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Na senda do monge! – Capítulo VII – A Guerra do Paraguai.

  1. A guerra do Paraguai.

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    Civís durante a Guerra do Paraguai.

 

A família Batista continuou crescendo, reunindo netos periodicamente aos primeiros que haviam nascido. Ao despontar a década de 60, Roque e Alice eram pais de mais quatro pequenos, sendo três meninos e duas meninas. Júlio e sua mulher tinham tido mais dois meninos e uma menina. Já Antônio e Isabelita haviam acrescentado mais dois meninos. Afonso e Zulmira eram avós de peito estufado. Aos domingos era habitual reunirem a maioria dos netos. Os meninos geralmente pediam ao avô para contar histórias do tempo da Guerra dos Farrapos. Ele se fazia de rogado, apenas para tornar os pedidos mais insistentes. Depois punha-se a narrar suas aventuras daquele período de quase 10 anos que passara nos campos de batalha.

Todos os anos na época da Páscoa em especial, Afonso fazia questão absoluta de levar a família, desde o mais novo ao mais velho, para participar, ao menos uma vez ou duas durante a Quaresma, de uma via sacra na encosta do Cerro do Campestre. As crianças ouviam atentamente a narração de sua estadia ali, nos primeiros tempos, quando João Maria ainda se encontrava na região. O afluxo de romeiros em busca de cura nas Águas Santas, arrefecera com a ausência do Monge, mas jamais deixou de existir. A primitiva organização da comunidade prescrita por João Maria ainda se mantinha. Os doze zeladores, a aplicação das oferendas seguia em termos gerais o preconizado pelo documento “Aos do Campestre”.

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Na senda dos monges! – Capítulo V, (Um jovem rebelde)

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Pinturas de cenas da Guerra do Prata, contra Juan Manuel Rosas e Manuel Oribe.

  1. Um jovem rebelde.

 

Roque aceitou fazer a experiência como ajudante do capataz na fazenda do padrinho de Alice, Sr. Jerônimo Albuquerque. Começou no princípio do mês seguinte, dando tempo ao pai para resolver a questão do cargo de capataz na Fazenda Ribas. Os filhos de Gumercindo voltaram e sentaram-se para conversar seriamente.

Depois de algumas ponderações, o filho João foi nomeado capataz, ficando Roque liberado para seguir seu caminho. A única exigência era Afonso continuar a dar apoio e orientação ao jovem. Houve algumas objeções de peões mais velhos que se julgavam merecedores de ocupar o cargo. No entanto tinham total carência de espírito de liderança. O rapaz, aos 19 anos de idade, foi suficientemente humilde e ponderado para não entrar em atrito com os subordinados. Com serenidade e bom senso conquistou a confiança da maioria, o que tornou as objeções insignificantes. Sua presença constante junto ao grupo, sempre na frente para enfrentar as tarefas mais complicadas, logo se tornou motivo de orgulho de bom número dos demais. Passaram a considerar uma honra trabalhar sob as ordens de alguém tão bem habilitado para o posto que ocupava.

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