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Na senda dos monges! – Capítulo XIV – Consolidando a propriedade

  1. Consolidando a propriedade.

    mapacacador

    Mapa município de Caçador, SC.

 

Depois do plantio e construção das instalações básicas para a criação de gado, chegou o momento de pensar em providenciar o melhoramento da moradia. A dificuldade era obter madeiras serradas para a construção. Fazer tudo a mão, falquejar peça por peça, além de consumir um tempo muito longo, tinha o inconveniente do desperdício de madeira. Os irmãos sentaram e trocaram ideias sobre a melhor maneira de resolver a questão.

Havia a possibilidade de trazer carroções e juntas de bois para o transporte. Além de ser muito longe, havia a dificuldade adicional das estradas. Era possível que demorassem dias em uma única viagem para levar toras e depois outro tanto para trazer as madeiras serradas da serraria que ficava um bom trecho rio abaixo. Pensaram em comprar madeira serrada e trazer de barco, mas suspeitavam de que o custo seria muito elevado. Ali quem sabia fazer contas e escrever era João, ficando encarregado dessa parte. Decidiram que João faria uma visita ao povoado, onde existia uma pequena serraria.

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Na senda dos monges! – Capítulo IV ( Arraial do Campestre).

Nascer ou por do sol no botucaraí.

Botucaraí, na Candelária – RS.

  1. Arraial do campestre.

 

O ano de 1847 estava findando e Afonso se sentia bom. Zulmira e a mãe Salviana insistiram que continuasse a visitar regularmente a fonte do monge. Temiam que a doença voltasse e depois ficasse mais difícil ou impossível de curar. No primeiro domingo de dezembro, bem cedo, embarcou numa charrete que os novos patrões haviam conseguido para ele, pois andar a cavalo com aquela perna rija era bem desconfortável. Ao seu lado ia a esposa solícita, acompanhando o marido. Ele era seu herói, depois da participação na guerra e não aceitava de modo algum que ele lhe fosse levado. Sobrevivera a dois ferimentos e estava superando uma doença normalmente considerada incurável.

Ninguém havia atestado, mas tinham praticamente certeza de que o mal que afetara os pulmões de Afonso era a tísica. Doença para a qual ainda não existia cura na medicina. As águas santas do campestre e do Botucaraí haviam operado o milagre. Saíram bem cedo e chegaram em torno de 10 horas. O movimento em torno da fonte era intenso. Era preciso esperar a vez para conseguir se lavar, colher água limpa para beber nos próximos dias e assim completar o processo de cura. Passaram praticamente o resto do dia ali, até retornarem em tempo de chegar à fazenda antes do escurecer. Nesse dia o monge estava no outro morro, onde também encontrara uma fonte de iguais propriedades. Muita gente havia ido lá e encontrado os mesmos resultados.

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