Gaúcho de São Borja! – Capítulo VII

 

   Fatalidade atinge Joaquim
A madrinha de Gaudêncio, dona Ana Maria, alguns dias depois do aniversário de dezoito anos dele, sofreu um AVC. Foi socorrida no hospital e após uma semana de internamento na UTI, sucumbiu a sucessivos eventos de mesma origem que a acometeram. O marido Joaquim, ficou arrasado, permanecendo longo período recluso em casa, quase vindo a perecer de inanição, pois não se alimentava, apenas chorando a finada esposa. Em uma visita que fez a casa do patrão, em busca de determinações relativas aos negócios da fazenda, Pedro Paulo viu seu estado e prontamente o levou a um médico.
Por recomendação deste, Pedro levou Joaquim para a fazenda, instalou-o na casa grande e assumiu todos os cuidados que deveriam ser dispensados ao mesmo. Cercado de cuidados e estimulado pela presença do afilhado, cheio de vida, contando novidades todo dia e instando-o a cavalgarem juntos, pescarem na represa e outras atividades, fizeram Joaquim reagir e recuperar-se em pouco tempo.
            Nesta época Gaudêncio foi convocado a cumprir com seu dever de cidadão e passou um ano prestando o serviço militar, na unidade de Cavalaria Mecanizada sediada em São Borja. Suas habilidades na montaria facilitaram em muito a vida na caserna. Para ele os cuidados com cavalos não ofereciam o menor segredo. Inscreveu-se no curso para cabo, foi aprovado e obteve boas notas nas avaliações a que foi submetido. Foi com muito orgulho que num dia destes se apresentou em casa, usando a farda militar onde ostentava as divisas de cabo.
Ao completar seu tempo de serviço, foi-lhe ofertado a oportunidade de permanecer engajado e seguir carreira no exército. Havia aprendido muito, gostava da vida na caserna, mas não tinha pretensões de fazer carreira ali. No dia previsto, foi desligado e recebeu o Certificado de Reservista, na graduação de cabo. Havia acumulado diversos elogios ao longo dos onze meses e alguns dias que ali havia permanecido. Por isso recebeu das mãos do comandante um diploma de Honra ao Mérito. O pai encheu-se de orgulho, assim como a mãe. Mandaram fazer uma moldura e o documento ficava a mostra na sala da casa em que viviam.
            Logo que estava em condições de ir e vir sozinho para a cidade, Joaquim voltou de lá trazendo um documento que entregou a Gaudêncio, dizendo:
            – Abra e leia este documento. Terminei hoje o inventário pela morte de Ana Maria e aproveitei para fazer o meu testamento.
            – E que isto tem a ver comigo? – indagou Gaudêncio.
– É isso que você vai ver. Abra o envelope e leia com atenção.
            Gaudêncio abriu e tirou de dentro uma folha de papel. Desdobrou e leu o que nela estava escrito. Seus olhos se foram arregalando à medida que lia o conteúdo. Quando terminou a leitura, olhou para o homem que aprendera a amar, quase como um pai. Estava pasmo com o que acabara de ler. Naquela folha de papel estava escrito o testamento de Joaquim. Nele, em palavras claras e sucintas, ele, Gaudêncio das Neves, era declarado herdeiro universal e único de seu padrinho. Precisava de tempo para assimilar a idéia. Decidiu perguntar:
            – Por que eu, padrinho?
            – E por que não você, pode me dizer? Não tivemos filhos, apesar de todas as tentativas. Foi um sonho frustrado. Você é nosso afilhado, filho de meu braço direito na fazenda. Não vejo alguém melhor para deixar minha herança. Tenho certeza de que vai ficar em boas mãos.
            – Mas o senhor não tem outros parentes a quem queira deixar alguma coisa pelo menos? Fico pensando que não mereço tudo isso.
            – Os parentes que tenho, tanto meus como os de Ana Maria, já tem mais do que precisam para viver e acabariam por dividir a fazenda em pedaços. O pior é que iriam acabar brigando, fazendo confusão, inimizades e isso eu não quero de jeito nenhum. Quero que ela continue sendo uma única propriedade, sem divisões.
            – Vou demorar um pouco para digerir essa novidade. Preciso me acostumar com a ideia.
            – A partir de hoje, você passa a me ajudar na administração. Vou lhe passar uma procuração para resolver a maior parte das questões relativas a bancos, fornecedores, compradores. Também vai ter que aprender a lidar com os pagamentos dos empregados. Os impostos e encargos sociais. Terá que se entender com os contadores, fiscais de todo tipo, entre eles alguns bem safados, que se deixam comprar por qualquer merreca. Terá muito que aprender. Principalmente a lidar com gente e esta é a parte mais difícil. Lhe aconselho estudar um pouco de psicologia ou então procurar um profissional do setor para orientar em algumas decisões.
– Estou imaginando a cara do meu pai e da mãe, quando souberem dessa novidade.
            – Vamos até lá contar para eles? Eles merecem saber. Afinal de certo modo isso afeta a eles também. Quero pedir que jamais deixe seus pais sofrer qualquer privação. Nunca encontrei um servidor mais fiel e dedicado que seu pai. Sua mãe então, é impossível encontrar alguém que a iguale. Superar então, seria um milagre.
            – Pode ficar tranqüilo padrinho. Isso não vai acontecer. Eles são o que de mais importante eu tenho na vida. Vamos até lá em casa que eles devem estar tomando café a esta hora.
            Ao chegarem a casa encontraram realmente Pedro Paulo e Maria Conceição saboreando uma xícara de café com leite, pão com manteiga e mel. Quando viram os dois chegarem, Pedro Paulo gritou:
            – Entrem e venham tomar um café com a gente.
            – Boa tarde compadre! Boa tarde comadre! – disse Joaquim, adentrando a cozinha da casa e puxando uma cadeira para se assentar.
            – Pai, mãe! Vocês precisam ver o que o padrinho fez.
            – Mas fala aí, tche! O que foi que o compadre aprontou? – perguntou Pedro Paulo.
            – Nada de mais, compadre. Primeiro me sirva uma xícara de café, comadre. Me alcance uma fatia desse pão que você faz como ninguém. Um pedaço de queijo também vai bem.
– Leia esse documento, papai, – disse Gaudêncio.
            – Para isso preciso de meu óculos. Alcança para mim, meu filho. Já leio mal e mal. Sem óculos, enxergando as letra embaralhado, não tem jeito mesmo.
            – Está aqui, meu pai.
            Maria Conceição, depois de colocar diante de Joaquim o café, o pão e o queijo, também se aproximou para ver o documento. A primeira palavra que apareceu destacada no alto foi : TESTAMENTO.
            Leram com avidez e seus olhos foram se arregalando à medida que liam as palavras contidas no documento. Ao terminarem a leitura, seus olhos se voltaram interrogativos para Joaquim. Este foi logo dizendo:
– Não venham me dizer que eu não posso ou não devo fazer o que fiz. Vocês são meus empregados de confiança durante toda vida e o Gaudêncio é meu afilhado. Não tive a sorte de ter um filho. O Pai Velho lá de cima não me deu esta graça. Não ia repartir meus bens entre uma porção de gente. Não quero saber de divisão da fazenda. Assim, deixo amparados vocês dois, um bom herdeiro para a propriedade e a certeza de que irão tratar bem todos os empregados. Aliás é a minha recomendação. Não sejam condescendentes com os malandros, mas procurem sempre ser justos. Esta sempre foi uma das minhas preocupações e nunca me arrependi. As poucas vezes que tive problemas, consegui sempre dar um jeito e nunca foi preciso tomar medidas drásticas.
            – É muita bondade de sua parte, compadre.
– Eu vou começar a treinar o meu herdeiro a partir de agora. Quero que logo ele assuma a maior parte das funções. Me sinto cansado e acho que vou viajar um pouco, conhecer o mundo, coisa que sempre quis fazer com a Ana Maria. Infelizmente não deu tempo de realizar esses nossos sonhos. Ela me deixou antes da hora, – e seus olhos se encheram instantaneamente de lágrimas.
            – Não há ninguém em toda a fazenda que não tenha sentido o passamento da comadre, – disse Ana Maria
            – Em homenagem a memória dela vou visitar preferencialmente os lugares que ela mais desejava conhecer. Sei que vai doer, mas eu devo isso a ela. Antes porém vou iniciar o Gaudêncio nas atividades de administração da fazenda. Também com o telefone hoje em dia, é fácil tirar as dúvidas que surgirem, enquanto eu estiver viajando. É bom ele se acostumar a tomar decisões. No fim das contas ele tem você, Pedro para lhe passar orientações quando for preciso.
            – Compadre, eu não tenho palavras para agradecer a consideração que nos tem demonstrado durante tantos anos. Agora isso. Fico sem palavras. Se essa é sua vontade e não existe nenhum problema que venha atrapalhar, não posso fazer nada.
            – Nosso filho é maior de idade e pode decidir por ele mesmo. Nem temos mais como interferer nos assuntos dele, além de aconselhar. Se ele aceita ser seu herdeiro, que seja feita a vontade dos dois.
            – Não existe nenhum motive que me impeça de fazer esse testamento. Não há o que temer. Por isso vamos seguir em frente. No máximo no próximo ano quero começar as minhas viagens. Vou gastar um pouco do dinheiro que ganhei em todo esse tempo e ainda vai sobrar muito para depois. Você Gaudêncio, se prepara para dançar miudinho nos próximos meses.
As próximas semanas foram repletas de novidades. Joaquim levou Gaudêncio a todos os setores da fazenda e o apresentou como herdeiro. Dentro de pouco tempo ele estaria assumindo boa parte das responsabilidades administrativas. Iria prestar contas a ele, Joaquim. A maioria dos trabalhadores o conhecia dos tempos de menino, quando andava por todas as partes, participando dos trabalhos, fazendo estripulias e se dispondo sempre a ajudar quem estivesse precisando. Todos aceitaram com alegria a novidade. Teriam no comando um homem que conheciam muito bem, com ele haviam brincado, participado de fandangos, rodeios e outras atividades. Sabiam de sua boa índole e confiavam que, ao assumir as funções novas, não haveria mudanças significativas no espírito que reinava entre patrão e empregados.
Foram aos bancos, onde passou a ter conta corrente para movimentar o seu dinheiro. Teria de agora em diante uma mesada generosa. Assinaria cheques, requisições e outros documentos em nome de Joaquim. Para isso, foram a um cartório onde lavraram uma procuração de plenos poderes que lhe permitiria realizar, sem problema, todas as transações necessárias ao bom andamento de tudo, em especial na ausência de Joaquim.
            Após quatro meses de treinamento, Gaudêncio dominava a maior parte dos encargos que doravante lhe competia assumir. Sendo assim, não foi surpresa quando Joaquim anunciou:
– Hoje comprei as passagens para a Europa. No final do mês, embarco para Portugal, Espanha, Itália e por lá decido para onde mais vou. Vou sem roteiro fixo. Quero passear sem pressa e usufruir ao máximo dessa viagem. Deixo aqui tudo em suas mãos e dos seus pais. Vou me comunicar por telefone com vocês toda semana.
– Pretende ficar quanto tempo fora, padrinho?
            – Não sei. Como disse, não tenho roteiro fixo e posso ficar um mês, também pode ser que fique mais tempo ou menos. Depende do quanto eu gostar daquilo que for encontrando pelo caminho.
– Vá com Deus, padrinho. Faremos tudo para cuidar bem de tudo. E, na sua volta, estaremos lhe esperando para conhecer as novidades que tiver encontrado por lá.
            – Com certeza, vou tranquilo. Confio em você e em seus pais. Vou precisar ir a capital para tirar o passaporte. Dizem que pode demorar alguns dias. Por isso vou amanhã mesmo. Não quero ter surpresas de última hora. Tudo deverá estar pronto no dia do embarque. Em Porto Alegre vou adquirir uma mala adequada, algumas roupas. Não vou levar muita coisa. Posso comprar por lá o que estiver faltando. É para isso que serve o dinheiro. Vou gastar um pouco antes que chegue minha hora de subir para o andar de cima. Quem pode saber o dia de amanhã!
            – Concordo plenamente com o senhor. Não adianta nada acumular dinheiro, sem usufruir do que ele pode comprar de bom e agradável. Não vale a pena viver só para trabalhar, sem realizar os sonhos que se tem. Esse mundo de Deus está aí para ser conhecido. Quem tem condições financeiras para tal, tem mais é que procurar conhecer o máximo das belezas que existem por aí. As que Deus criou e as que o homem com sua inventividade construiu.
Joaquim demorou uma semana em Porto Alegre, onde já aproveitou para fazer uma pequena revisão médica, comprou algumas roupas novas, mala e bolsa para viagem. Não deixou de procurar uma boa máquina fotográfica, pois a que tinha estava ultrapassada há bastante tempo. Ao retornar encontrou o afilhado em plena atividade.
Ele assumira com todo o empenho a administração da fazenda e pusera em prática algumas idéias que discutira com o padrinho, para melhorar o fluxo dos trabalhos. Estava eufórico pois estavam dando certo e até seu pai havia ficado admirado com a habilidade demonstrada pelo filho. Isto demonstrava que havia feito uma escolha adequada ao depositar nele sua confiança.
            No dia estipulado, Gaudêncio acompanhou Joaquim até o aeroporto onde embarcaria para a capital. De lá seguiria para o Rio de Janeiro e faria a conexão com a Europa. Dois dias depois da partida, um telefonema no meio da manhã, trouxe as primeiras notícias de Joaquim. Havia desembarcado em Lisboa e estabelecera um roteiro para percorrer os locais interessantes do país. Iria contratar um motorista e guia que o levaria num carro alugado para tal finalidade.
Previa uma semana de estadia, talvez um pouco mais. Sem sombra de dúvida iria ver Fátima e outros locais mais recomendados. Coimbra, Tras dos Montes e outras cidades históricas.  Depois seguiria para a Espanha. Queria assistir à uma tourada, visitar os castelos medievais, da época dos mouros e das cruzadas. Gaudêncio ficou emocionado ao conversar com o padrinho. Informou a ele que na fazenda estava tudo correndo bem, os bezerros nascendo, o arrozal crescendo e começando a granar. O pai e a mãe sentindo saudades dele, Joaquim. Não deixavam de falar nele nenhum dia, várias vezes por dia até.
Enquanto Joaquim passeava pela Europa, Gaudêncio assumia plenamente as funções administrativas. Comportava-se como verdadeiro proprietário, coisa que aliás seria quando o padrinho fosse para junto de sua esposa Ana Maria. Coisa que ele esperava demorasse bastante. Queria ter sua companhia por muito tempo. Era, depois dos seus pais, a pessoa mais importante de sua vida. Talvez um dia encontrasse uma prenda que lhe arrebataria o coração, tal como a madrinha tinha arrebatado o coração do padrinho. Provavelmente ela iria ocupar o primeiro lugar em sua vida. Se Deus lhe abençoasse teria filhos e estes iriam ficar em um lugar especial junto com aquela que viesse a escolher como esposa.
As semanas viraram meses e quando viram, Joaquim já estava passeando há três meses pela Europa. Estava terminando de visitar a Inglaterra, estivera na França, Suíça e Alemanha. Mas anunciou que no dia seguinte tomaria providências para o seu retorno ao Brasil. Estava com saudades da terra natal, de um bom chimarrão, um churrasco e uma boa prosa à beira do fogo de chão. Em especial quando animado por um bom gaiteiro. Se além disso houvesse um violeiro, ficava melhor ainda. Iria avisar a data do seu embarque e a previsão de chegada em casa. Deixaria para outra ocasião a visita a outros lugares que ainda não visitara.
Essa notícia, correu célere no dia seguinte. Por volta do meio dia, praticamente todos na imensa propriedade, desde os mais velhos até as crianças sabiam do retorno próximo do patrão. Gaudêncio avisou que fariam uma festa para recepcionar o viajante. Evidentemente após lhe dar um dia ou dois de descanso. Tinha certeza de que o padrinho, apesar de se divertir a valer na viagem, chegaria cansado e gostaria de um período para repousar. Só depois iriam tratar de coisas de trabalho, festejos e comemorações.
            Os dias passaram rapidamente e logo estavam, Gaudêncio e o pai Pedro Paulo, esperando a aterrissagem do avião que trazia Joaquim em sua última etapa da viagem. Mal tiveram paciência de esperar o desembarque. Logo viram a figura esbelta e elegante de Joaquim descendo a escada do avião. A vontade de Gaudêncio era correr ao encontro do padrinho, mas os funcionários do aeroporto não permitiram que ultrapassasse a porta de acesso ao pátio. Teve que se contentar em aguardar que os passageiros chegassem ao saguão e só então pode correr e abraçar a quem dedicava uma afeoção especial.
O viajante correspondeu ao abraço do afilhado e também do compadre. Estava realmente com saudade das pessoas que há muitos anos faziam parte de sua vida. Nunca havia se ausentado tanto tempo. Tinha vontade de sair correndo e olhar todos os recantos de seus domínios, ver como estavam bonitos os arrozais maduros, quase na hora da colheita, os bandos de bezerros atingindo o ponto de desmame, os vaqueiros cuidando do gado nas invernadas, tangendo grupos de animais no manejo de pastagens.
Acabara ficando mais tempo do que pretendia, pois se encantara com tantas belezas, monumentos, a criação de gado confinado, devido a escassez de espaços amplos para pastoreio, o cultivo em terrenos inclinados, irrigação por gotejamento e outras novidades que tivera ocasião de ver ao vivo e a cores. As montanhas com as neves em seus picos, fosse no inverno ou no verão, as ferrovias modernas, túneis intermináveis por baixo das montanhas. Teria muito a contar e também muitas fotografias para mostrar. Acabara comprando por lá uma filmadora e o respectivo projetor. Isto lhe permitiria dar uma idéia melhor daquilo que vira em sua viagem. Trazia em sua bagagem uma boa quantidade de filmes em que registrara as coisas mais importantes, os monumentos e belezas naturais que visitara. Deram uma rápida passada pela casa na cidade para deixar algumas coisas da bagagem e também cumprimentar os serviçais que ali labutavam.
            Em seguida rumaram para a fazenda, onde os esperava Maria Conceição, com uma chaleira de água quente e uma cuia de chimarrão. Depois dos abraços e boas vindas, sentaram-se e saborearam o mate, enquanto Joaquim dava alguns informes sobre suas andanças nas terras européias. Trouxera uma lembrança para cada um. Tinha em suas malas muitas coisas que iria distribuindo aos poucos. Faria isso com toda calma. O afilhado, a comadre e o compadre poderiam lhe dar uma grande ajuda nessa tarefa. Teriam condições de dizer a quem conviria dar cada item que havia em suas malas.

 

            Depois de alguns dias disse ao afilhado que seria conveniente ele ir até a capital para tratar de alguns assuntos legais relativos as propriedades, alguns investimentos que estavam a cargo de um escritório especializado. Era importante que Gaudêncio tomasse contato logo com essas pessoas, pois seria ele que doravante iria tratar com elas e decidir sobre venda de ações, reinvestimento de capital e outras coisas do gênero.

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