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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. X – Epílogo.

 

  1. Epílogo.

 

O sonho de muitos em Orient, esperançosos de viajar pelo universo, a bordo de naves tão, ou mesmo mais velozes do que a luz, ficou relegado a um segundo plano. As pesquisas feitas com as amostras trazidas de Primus em várias missões tripuladas até sua superfície, motivaram uma mudança de postura das autoridades e, principalmente dos pesquisadores. Tratava-se de um planeta com um sistema de vida ainda em fase de evolução acentuada. A presença humana, em grandes incursões, poria em risco algumas formas de vida e foi considerada indevida essa interferência. A frustração que os aventureiros, ávidos por incursionar em novas fronteiras, logo foi apaziguada. Os pesquisadores, em conjunto com as autoridades civis bem, como as religiosas, empenharam-se em mostrar a inconveniência de interferir coma evolução da natureza no planeta mais pertencente a um sistema ainda jovem.

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. IX – Decisões importantes.

  1. Decisões importantes

 

Tão logo se instalaram em confortáveis cômodos, os três casais se livraram das últimas peças de vestuário que haviam usado nos longos anos de viagem. Estavam cansados daquelas vestimentas de mesma cor, com os mesmos dispositivos e, depois de um banho repousante, vestiram roupas confortáveis e um pouco folgadas. Por mais que se tivessem esforçado, todos estavam mais magros, ou melhor, haviam perdido uma parte de sua massa muscular, em decorrência do longo período longe dos efeitos da gravidade. Na primeira caminhada, da nave até o alojamento, todos haviam ficado ofegantes. Os músculos estavam desacostumados de carregar o peso do corpo, suportar a pressão atmosférica normal, apesar da existência desse efeito no interior da nave.

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Fantástico mundo novo! – Vol. III – Recomeço em Orient. Cap. VIII – Novos avanços em Orient.

  1. Novos avanços em Orient

 

Em prazo menor do que o previsto, os obstáculos foram superados. Naves, capazes de mover-se com velocidades bem próximas à da luz, haviam sido desenvolvidas e os autômatos, integrados à parte interna da nave, mas que, depois do possível pouso em algum local remoto, poderiam desprender-se e executar algumas tarefas no exterior. Poderiam ser programados para agir de modo autônomo por algum tempo, antes de precisarem se reconectar ao sistema da nave e transferir as informações coletadas aos dispositivos de memória central. Isso permitiria a realização de explorações em lugares situados a distâncias consideráveis, mesmo que houvesse necessidade de ficar algum tempo sem contato com a nave, por conta da distância. Não havia como enviar comandos por outro meio que não fossem as ondas eletromagnéticas.

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Existe vida após a morte? (Reflexões sobre o Livro de Urantia).

Existe vida após a morte?

Vida após a morte

Vida após a morte! Uma eterna jornada rumo à Ilha do Paraíso.

Essa questão resume, em grande parte, as dúvidas de muitas pessoas durante a vida. É possível chegar a um acordo, minimamente aceitável, tomando a filosofia como base para estabelecer aos valores éticos e morais que norteiam a vida em comunidade, aceitar o término da vida sobre a Terra, como o fim de tudo. Mas é bem frustrante pensar dessa forma. Tanta luta, sacrifício, abnegação e reuncia, para terminar em um punhado de pó ou cinzas, em caso de cremação do corpo.

Por outro lado, nosso pensamento lógico, baseia-se sempre em um sistema de recompensa. O que eu ganho se eu cumprir todas as normas e regras, sem transgredir? Se a resposta for “nada”, ficamos, pelo menos, pouco satisfeitos. Se a pergunta for: O que eu perco se transgredir todas as normas e regras? Se a resposta for: “você vai para a prisão”, é possível ter alguma esperança de sair de lá, voltar a transgredir e ser esperto o bastante para não se pego em flagrante novamente.

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Fantástico mundo novo! Volume II – Capítulo X – Nuvens negras no horizonte.

10. Nuvens negras no horizonte.

A semana seguinte começou com nuvens negras surgindo no horizonte. A reunião em um mesmo aglomerado urbano, de grandes contingentes migratórios, oriundos de diferentes regiões, trouxe também o culto a deuses diversos. Os grupos de mesma crença, começaram a criar seus locais de culto, tinham seus prepostos ou dirigentes. O aparecimento de um novo grupo, dizendo-se portador de uma nova corrente de pensamento despertou em alguns, mais propensos a atitudes fanáticas, posições de repúdio e mesmo oposição aberta. Mink, líder do grupo, sentiu ser seu dever defendê-lo contra os ataques.

Antes de qualquer atitude, reuniu-se com os seus liderados para discutir com eles a situação. Não tinham intenção de fazer proselitismo, porém não poderiam aceitar simplesmente os ataques de alguns fanáticos. Houve quem se exaltasse, sugerindo que chamassem os outros cem membros, formando um bloco para se defender em conjunto. Depois de ouvir as opiniões de todos, Mink lembrou-lhes que deveriam primar pelas atitudes pacíficas. Não significando, no entanto, passividade. Deveriam começar por não aceitar provocações. Antes de dizer qualquer coisa em resposta, era importante invocar a ajuda celestial. Confiar e ter fé. Esse era o lema a ser seguido. Para complicar, havia a questão de Mink ser irmão do administrador Sumock, cujo mandato estava ainda em curso. Todo cuidado era pouco, para não criar problemas em sua família.

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