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Contato internacional

IWA – International Writers Association

 

Hoje fui surpreendido com uma correspondência internacional. Um envelope cheio de selos, diferentes dos nossos, com volume um tanto exagerado para apenas uma carta. De fato, não se tratava de apenas uma carta. No interior havia quatro folhas de papel tamanho ofício, dobradas, sendo que em três delas aparece o timbre da entidade que está titulada acima.

Há alguns meses, não me lembro bem a ocasião, recebi da Senhora Presidente Teresinka Pereira, brasileira radicada nos EUA uma mensagem, me parece por e-mail, falando de meus escritos (prosa e versos). Eu falei dos meus livros publicados, em número de oito, mas ela me disse que não pode abrir (desconheço a razão disso), arquivos anexos aos e-mails e pediu que eu enviasse no corpo do e-mail textos curtos. Acontece que textos curtos eu tenho poucos, para não dizer nada, além de alguns poemas e mesmo assim, na época eu os havia extraviado em meus arquivos do computador, por ocasião da troca de máquina. Não lembrei na época que havia um CD com um back-up antigo, onde estavam cópias das mesmas.

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02. Aplicações da Física.

Aplicações da Física.

 

Muito antes de as leis da física serem elaboradas, suas equações serem demonstradas, os princípios explicados, muita coisa se fazia em termos de sua aplicação. O que se deduz daí é que muitos conhecimentos eram do domínio humano, apesar da inexistência de uma compilação de tudo na forma de ciência única e coerente. Os conhecimentos existiam, mas de forma isolada, como se não guardassem relações entre si. O que aconteceu mais recentemente foi uma organização de todos esses fragmentos, estabelecimento das relações entre as partes, de modo a formar um conjunto harmônico.

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Trapaça!

Trapaça!

Por Marcelo Labes.

Capa do livro de poemas Trapaça!, de Marcelo Labes.

Soa um pouco estranho esse título, não acham? A leitura do trabalho, composto de poesias bem elaboradas, percebe-se que, a meu ver pelo mens, o título tinha exatamente a intenção de provocar esse sentimento.

Tendo aprendido versificação nos anos escolares, idos de 1960/70, com meu estimado professor Carlos Afonso Schmitt, sempre me deparo buscando a métrica e as rimas, preferencialmente ricas. Invariavelmente me frustro, pois a poesia moderna abandonou, principalmente a métrica. Há sim quem ainda use, principalmente quando se trata de alguém que, como eu, tem enraizado dentro da mente essa técnica de fazer poesias.

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O filho da empregada, Marcelo Labes.

Capa do livro O filho da empregada, de Marcelo Labes.

O filho da empregada!

de Marcelo Labes

Tendo como cenário a vida de empregadas domésticas, em todos os recantos da América do Sul, em especial, Marcelo Labes consegue colocar em um pequeno opúsculo (48 páginas), toda angústia, sofrimento, humilhação e dor suportado pelas inúmeras empregadas domésticas que sempre existiram. Dono de um texto vigoroso, que eu classificaria como “prosa poética”, malgrado minha falta de especialização no assunto, Marcelo conseguiu sintetizar, condensar nestas poucas páginas, tantas coisas, como eu jamais saberia fazer. Não que não houvesse espaço talvez, para inserir outras partes narrativas. Mas o propósito parece ter sido exatamente esse: Retratar a vida de privações, humilhações, angústias, dor e sofrimento suportado por um imenso contingente de empregadas, desde meninas até a idade adulta.

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A Epopéia do Jenipapo.

A Epopéia do Jenipapo

Por Adrião Neto

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A Epopéia do Jenipapo, de Adrião Neto

Há alguns dias recebi do amigo escritor Adrião Neto, natural e residente no estado do Piauí, mais um exemplar de um dos seus livros. Neste momento terminei de ler a Epopéia do Jenipapo.

À primeira vista, pode parecer tratar-se de uma obra de cunho folclórico ou então humorístico. Mas, conhecendo o trabalho de Adrião, logo lembrei de ter visto esse título citado em outra de suas obras. Adrião é funcionário público, mas dedica grande parte de seu tempo livre à escrever. O material para seus escritos ele o busca na história do estado natal, quase que na totalidade.

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Exemplo que vem da Colômbia!

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Delegação da Chapecoense antes do embarque em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.

Embarcando para a morte!

Olhando esse grupo de pessoas, ao lado do avião que os levaria para o destino Medellin, Colômbia, nota-se um ar de alegria, confiança e crença na gloria que esperavam conquistar em poucos dias. Dariam o penúltimo passo no rumo da conquista do primeiro título da Associação Chapecoense de futebol. Eram, em sua maioria, jovens na faixa entre os 20/30 anos. Entre eles havia também os dirigentes, técnicos, jornalistas, formando ao todo mais de 70 pessoas.

Não sabiam que estavam prestes a iniciar as últimas quatro horas de suas vidas. Quando estavam prestes a chegar ao destino, após uma viagem de quatro horas e vinte minutos, encontraram a morte em um trágico acidente, cujo desfecho estava traçado desde o princípio pela insensatez do piloto e sua equipe em terra, ao optar por fazer o percurso sem realização e escala para abastecimento, contando com o fator sorte, para pousar no limite extremo de sua autonomia de combustível. A torre de controle do aeroporto próximo deu o alarme, além de um posto policial situado nas proximidades do ponto em que ocorreu a queda do aparelho, permitindo assim um acesso rápito das equipes de socorro, que pouco puderam fazer, uma vez que dos 77 ocupantes, incluindo os tripulantes, somente seis sobreviveram.

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Acidente!? Negligência!? ou Crime covarde!?

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Avião da Lamia antes de seu último voo.

Foi apenas um acidente?!

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Bandeira da Chapecoense

  • Na última terça-feira, dia 29 de novembro, eu acordei com a notícia do acidente aéreo que vitimou a delegação da Associação Chapecoense de Futebol. Ao dirigir-se para Medelin, na Colômbia, viajando em um avião fretado para o percurso partindo de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o avião que está estampado acima, caiu pouco antes de alcançar o aeroporto de Rio Negro, que era seu destino. Este tipo de acontecimento sempre me provoca um choque no primeiro momento. Passei a acompanhar o noticiário durante o resto do dia até a hora de dormir. Na quarta-feira, continuei vendo as novidades e, juntando um fragmento de informação daqui, outro dali, aos poucos fui formando uma ideia sobre o ocorrido.
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    Destroços do avião no local do acidente

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    Equipes de resgate no trabalho de salvamento e resgate das vítimas

  • Ao longo da vida, convivi por vários anos com alguns militares da FAB, quando trabalhava e estudava em Foz do Iguaçu. Eram sargentos especialistas, da área de controle de voo, metereologia e outras especialidades. Nesta convivência aprendi várias informações sobre normas de aviação, especialmente no tangente à segurança das aeronaves nos percursos feitos.
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    Helicóptero militar na missão de resgate

  • Além disso, tive ocasião de ler livros e matérias tratando do assunto. Dessa forma observei que havia algo grave envolvendo a tragédia ocorrida na Colômbia. Em algumas circunstâncias, há exigência de reserva de combustível para uma eventual viagem de retorno ao aeroporto de orígem. Jamais deve ser autorizada a decolagem de um aparelho em condições precárias de reserva de combustível, muito menos no limite extremo do tempo de voo com os tanques cheios. Eu fiquei literalmente surpreso quando ouvi dizer que no plano de voo constava que a duração da viagem seria igual à autonomia do aparelho. Eu esperava que as autoridades bolivianas, ao ver semelhante despautério, tomassem providências no sentido de impedir a decolagem da aeronave. No entanto o que vimos é que depois de algumas palavras a respeito, tudo ficou resolvido e a viagem começou.
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    Vice-presidente da Chape indignado com negligência

  • Posteriormente tomei conhecimento do fato de que o mesmo aparelho havia feito, nos últimos meses, voos em condições idênticas, isto é, realizara situações, felizmente bemsucedidas, em que a duração do voo chegara perigosamente próximo do limite extremo, ou seja, estivera a ponto de não completar a viagem. Isso é estarrecedor. Como pode alguém, seja o piloto, co-piloto ou dono do avião, brincar com a vida de dezenas de pessoas, com a própria vida, para não falar no capital investido no aparelho.
  • Sendo o aparelho considerado por pilotos experientes um dos mais seguros já fabricados, tendo como inconveniente o consumo elevado de combustível. Mesmo assim é frequentemente usado em regiões montanhosas, como é o caso do oeste do continente sul-americano, todo ele constituido pela Cordilheira dos Andes. Nestas regiões costumamos encontrar terminais aeroportuários com condições de operação limitadas. Pistas curtas, existências de montanhas nas proximidades das cabeceiras, tornando a operação das aeronaves de grande porte dificultadas. É inadmissível voar com pouco combustível, uma vez que sem ele o aparelho perde sua capacidade de manter-se no ar.
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    Últimas rotas do avião acidentado

  • Trata-se de uma companhia pequena, na verdade este era seu único aparelho em operação (os outros estão com falta de peças de reposição). Não fica difícil deduzir que enfrentava dificuldades financeiras, o que a levaria a tentar economizar o máximo possível onde quer que fosse possível. O fato de ter logrado êxito em algumas ocasiões, pode ter tornado o proprietário e mesmo a tripulação, ousados o bastante para discutir com a funcionária do aeroporto de partida, que indicou 5(cinco) inconformidades no plano de voo, afirmando que fariam o voo em menos tempo do que o esperado. Isso é, para dizer pouco, jogar com a sorte, e certamente fazer pouco caso da vida dos passageiros, sem contar os próprios tripulantes. Lamentavelmente, ou talvez graças a Deus, tanto o piloto quanto co-piloto morreram no acidente. Do contrário teriam um longo processo a enfrentar, que provavelmente resultaria em suspensão de suas licenças. Quanto ao proprietário, foi noticiado que a companhia operava na Venezuela, de onde se transferiu no ano passado ou retrasado para a Bolívia. Não estaremos sendo muito injustos ao considerá-lo um aventureiro que resolveu brincar de dono de aviões, pouco se importando com alguns aspectos de segurança e a vida das pessoas.
  • A companhia dizia-se especializada em transportar delegações esportivas, como aliás demonstram seus voos nos últimos meses. O próprio time da Chapecoense havia utilizado recentemente seus serviços em uma ou duas ocasiões. A seleção argentina de futebol, voou para Belo Horizonte utilizando seus serviços, há questão de semanas, sendo que em várias ocasiões a viagem terminou com o combustível muito próximo do limite de autonomia. Não acredito que os passageiros soubessem de tal risco, pois isso certamente os levaria a negar-se ao embarque. Com certeza os dirigentes dos times desconheciam essa prática, uma vez que eles mesmos frequentemente viajam nos mesmos aviões que a delegação. Haja visto que o presidente da Chape está entre as vítimas da fatalidade.
  • Não estou promovendo um julgamento das pessoas, mas proponho uma reflexão profunda sobre as razões que levam alguém a praticar semelhante temeridade. Quer me parecer que estamos diante de mais uma manifestação da ganância, da audácia diante dos limites de segurança que as condições tecnológicas impõe. Para lucrar um pouco mais, é válido por em risco o que for preciso, sem lembrar que esse pode ser o último risco que se está correndo, além de colocar as vidas de um grande número de pessoas sob as mesmas condições. Eu gostaria de ver o dono da companhia ser acareado com os familiares e amigos das vítimas. Que ali fizesse sua justificativa, ou explicação para a irresponsabilidade que cometeu. Se é que não se trata de algo bem mais grave, isto é, um crime vil e hediondo.
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    Índio Condá, mascote da Chapecoense

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    Indio Condá, mascote da Chapecoense 1

    Assistimos todos a uma cerimônia fúnebre de dimensões gigantescas, que deixou uma cidade inteira,  emocionalmente arrasada. Dezenas de famílias tiveram entes queridos arrebatados violentamente, sem sequer terem o tempo de dizer uma última palavra de adeus. E tudo isso para quê? Provavelmente para economizar alguns milhares de dólares em combustível e despesas aeroportuárias que seriam necessários para realizar uma escala técnica de reabastecimento no aeroporto de Bogotá.

     

 

 

Curitiba, 05 de dezembro de 2016

Décio Adams

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Matemática. Notação científica ou exponencial.

Epa! Que bicho é esse?

A matemática é aplicada em todos os campos da atividade humana. Não raro temos a necessidade de escrever números extremamente pequenos e outras tantas vezes nos deparamos com outros números imensamente grandes. Tanto em uma situação, quanto em outra, acabamos ficando com dificuldades de exprimir ou mesmo fazer a leitura correta desses números extremos. 

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. X – Epílogo.

 

  1. Epílogo.

 

O sonho de muitos em Orient, esperançosos de viajar pelo universo, a bordo de naves tão, ou mesmo mais velozes do que a luz, ficou relegado a um segundo plano. As pesquisas feitas com as amostras trazidas de Primus em várias missões tripuladas até sua superfície, motivaram uma mudança de postura das autoridades e, principalmente dos pesquisadores. Tratava-se de um planeta com um sistema de vida ainda em fase de evolução acentuada. A presença humana, em grandes incursões, poria em risco algumas formas de vida e foi considerada indevida essa interferência. A frustração que os aventureiros, ávidos por incursionar em novas fronteiras, logo foi apaziguada. Os pesquisadores, em conjunto com as autoridades civis bem, como as religiosas, empenharam-se em mostrar a inconveniência de interferir coma evolução da natureza no planeta mais pertencente a um sistema ainda jovem.

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Matemática. Aritmética, multiplicação de números decimais por múltiplos e submúltiplo de dez.

Vamos multiplicar os decimais por 10!

 

Anteriormente falamos na multiplicação de números inteiros por 10 e seus múltiplos. Agora que já conhecemos os números com aproximação decimal após a vírgula, vamos ver como ficam eles, quando multiplicados por 10, 100, 1000 ou 0,1; 0,01; 0,001 e assim por diante.

Vamos lembrar, onde foi que colocamos a vírgula, quando fizemos as divisões não exatas. Não foi depois dos algarismos ditos inteiros? Pois é isso mesmo. De forma que um número inteiro, tem, depois de seu último algarismo uma vírgula, que fica subentendida, uma vez que não há parte decimal. Vamos ver o que acontece com a vírgula, nessa multiplicação.

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