascido em Portugal, após o curso de licenciatura, fez mestrado pela PUC de Salamanca. Lecionou algum tempo na terra natal e também em um país africano.

No Brasil iniciou a atividade como professor na cidade de Foz do Iguaçu. Veio a se aposentar depois de atuar na UNIOESTE. Em seu livro Armínio chama a atenção para vários aspectos importantes no que tange a diferenciação entre educação e ensino. Assistindo aos vídeos gravados pelo divulgador do livro, Edésio Reichert, pude identificar nas palavras do Prof. Armínio minha maneira de sentir o que costumeiramente denominamos educação. Um dos aspectos importantes é o grande valor que ele atribui ao uso da memória, em especial nos primeiros anos escolares. Suas palavras me transportaram para os anos 50/60 do século XX. Foi nessa época que eu tive a base de minha formação escolar. Fui induzido a memorizar a tabuada até o número 10, vindo por iniciativa própria a decorar também as demais até o 15 ou 20, não lembro bem.

Posso testemunhar com minhas palavras. Usar a memória, não prejudica ninguém. Nem crianças, nem adultos, muito menos velhos. Ao contrário, o uso intenso da memória, melhora nosso desempenho, atrasando a degeneração cerebral. Vejam o primeiro vídeo, clicando no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Ani7tMuJNBU

Uma coisa que nunca me havia ocorrido, é defendido por Armínio e estou inclinado a concordar com suas afirmações. Os estabelecimentos de ensino deveriam ser geridos, administrados, por pessoas com formação na área administrativa. É fácil compreender que, alguém que passou quatro anos ou mais, aprendendo geografia, matemática, ou língua portuguesa, está apto a lecionar os conteúdos dessas disciplinas. Não está apto a administrar uma escola. E eu sou testemunha, pois em 1988/89, estive investido do cargo de diretor de uma escola no interior mato-grossense. Minha experiência me obriga a concordar com Armínio. Eu estava apto a lecionar matemática e física, não a ser diretor. Procurei desempenhar a função da melhor maneira que pude, e não sofri de recaída. Nunca mais quis ocupar novamente um cargo diretivo. Vejamos o vídeo cujo link transcrevo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=vQmUhlVfPr0

Vivemos há algum tempo uma inversão de conceitos. Consideramos educação o que os professores dão aos alunos nas escolas, quando na verdade a tarefa dos professores é transmitir aos alunos as habilidades e competências que ele irá necessitar no desempenho de sua cidadania. A educação é tarefa da família como um todo. Incluem-se aí os pais, irmãos mais velhos, avós, tios, tias e mesmo vizinhos. Infelizmente vemos ocorrer nos dias atuais a transferência dessa tarefa da família aos integrantes dos corpos docente/administrativo das escolas. Esse é o ponto crucial em que Armínio Moreira bate forte em seu livro. Segundo suas palavras, decidiu-se por escrever o livro, movido por longos anos de experiência. Nesses anos diz ter-se visto inúmeras vezes na contingência de fazer o que não lhe competia, isto é, educar os filhos dos outros.

Um fato relevante nesse campo é que na escola a criança/adolescente, passa pelas mãos de vinte, trinta e mais pessoas. Essas pessoas em princípio são estranhas à sua vida e depois continuarão a ser, quando ele concluir o nível escolar correspondente. Irá encontrar mais outro tanto de pessoas, a quem está sendo cobrada a tarefa de dar educação a esse aluno. Afirma Armínio que é impossível querer que alguém acabe educado por tantas pessoas diferentes. Muitas vezes totalmente opostas em suas convicções, personalidades e crenças. Não é de hoje que ouço dizer que “Educação se traz de berço”. É algo com que concordo. Inclusive tenho visto casos de egressos de estabelecimentos encarregados de acolher e educar os órfãos, abandonados, para os quais não foi encontrada uma família substituta, apresentarem desempenho satisfatório na escola. Não houve quem se dispusesse a adotar essa criança/adolescente, nem assim ele deixou de se tornar cidadão. É evidente que irá levar para a vida inteira uma lacuna em sua personalidade que é o carinho, amor, aconchego familiar.

Um outro aspecto a considerar é que o professor, antes de mais nada está na escola, interessado em garantir o seu salário. Já a família tem interesse diferente ao educar a criança. As leis relativas ao assunto, os juizados da infância e demais órgãos devem ser convocados a intervir quando a família falhar na sua tarefa educativa. Lembro que em meus primeiros anos escolares, os pais ou responsáveis pelos alunos, transferiam ao professor (único numa turma multisseriada) a autoridade de educar. Inclusive usar castigos físicos. Se chegássemos em casa reclamando de algum castigo, a primeira pergunta era:

– E por que você recebeu castigo?

Nem adiantava mentir, pois era fácil falar com o professor e a verdade era revelada. Pouco importava que tivessem transcorrido alguns dias. Levava mais um castigo, geralmente dobrado. Um por mentir e outro por desobedecer ao professor. O mais interessante é que, não lembro de nenhum caso de aluno que tenha levado para a vida, marcas desse tempo. Levamos sim o que aprendemos, mesmo à custa de inúmeras repetições. Ao deixarmos a escola comunitária, tínhamos uma boa base de conhecimentos tanto de língua portuguesa, matemática e noções de geografia, história, até mesmo ciências. E nosso professor não possuía sequer o curso ginasial. Não quero com isso desfazer de sua habilidade. Ao contrário, mesmo com formação deficiente, foi capaz de nos transmitir conhecimentos, que hoje muitos alunos ao alcançarem o Ensino Médio não dominam, basta vermos as questões do ENEM e comprovar. Vejam o outro vídeo, clicando no link que segue:

https://www.youtube.com/watch?v=s8BWk1sT35I

Nos próximos dias voltarei a falar dessa obra e colocarei novos links para outros vídeos tratando do assunto.

 

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