Procurado

Pedro  Leopoldo, no início do século XX.
Estação Ferroviária de Pedro Leopoldo. 

Vista aérea de Pedro Leopoldo.

Praça de Pedro Leopoldo. Busto de Chico Xavier.

Formação rochosa na região de Pedro Leopoldo.

Procurado


Há poucos dias terminei de ler o livro que leva o título acima. À primeira vista parece ser um livro de cunho policialesco, mistério ou algo do gênero. Realmente trata-se da investigação de mistérios, mas de outra natureza. O mistério dos avistamentos de ÓVNI’s, UFO’s, contatos, abduções, marcas em plantações, enfim toda sorte de relatos sobre existência de alienígenas que nos estariam visitando desde priscas eras. Há quem defenda ferrenhamente a veracidade de tudo e quem faça o contrário, bem como quem fique “sobre o muro”, esperando para ver o que restará de tudo ao final. 

O autor do livro é Leonardo Martins, psicólogo ligado a USP. Ele, nascido em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, próximo de Varginha, ficou desde a infância envolvido no assunto. Ninguém ignora os frequentes relatos a respeito, especialmente o ET de Varginha. Adotou por isso como linha de pesquisa no curso de mestrado, esse assunto. É relevante esse trabalho especialmente devido à ausência de pesquisas científicas aplicadas ao assunto “extra-terrestres”. Os ufólogos reclamam o status de ciência para a ufologia, mas pecam por não aplicar o método científico. Já os cientístas hesitam em mergulhar no assunto temendo serem ridicularizados ou vistos como “objetos” estranhos ao meio. Enquanto isso a polêmica entre Ufólogos, Cientístas e Céticos continua. De fora fica a população em geral, sem saber em quem acreditar. Por vezes sendo levada a situações de pré-pânico com algumas notícias veiculadas na mídia.
ET como apelo turístico em Varginha.

Outra imagem do ET de Varginha. 

Vista aérea de Varginha.

Rochas notáveis na região.
Li o livro, gostei, aprendi muito e estou convicto de que Leonardo está no caminho certo. Mesmo see ao final ficar comprovado que nenhum extra-terrestre pôs os pés sobre a terra, ainda assim terão sido encontradas inúmeras informações sobre a mente humana. Os relatos não surgem do nada. Algum mecanismo, físico ou psíquico os produz e daí surgem as mais extravagantes, bem como as mais plausíveis histórias de que o último século foi pródigo em diversas regiões do globo. 

Ao concluir a leitura, escrevi uma longa carta ao autor e a enviei por e-mail. Em nossa troca de mensagens fui autorizado a publicar o teor da carta. É o que vou fazer nessa notícia.

Curitiba, 12 de outubro de 2014.

Prezado colega Leonardo.
            Quero começar lhe externando um sincero parabénspela clareza e imparcialidade com que conduziu sua pesquisa relativamente ao assunto OVNIS, UFOS, avistamentos, abduções, contatos, extraterrestres, alienígenas, com tudo que lhe é correlato.

            Pela sua origem, Pedro Leopoldo, próximo de Varginha, levando a um contato precoce com o assunto, seria até natural uma inclinação para o lado dos defensores ferrenhos da veracidade de tantos fenômenos estranhos. No entanto, transparece em seu livro a total imparcialidade, tendo sempre em mente o fulcro da questão principal: separar o “joio” do “trigo”, analisando todos os aspectos relevantes do assunto.

            Li o livro Eram os deuses astronautas de Erick van Däniken, quando tinha por volta de 22/23 anos, ou seja início da década de 70. Nessa época meus conhecimentos de física eram bastante limitados e fiquei muito impressionado. Anos mais tarde adquiri um exemplar, reli e está guardado até hoje, sendo que meus filhos o leram, já com a visão diferente da que eu tinha à época da primeira leitura. Hoje vemos que ali existem manipulações, exageros e sabe-se lá o que mais. Costumamos dizer que onde passa um boi, passar uma boiada dá pouca diferença.

            Por força das análises estatísticas e até mesmo sob o ponto de vista da crença em um Deus criador, não duvido por um único instante da existência de vida, consequentemente vida inteligente, em um bom número de recantos desse universo praticamente incomensurável. Já quanto à questão de esses possíveis seres estarem nos visitando a torto e a direito, com naves de diferentes formas, aspectos físicos diversos; ora com atitudes agressivas, ora amistosas, ou então fazendo experimentação genética explícita pela união física de machos ou fêmeas de sua espécie com o humano oposto correspondente,  o assunto muda de figura. Tudo isso leva a suspeitar de que, ou são diversas civilizações diferentes que nos visitam, ou a descrição varia de acordo com as características do experienciador como você tão bem descreve em diversos pontos do livro Procurado. Isso insere um grande ponto de interrogação na questão? Há um fundo de verdade nesses relatos ou não passa de imaginação fértil, falsas memórias, alucinações, ilusões de ótica ou outras causas? Existindo até mesmo a hipótese da pura e simples mentira visando alguma forma de notoriedade de parte do narrador. Mas isso levaria a uma situação contraditória nos casos de relatos corroborados por mais de uma pessoa. Teriam todos combinado contar a mesma mentira?

            Algo que há algum tempo me chama a atenção, é o fato de os nossos maiores telescópios, inclusive o
orbital Hubble, conseguem visualizar hoje os confins d universo. Só que a “notícia” que a luz nos traz hoje, está viajando há um, dois, ou mais “bilhões” de ano. Fazendo uma má comparação, seria como lermos hoje, um jornal impresso em 1514. Teria valor histórico, apenas isso. Sempre me pergunto, como fazer para saber o estado em que se encontra hoje, nesse exato momento aquele astro ou conjunto deles. Infelizmente saberemos a resposta daqui a muito tempo. É possível que o hoje observado, sequer exista mais, ou esteja tão modificado que sequer saberíamos fazer uma correlação entre os dois objetos observados. Isso por vezes me leva a perguntar sobre a real validade de investimentos altíssimos em equipamentos e material humano para investigar os recônditos cantos do universo. Não seria mais correto dar preferência às investigações detalhadas sobre nossas vizinhanças e mesmo os segredos mais profundos da nossa Terra. Mas é apenas uma conjetura.

            Diante disso tudo, tenho que concluir que é deveras lamentável a ciência ter passado tanto tempo sem dedicar a devida atenção ao assunto. Só ela poderá fazer o que você com seu trabalho iniciou entre nós. Espero sinceramente que no resto do mundo haja mais gente, tanto da psicologia, como de outras empenhadas em estabelecer a veracidade dos fatos. Pouco importa quem seja o vencedor aparentemente. Tenho convicção de que não haverá certamente um perdedor, mas sim a vitória final da verdade. É ela que em última análise interessa, não é mesmo?

            O que me causa dúvidas é o fato de que, em nosso estágio de desenvolvimento científico e tecnológico, esbarrarmos no obstáculo da velocidade da luz. Para levarmos uma pequeníssima porção de matéria a alcançar velocidades próximas da luz, é necessário o dispêndio de uma quantidade exorbitante de energia. Vamos imaginar se formos fazer isso com um ser humano, logicamente provido de todos os recursos para sobreviver no espaço por um longo período! Alguém consegue imaginar a quantidade de combustível? É inimaginável. Depois viria outra questão. As distâncias são “pornograficamente” grandes. Isso nos coloca num impasse. Continuamos sonhando em chegar às estrelas ou procuramos conhecer melhor nosso planeta e suas vizinhanças para encontrar modos de sobrevivência futura, quando atingirmos o limite de saturação da população sobre o globo?

            Em vista desses limites existem duas hipóteses. Primeiro os Discos Voadores ou UFOs, OVNIs são imaginação de pessoas com alguma forma de consciência alterada, ou esses seres que nos visitam alcançaram estágios inimagináveis de ciência e tecnologia. Encontraram um “atalho”, uma forma de “burlar” as leis da física que conhecemos e assim conseguem vir até nós quando bem lhes apraz. Mesmo assim, é estranha a falta de uniformidade ao redor do mundo, levando novamente à suposição de que não é apenas uma, mas várias civilizações que nos espreitam, fazem breves contatos, mas não se sentem ainda capazes de uma aproximação maior no momento. Isso leva a aumentar a dúvida  relativa à veracidade de tais relatos. Algumas observações derivam do fato de ser aposentado como professor de física e matemática. É nessa hora que a mente acostumada à área de exatas se manifesta.

            Mais ainda fico convencido da necessidade da presença de cientistas no campo da análise desses fenômenos, sejam eles reais fisicamente, ou reais apenas na mente das pessoas. Em se comprovando a segunda opção, não terá sido tempo perdido, pois certamente haverá conclusões importantes sobre o funcionamento da mente, sua capacidade, potencialidade e seus recantos mais profundos.

            Quero relatar um fato que me parece notável. Em 06/08/2011, sofri um acidente entre moto(eu) e automóvel. Resultaram fraturas múltiplas na perna esquerda, hemorragia grave e cheguei ao hospital em estado de choque. Foi necessária uma transfusão de sangue imediata. A partir daí, oscilei entre consciência e inconsciência por mais de trinta dias. Tive alucinações que se misturaram com algumas frases desconexas ouvidas na UTI e geraram em minha mente uma verdadeira história de horror. Em dado momento e por diversos dias, eu estava convencido da existência de um complô, visando provocar a minha morte, simulando um problema decorrente da situação por que passava. Pode facilmente imaginar a reação. Respirava por traqueostomia, algo por si só angustiante, acessos diversos por onde eram infundidos nutrientes, medicamentos e controles de sinais vitais. A simples aproximação de um(a) enfermeiro(a) provocava uma reação de rebeldia e eu arranquei tudo. Não sei como, mas fiz saber ao meu filho que queria ser transferido de hospital. Ele tentou mas não aceitaram em nenhum lugar, dada a gravidade da situação. Por último fiquei dois ou três dias, não lembro bem quanto foi, com as duas mãos envoltas em ataduras de gaze, impedindo a movimentação dos dedos e ainda assim, amarradas às beiras da cama.

            No meio desse entrevero, agredi uma enfermeira que passou dias com o rosto inchado do soco que lhe dei. Por último, me resignei à vontade de Deus e lhe entreguei minha vida. Só depois de passada a crise mais séria, voltei a ter confiança. Dur
ante os delírios minha mente elaborou uma história longa, que, ainda estou pensando se vou ou não colocar no papel. Isso, se conseguir colocar tudo em uma ordem razoável e torna-la minimamente inteligível ao leitor. Depois que superei a fase da revolta, ainda traqueostomizado, tendo conseguido ajustar a respiração ao fluxo de ar/oxigênio que o sistema fornecia, me ocorreu a conveniência de ensinar em nossas escolas uma técnica de controle da mente. É sabido que pessoas sobreviveram em situações extremamente precárias e foram por fim resgatadas, por terem tido tranquilidade para manter o controle respiratório, o que lhes valeu a vida. Se pudermos ensinar essas técnicas aos alunos, terão nas mãos uma ferramenta preciosa para momentos de grande tensão, emergências de alto risco e um sem número de situações da vida diária.

           Deixo aqui o meu abraço, colocando-me ao inteiro dispor para quaisquer trocas de ideias e informações.
                                  Saudações.

                              Décio Adams

Recomendo aos prezados leitores, se tiverem interesseno assunto, leiam esse trabalho. Vale a pena, pois lança uma luz nova, a partir de uma postura totalmente nova ao que havia visto até os dias de hoje. Não é uma tentativa de provar, nem negar a existência dos assim denominados alienígenas, extra terrestres, com seus discos voadores, charutos e outras formas bizarras que são descritas com frequência. 

          Há outrossim narrativas de contatos com esses visitantes, relatados por grupos de pessoas, experiências com durações de segundos, minutos e mesmo horas. O que está sendo procurado é uma explicação científica para esses fatos. Se houver provas da inexistência concreta desses seres e seus aparelhos voadores, saberemos qual é a orígem de tudo isso. Se ao contrário encontrarmos provas concretas de que realmente existem, chegará ao fim o mistério que há tanto tempo persiste. 

           Poderá ser adquirido no site da editora, cujo endereço é 
www.biblioteca24horas.com


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