Natal! Ano Novo! Tempo de festa! Mas não parece.

Nem parece tempo de Natal!

Av. Silva Jardim, vindo sentido centro. 

Casar em bairro de classe média alta.

Motoboy batalhando a vida.
Câmara dos vereadores na praça Eufrásio Correia, lado da Av.Visconde de Guarapuara.
Nas últimas semanas prestei atenção, nos raros momentos que estive pelas ruas da cidade de Curitiba, onde moro. Um detalhe interessante chamou-me a atenção. Se em anos passados, raríssima era a casa, edifício residencial ou comercial em que não existissem bem visíveis, mesmo à luz do dia, os enfeites natalinos. Profusão de luzes multicores, cordões eletrônicos semelhantes a mangueiras plásticas, uma variedade enorme de outros adornos. Tudo sempre pronto para, ao entardecer, começo da noite, ser ligado enchendo as ruas de um colorido variadíssimo. Há duas semanas quando fui até o centro, encontrei apenas o calçadão da Rua XV de Novembro com alguma ornamentação, mesmo assim só na rua e no Edifício Avenida, onde ocorre a apresentação do coral em noites determinadas. Os edifícios, exterior das lojas, tudo como em tempo normal, sem qualquer sinal da época do ano. 

Vista do calçadão em Curitiba.

Todas essas imagens são da região central de Curitiba e foram feitas há poucos dias. Não é visível um único enfeite natalino, coisa que em anos idos era inimaginável.

Há dois dias tive que me deslocar para o bairro do Água Verde, para uma avaliação de implantodontia. No percurso estava com minha câmera na mão e aproveitei para tirar uma série de fotos das fachadas de casas e edifícios. O que antes era raro ver sem enfeites, hoje ocorre exatamente ao contrário. É mais raro encontrá-los em algum lugar, tão raros são os casos de pessoas que enfeitaram suas casas para a data.

Não creio que a questão seja devida unicamente ao momento econômico que vivemos. Grande parte dos enfeites, pisc-pisca e outros ornamentos, podem ser guardados por várias temporadas, mas nem esses as pessoas colocaram. Parece que ocorre um desestímulo com a época ou um desencanto com tudo. Talvez haja uma combinação de vários motivos, levando a esse momento de retração, recolhimento talvez! É algo digno de analisar. Não sou especialista em comportamento humano. Minha praia é muito mais o campo das ciências exatas e agora escrever. Não tenho aptidão para mergulhar fundo nos aspectos psicológicos envolvidos nessas questões, nem tenho essa pretensão. 

Notório é observar que, num percurso de 8/9 quilômetros, desde minha casa até o começo da descida para a Av. Visconde Guarapuava a partir da trincheira sob a Rua Ubaldino do Amaral, encontrei uma únida casa, tendo sobre o telhado da frente uma estrutura representando as Renas de Papai Noel. Só isso e mais um ou dois arranjos colocados em janelas. Lojas de automóveis usados, revendedora Ford, supermercado Mercadorama, nenhum lugar estava enfeitado. Ao longo de uns dois quilômetros, talvez dois e meio da Av. Visconde de Guarapuara, nem mesmo no Shopping Center Curitiba, havia enfeites exteriores.

Se o motivo de tudo isso for o desencanto apenas com momentos político/econômicos, é compreensível. Já se a motivação for outra, no sentido de sentimentos humano/religiosos, fico preocupado. Dá a impressão que o coração do povo está ficando mais frio, menos caloroso, pouco afeito a demonstrações de alegria e descontração.  

 Imagens ao longo do percurso.
 Na Rua Prof. Omar Gonçalves da Motta
 Na Rua Nossa Senhora de Nazaré.
 Na Rua Estados Unidos, esquina com Vicente Cicarino.
  Na imagem acima temos uma casa com enfeite que citei. Fica na Rua Estados Unidos, a cerca de 120 m da via rápida Santa Cândida Centro.  
 Acima loja de automóveis e revenda Ford, sem nenhuma ornamentação. 
                      Ao lado agência HSBC Juvevê.
                                         
 As quatro imagens anteriores são da frente e lateral da Igreja do Perpétuo Socorro, em frente ao Estádio Couto Pereira, pertencente ao Coritiba Futebol Clube. Ali há cenas representando em tamanho natural o presépio, pastores, animais e acessórios. 

Imagens ao longo da Avenida Visconde de Guarapuava. 

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