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Aos professores!

Jornalista Mara Cornelsen, escreve artigo, por ocasião da greve dos professores públicos do Paraná. 

Na edição de ontem, dia 12/02/2015, página 40, Crônicas da Mara, no jornal Tribuna do Paraná, a referida jornalista faz uma homenagem aos professores, narrando sua vida escolar, desde a infância. De certo modo minha vida escolar se reflete no histórico que a colunista relata. Poderia apenas retrocedor um pouco, alguns anos talvez. Meu professor primário foi Aloísio Rockenbach, na distante localidade Linha Paranaguá, no município de Cândido Godói, estado do Rio Grande do Sul. Depois fui interno no Seminário São José em Cerro Largo – RS, até o início da quarta série ginasial. Uma interrupção de três anos para seguir em Foz do Iguaçú, onde fiquei até concluir o Cientifico (Segundo Grau). Fiz faculdade de matemática em Guarapuara, na então FAFI, hoje UNICENTRO. Vou tomar a liberdade de transcrever o texto da jornalista, pois é muito interessante. Oxalá tivéssemos hoje os professores em condições de fazer o que ela narra sobre os que a guiaram na trilha do aprendizado, desde o início até ao final da universidade.

Minha primeira professora se chamava Maria Inez. Eu tinha seis anos de idade e ela me ensinou a ler. Ainda no primário fui aluna da Dona Marlene. Mulata linda e alta, que lecionava portuguès, história e geografia. Transformava os “pontos” da época em inteligentes paródias de músicas conhecidas, fazendo com que a turma de quarto ano aprendesse desde o descobrimento do Brasil, até os afluentes das margens direita e esquerda do rio Amazonas cantando Peixe Vivo ou Cerejeira Rosa. Era uma delícia aprender com ela.

Mais tarde já no ginásio e depois no técnico em Secretariado, fui aluna da aprofessora Paraguaçu Índia do Brasil que, com dedicação e grande conhecimento, aprimorou meu português. Aprendi também com o professor Cleiton Caldeira, com o professor Olímpio, com a dona Anisia (também diretora do colégio) e com muitos outros que marcaram a minha vida, a ponto de conseguir sair do ensino médio e imediatamente ingressar na Universidade Federal do Paraná no, já então, disputado curso de Jornalismo. Aos 19 anos e oriunda do ensino público (sem qualquer privilégio  ou cota) estava formada, com diploma na mão. 

“E daí?”, pode perguntar o caro leitor. E humildemente repondo que este rompante de saudosismo serve para contar que em algum dia o professor já teve o respeito merecido e, se não tinha o salário merecido (porque professor tem que ganhar mais do que político e do que muitos outros), pelo menos naquela época não vivia em situação de penúria. Eles faziam carreira, tinham orgulho da profissão e amor ao ato de ensinar. 

Assim como eu, milhares de outras crianças e jovens passaram pelas mãos dos mesmos professores e hoje são bons e competentes profissionais. As escolas eram quase que sagradas. Limpas e conservadas. O muito que os maus alunos se atreviam a fazer era rabiscar as carteiras de madeira ou a parte interna das portas dos banheiros. E quando apanhados nesta subeversão, eram punidos com suspensão, vergonha maior. (Com afixação em edital do nome e da transgressão – observação minha)

Hoje professor precisa fazer greve antes mesmo de começar o ano letivo, para defender seus direitos e poder trabalhar com um pouco de dignidade. Quer saber, é o fundo do poço! Paguem bem aos professores e reforcem todas as escolas. Só assim, daqui a alguns anos, poderemos com certeza reduzir a construção de cadeias. Não há dinheiro? Há sim. Este país é podre de rico! É só jogar a parte podre fora e aplicar com competência e seriedade a parte do rico.  Mara Cornelsen. 

Na qualidade de professor aposentado desde dezembro de 2003, faço minhas as palavras de Mara. Apenas quero  deixar registrado que desde os anos 80 do século passado, acompanho as greves, inclusive como participante, tanto aqui no Paraná como no estado do Mato Grosso, nos seis anos e meio que por lá trabalhei.

 

Décio Adams

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O professor não é educador! – Parte III

 

 

Parte III.

 

Vamos assistir mais vídeos com Armindo Moreira, autor do livro O professor não é educador! Agora gravações feitas da entrevista no programa Tribuna Independente, pela Rede Vida de Televisão. Esteve presente, além do entrevistador um jornalista da UNIVESP, Fábio Eithelberg e tendo como assistente o também jornalista Paulo Galvão. Num primeiro momento, uma gravação de 20 minutos, onde Armindo Moreira expõe suas convicções e responde a diversas questões propostas por Fábio Eithelberg, por Paulo Galvão e pelo apresentador Dalcides Biscalquin. Assistam para ver.

https://www.youtube.com/watch?v=e9CRsf3ZFXk

No segundo vídeo temos mais 22 minutos de gravação, em que o tema é debatido e aprofundado. Vale a pena ver e refletir sobre tudo que é dito. Para se aprofundar mais nas teorias de Armindo Moreira, é recomendado adquirir o livro. Podem ser encontradas maiores informações na Fan Page no facebook, digitando PROFESSOR NÃO É EDUCADOR. Ali será direcionado para o canal que mais se adequar ao seu caso.

https://www.youtube.com/watch?v=cRvBWK0pQnA

Os comentários deixados no You Tube, dão uma ideia de quanto a teoria de Armindo é algo que, ao menos na opinião de muitos, é algo novo. Talvez nem seja tão novo assim, apenas ficou sepultado por muito tempo sob o manto de ideologias, teorias diversas, pedagogias ditas revolucionárias, que desvirtuaram a tarefa de ensinar, subvertendo-lhe o significado, apontando-a como sinônimo de educar. Isso é absolutamente errado e precisa ser mudado. É necessário dar a tarefa própria a cada personagem da vida. Os pais, a família, a igreja ou associação à qual a família pertença, a comunidade devem assumir a educação. Criar valores éticos, morais, sentimentos. Os professores trazem em seu arsenal de recursos, adquiridos ao longo dos anos de formação, as ferramentas para guiar o aluno criança/adolescente no caminho árduo do aprendizado de habilidades, competências. Quando cada “ator” do “teatro” da nossa vida estiver desempenhando seu papel, alcançaremos o objetivo maior proposto para a nossa pátria. Atingiremos o desenvolvimento e todos os membros, na proporção de suas competências e habilidades, usufruirão dos benefícios que isso gera.

Até outro dia, com mais vídeos, gravados das entrevistas de Armindo Moreira a Edésio Reichert.

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O professor não é educador! – Parte II

O professor não é educador! – parte II

 

Retomando a questão da transferência da tarefa de educar dos pais para os professores, vemos Armindo Moreira (ontem eu erroneamente o chamei Armínio, peço desculpas), indo mais longe. Segundo suas palavras, ao pesquisar os registros históricos do final do século XIX e princípio do século XX, encontrou em um bom número de países, entre eles o Brasil, que tinham o Ministério da Instrução. As alternâncias de diversas ditaduras em todos os cantos do mundo, levou à trocar essa denominação, para Ministério da Educação. O objetivo era educar os futuros cidadãos para darem apoio e legitimação aos ditadores. Eu não disponho de informações detalhadas para julgar essa questão, mas ao fazer tais afirmações Armindo deve estar apoiado em fatos concretos.

Vamos ao próximo vídeo, que tem menos de quatro minutos de duração.

https://www.youtube.com/watch?v=uefWeVCxPDU

Em virtude dessa postura contrária a adoção pelas escolas da tarefa de educar, em detrimento do “ensinar habilidades e competências”, no próximo vídeo veremos Armindo sugerindo a substituição do nome de Ministério e Secretaria da Educação, para “Instrução”, ou então “ensino”. A competência dos professores ficaria restrita ao ato se ensinar, orientar a aprendizagem. A tarefa de educar voltaria às mãos dos pais ou seus substitutos legais em caso de impedimento. Ele avoca a questão bastante interessante nesse particular. Se a família segue uma determinada denominação religiosa, ou linha de comportamento. Já os professores poderão ser de outra linha religiosa, ateus, liberais, socialistas e tantas outras características escolhidas em sua liberdade. Como ficará a “educação” desse aluno, colocado sob seus cuidados? Ele ficará preparado para seguir os passos da família? Ou ele seguirá qual dos seus professores?

O outro vídeo foi gravado durante uma palestra em encontro de professores na região oeste paranaense. Vejam:

https://www.youtube.com/watch?v=LAguEpOEBK0

Muito se ouve falar da aversão que grande parte da população nacional tem pela leitura. Armindo em seu livro O professor não é educador, chama atenção para uma questão fundamental. É habitual a pessoa rejeitar aquilo que não sabe fazer, tem dificuldade em aprender, ou que não aprendeu. É o caso da leitura. Armindo defende que é indispensável a dedicação de tempo especial para desenvolver no aluno a técnica da leitura correta. Significa, ler com rapidez e compreender o conteúdo lido. Para isso é essencial que um tempo significativo durante as aulas nas séries iniciais seja dedicado a isso. Como todo o aprendizado posterior depende de leitura e sua compreensão, de nada adianta congestionar o período escolar inicial com inúmeras atividades, em detrimento do aprendizado da leitura. O mesmo acontece com as noções básicas de matemática. Fica impossível aprender os conteúdos dos níveis posteriores, se os conhecimentos básicos não estiverem sedimentados. Começa pela memorização da tabuada. Novamente aparece a objeção muitas vezes levantada contra o uso da memória. Concordo com Armindo, a memória não gasta, não estraga, não diminui com o uso. Muito pelo contrário. Quanto mais é exercitada, melhor ela fica.

Vamos ver um vídeo gravado por Edésio Reichert, tendo por base o livro de Armindo Moreira, abordando a questão da leitura. As estatísticas apontam que temos 70% de analfabetos funcionais. Isto é, pessoas que leem mas não compreendem o que estão lendo. De que nos vale termos a maioria dos cidadãos com um diploma na mão, mas que na verdade não dominam as habilidades necessárias para exercer a função para a qual foram em princípio “formados”? Nos últimos dias foi publicado o resultado do ENEM e uma enorme quantidade de candidatos obteve nota “zero” em redação. O que isso representa? É um alerta para a questão das aprovações sem levar em conta o mérito do aluno. É proibido reprovar. O que é preferível: carregar a frustração de uma reprovação ou levar para o resto da vida a vergonha de não ter habilitação alguma, apesar de um diploma dizer o contrário? Outro exemplo é o periódico exame da OAB, onde milhares de “bacharéis” em direito, tentam em vão conseguir obter seu direito de exercer a advocacia de forma plena. Sem a carteirinha da OAB, assegurando ser o portador apto a defender causas em juízo, fazer petições e toda sorte de demandas jurídicas, nada feito. O diploma não passa de um papel, útil talvez, para emoldurar e pendurar em uma parede e nada mais. Isso é muito pouco.

https://www.youtube.com/watch?v=dcVXx3maSyM

O autor do livro O professor não é educador, vem provocar uma discussão salutar em torno do assunto “educação” e “instrução”. Segundo ele, além de um grande número de profissionais envolvidos na questão, essas palavras não são sinônimos, como é muitas vezes colocado na prática. O fato de termos o MEC – Ministério da Educação e Cultura, é muito mais significativo do que apenas uma sigla altissonante. Em seu bojo reside o fato de tentarmos colocar nos ombros dos professores, preparados para ensinar matemática, português, geografia, história, ciências e todas as demais disciplinas, a carga de “educar” os filhos dos outros. Talvez eles mesmos tenham suas dificuldades em educar os próprios filhos.

O assunto deve ser longamente debatido, aprofundado e talvez depois, implantada uma mudança real e verdadeira em nosso sistema de ensino. Se queremos desenvolver nossa pátria, não podemos deixar de formar os cidadãos para exercer as diversas atividades que isso traz como consequência.

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O professor não é educador!

O professor não é educador!

 

Este é o título de um livro lançado de forma independente pelo professor aposentado, Armínio Santos Moreira, que usa na literatura apenas o nome Armínio Moreira. Conta hoje com 80 anos de vida, dos quais 43 foram passados em salas de aulas. Nascido em Portugal, após o curso de licenciatura, fez mestrado pela PUC de Salamanca. Lecionou algum tempo na terra natal e também em um país africano.

No Brasil iniciou a atividade como professor na cidade de Foz do Iguaçu. Veio a se aposentar depois de atuar na UNIOESTE. Em seu livro Armínio chama a atenção para vários aspectos importantes no que tange a diferenciação entre educação e ensino. Assistindo aos vídeos gravados pelo divulgador do livro, Edésio Reichert, pude identificar nas palavras do Prof. Armínio minha maneira de sentir o que costumeiramente denominamos educação. Um dos aspectos importantes é o grande valor que ele atribui ao uso da memória, em especial nos primeiros anos escolares. Suas palavras me transportaram para os anos 50/60 do século XX. Foi nessa época que eu tive a base de minha formação escolar. Fui induzido a memorizar a tabuada até o número 10, vindo por iniciativa própria a decorar também as demais até o 15 ou 20, não lembro bem.

Posso testemunhar com minhas palavras. Usar a memória, não prejudica ninguém. Nem crianças, nem adultos, muito menos velhos. Ao contrário, o uso intenso da memória, melhora nosso desempenho, atrasando a degeneração cerebral. Vejam o primeiro vídeo, clicando no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Ani7tMuJNBU

Uma coisa que nunca me havia ocorrido, é defendido por Armínio e estou inclinado a concordar com suas afirmações. Os estabelecimentos de ensino deveriam ser geridos, administrados, por pessoas com formação na área administrativa. É fácil compreender que, alguém que passou quatro anos ou mais, aprendendo geografia, matemática, ou língua portuguesa, está apto a lecionar os conteúdos dessas disciplinas. Não está apto a administrar uma escola. E eu sou testemunha, pois em 1988/89, estive investido do cargo de diretor de uma escola no interior mato-grossense. Minha experiência me obriga a concordar com Armínio. Eu estava apto a lecionar matemática e física, não a ser diretor. Procurei desempenhar a função da melhor maneira que pude, e não sofri de recaída. Nunca mais quis ocupar novamente um cargo diretivo. Vejamos o vídeo cujo link transcrevo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=vQmUhlVfPr0

Vivemos há algum tempo uma inversão de conceitos. Consideramos educação o que os professores dão aos alunos nas escolas, quando na verdade a tarefa dos professores é transmitir aos alunos as habilidades e competências que ele irá necessitar no desempenho de sua cidadania. A educação é tarefa da família como um todo. Incluem-se aí os pais, irmãos mais velhos, avós, tios, tias e mesmo vizinhos. Infelizmente vemos ocorrer nos dias atuais a transferência dessa tarefa da família aos integrantes dos corpos docente/administrativo das escolas. Esse é o ponto crucial em que Armínio Moreira bate forte em seu livro. Segundo suas palavras, decidiu-se por escrever o livro, movido por longos anos de experiência. Nesses anos diz ter-se visto inúmeras vezes na contingência de fazer o que não lhe competia, isto é, educar os filhos dos outros.

Um fato relevante nesse campo é que na escola a criança/adolescente, passa pelas mãos de vinte, trinta e mais pessoas. Essas pessoas em princípio são estranhas à sua vida e depois continuarão a ser, quando ele concluir o nível escolar correspondente. Irá encontrar mais outro tanto de pessoas, a quem está sendo cobrada a tarefa de dar educação a esse aluno. Afirma Armínio que é impossível querer que alguém acabe educado por tantas pessoas diferentes. Muitas vezes totalmente opostas em suas convicções, personalidades e crenças. Não é de hoje que ouço dizer que “Educação se traz de berço”. É algo com que concordo. Inclusive tenho visto casos de egressos de estabelecimentos encarregados de acolher e educar os órfãos, abandonados, para os quais não foi encontrada uma família substituta, apresentarem desempenho satisfatório na escola. Não houve quem se dispusesse a adotar essa criança/adolescente, nem assim ele deixou de se tornar cidadão. É evidente que irá levar para a vida inteira uma lacuna em sua personalidade que é o carinho, amor, aconchego familiar.

Um outro aspecto a considerar é que o professor, antes de mais nada está na escola, interessado em garantir o seu salário. Já a família tem interesse diferente ao educar a criança. As leis relativas ao assunto, os juizados da infância e demais órgãos devem ser convocados a intervir quando a família falhar na sua tarefa educativa. Lembro que em meus primeiros anos escolares, os pais ou responsáveis pelos alunos, transferiam ao professor (único numa turma multisseriada) a autoridade de educar. Inclusive usar castigos físicos. Se chegássemos em casa reclamando de algum castigo, a primeira pergunta era:

– E por que você recebeu castigo?

Nem adiantava mentir, pois era fácil falar com o professor e a verdade era revelada. Pouco importava que tivessem transcorrido alguns dias. Levava mais um castigo, geralmente dobrado. Um por mentir e outro por desobedecer ao professor. O mais interessante é que, não lembro de nenhum caso de aluno que tenha levado para a vida, marcas desse tempo. Levamos sim o que aprendemos, mesmo à custa de inúmeras repetições. Ao deixarmos a escola comunitária, tínhamos uma boa base de conhecimentos tanto de língua portuguesa, matemática e noções de geografia, história, até mesmo ciências. E nosso professor não possuía sequer o curso ginasial. Não quero com isso desfazer de sua habilidade. Ao contrário, mesmo com formação deficiente, foi capaz de nos transmitir conhecimentos, que hoje muitos alunos ao alcançarem o Ensino Médio não dominam, basta vermos as questões do ENEM e comprovar. Vejam o outro vídeo, clicando no link que segue:

https://www.youtube.com/watch?v=s8BWk1sT35I

Nos próximos dias voltarei a falar dessa obra e colocarei novos links para outros vídeos tratando do assunto.

 

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